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inflação

Governo promete compensar salário mínimo em 2019

Pelo segundo ano consecutivo, remuneração foi reajustada abaixo da inflação

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governo reajustou o salário mínimo abaixo da inflação pelo segundo ano consecutivo. Com isso, a perda acumulada em dois anos é de 0,34%, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O aumento de R$ 937 para R$ 954, reajuste de 1,81%, é o menor em 24 anos. Para o Dieese, o salário mínimo de 2018 deveria ser de R$ 957,36 para compensar a perda acumulada em 2016 e 2017.

“O governo deveria reconhecer que estimou um valor abaixo, que a inflação efetiva no período de 2016 e 2017 foi superior àquela estimada para o reajuste, e fazer a correção já no mês de fevereiro”, afirma Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do Dieese.

O Ministério do Planejamento alega que “não está descumprindo a lei que fixa a variação anual do salário mínimo”. O governo afirma que deve compensar o valor que está faltando, de R$ 1,78, no cálculo do reajuste de 2019.

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política

Temer reage contra quem o considera corrupto: ‘meus detratores estão na cadeia’

O presidente Michel Temer (MDB) reagiu às polêmicas em torno do seu governo e garantiu que está em um processo de “recuperação moral” do seu governo, afirmando que quem o acusou de corrupção está hoje atrás das grades.

“Sou mal entendido. Há uma tentativa brutal de tentar desmoralizar o presidente. Neste ano, vou me dedicar, entre outras reformas, à minha recuperação moral. O que fizeram comigo foi uma coisa desastrosa”, afirmou Temer, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo.

Focado em conseguir construir uma base de 308 votos para aprovar a Reforma da Previdência em fevereiro, Temer procurou demonstrar otimismo com o seu governo e destacou que não se deixará abater por aqueles que denunciam ilicitudes inexistentes na sua gestão.

“Não vou sair da Presidência com essa pecha de um sujeito que incorreu em falcatruas. Não vou deixar isso”, pontuou.

Sem citar nomes como o do empresário Joesley Batista, dono da JBS, o emedebista ressaltou o que seriam vitórias do seu governo, que conseguiu barrar duas denúncias feitas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no ano passado.

“Aliás, podem registrar que os meus detratores estão na cadeia. Quem não está na cadeia está desmoralizado. Mas a todo momento qualquer coisa é o presidente da República. Você percebe? […] Quem cometeu ilícitos está preso, simplesmente isso”, continuou.

Quanto à mais recente investigação que tem contra si, envolvendo um suposto favorecimento de uma empresa no Porto de Santos, Temer explicou que não tratou do tema ou das 50 perguntas enviadas a ele pela corporação com o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Fernando Segóvia, nesta semana.

“Eu discuti sobre segurança pública. O que me surpreende é que o presidente não pode falar com o diretor-geral da Polícia Federal. Como se fosse criminoso. Eu já estava com as perguntas respondidas. São tão desarrazoadas, singelas, simplórias que não tinha nenhuma preocupação”, disse, sem explicar porém o motivo do encontro não constar na sua agenda oficial.

Temer ainda falou na mesma entrevista sobre os afastamentos de vice-presidentes da Caixa Econômica Federal para que “possam se defender”, não descartou que eles retornem ao cargo e descartou que possa vir a barrar indicações políticas para cargos do gênero.

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Manifesto

Movimentos de sem-terra invadem fazendas em ações pró-Lula

Cerca de 150 integrantes do Movimento Social de Luta (MSL) invadiram a Fazenda Espinho Preto, na madrugada deste sábado, 20, em Rancharia, interior de São Paulo. De acordo com o líder Luciano de Lima, as ações marcam a largada de ocupações de terra para reivindicar a reforma agrária e “em defesa do direito do ex-presidente Lula de ser candidato à presidência”.

A Polícia Militar confirmou a invasão e informou que o dono da propriedade tomou medidas para obter a reintegração de posse do imóvel.

De acordo com Lima, o movimento programou outras cinco ocupações na região do oeste paulista até o dia 24, quando o recurso contra a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em ação da Lava Jato, será julgado no Tribunal Regional Federal (TRF-4), em Porto Alegre. A confirmação da sentença pode impedir Lula de ser candidato a presidente. As informações são do jornal O Estado de SP.

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FIQUE POR DENTRO

Febre Amarela: conheça sintomas, transmissão e como funciona a vacina fracionada

O Ministério da Saúde anunciou campanha de vacinação contra a febre amarela para os meses de fevereiro e março. Na ação, São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia receberão doses fracionadas da vacina. Nos demais estados, onde já existe recomendação de imunização contra a febre amarela, a vacina é ofertada na dose-padrão, de acordo com a rotina de imunização dos postos e outras unidades de saúde.

São Paulo e Rio de Janeiro adiantaram o início da campanha para a próxima semana. A campanha foi convocada para evitar que o surto de casos recentes em algumas regiões se alastre. De julho de 2017 a 14 de janeiro deste ano, o país registrou 35 casos da doença.

A orientação endossada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e adotada pelo Ministério da Saúde é a de que uma dose da vacina é o suficiente para imunizar a pessoa por toda a vida.

Segundo o ministério, os casos estão concentrados principalmente na Região Sudeste e envolve pessoas que vivem na área rural ou que tiveram contato com ambientes silvestre por motivos de trabalho ou lazer.

Veja detalhes da doença e como se proteger:

Sintomas

A febre amarela é uma doença viral que causa dores no corpo, mal-estar, náuseas, vômitos e, principalmente, febre. Os sintomas duram em média três dias. Em alguns pacientes, o vírus da febre amarela ataca o fígado. São as complicações hepáticas que levam as pessoas infectadas a ficar com uma cor amarelada, daí o nome febre amarela. Segundo o Ministério da Saúde, estima-se que em torno de 30% das pessoas que contraem a doença podem morrer, se não forem diagnosticadas precocemente. Por isso, a recomendação é a de que o paciente deve buscar imediatamente atendimento adequado nas unidades de saúde.

Transmissão

A febre amarela não é transmitida de pessoa para pessoa, nem de macaco para seres humanos. Os macacos são os principais hospedeiros do vírus, mas os únicos vetores de transmissão da doença são os mosquitos silvestres Haemagogus e o Sabethes. No meio silvestre, os mosquitos picam o macaco, que depois de infectado pelo vírus pode ser picado por outro vetor e este, por sua vez, transmite para o homem.

No caso da área urbana, a transmissão ocorre pela picada do mosquito Aedes aegypti. O Ministério da Saúde ressalta, no entanto, que a possibilidade de contágio no meio urbano é remota e informa que não há registro de infecção da doença pelo ciclo urbano desde 1942. Com a construção de conjuntos residenciais e condomínios em áreas ecológicas, ambiente onde vivem os mosquitos que transmitem a doença, o risco de transmissão aumenta.

Vacina fracionada

O Ministério da Saúde esclarece que os casos recentes da doença estão localizados em áreas específicas com alta densidade populacional. Para evitar que a transmissão se alastre para outras regiões, a pasta decidiu abrir campanha de vacinação com doses fracionadas. Segundo o Programa Nacional de Imunizações, a dose fracionada é de 0,1 ml, enquanto que a dose-padrão é de 0,5 ml.

O fracionamento ocorre para ampliar a capacidade de imunização da população. O objetivo do Ministério é vacinar 21 milhões de pessoas até o fim de fevereiro, sendo 16,5 milhões com a dose fracionada e outras 5,2 milhões com a dose-padrão.

A dose fracionada será disponibilizada em 54 municípios de São Paulo, 15 do Rio de Janeiro e oito cidades da Bahia. Nos outros estados e municípios, se estiverem na lista de locais recomendados para imunização contra a febre amarela, a população será vacinada com a dose-padrão, disponível no programa de vacinação regular dos postos de saúde.

Estudos comprovam que a dose fracionada não causa reações adversas e tem a mesma eficácia da dose completa. A dose fracionada já foi utilizada pela OMS, na República do Congo, que enfrentou um surto urbano de febre amarela em 2016. O fracionamento permitiu que a organização vacinasse quase 8 milhões de pessoas em apenas 15 dias e interrompeu o surto na área urbana do país.

Quem deve tomar a vacina?

A vacina em dose-padrão pode ser aplicada em qualquer pessoa saudável, a partir dos nove meses de vida. A dose fracionada também é direcionada a pessoas sem histórico de doenças graves, mas só pode ser tomada a partir dos dois anos.

Idosos e pessoas com doenças que alteram o sistema imunológico ou que apresentam alterações hematológicas não podem tomar a vacina sem recomendação médica. Em caso de impossibilidade tomar a vacina, os pacientes devem adotar outras medidas de proteção contra a doença, como uso de repelente, roupas que cobrem todo o corpo, telas nas casas, entre outras formas de evitar contato com o mosquito transmissor.

Quem já tomou uma dose da vacina, mesmo que há mais de dez anos, não precisa reforçar a proteção com outra dose.

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