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Economia

Aposentados do INSS terão reajuste de 2,07%

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Reajustes pequenos dos benefícios do INSS, adiantados pelo DIA em 2 de janeiro, acabaram confirmados: aposentados e pensionistas que recebem acima do salário mínimo terão correção de 2,07% e os que ganham o piso apenas 1,81%. São as menores taxas desde a implantação do Plano real, em 1994.

O percentual para quem recebe mais do que o mínimo leva em conta o INPC, divulgado ontem pelo IBGE. Mas os aposentados amargam perdas maiores se for considerada a inflação dos idosos, divulgada pela FGV, que ficou em 3,8% no ano passado.

Este é o segundo ano seguido que o reajuste das aposentadorias de quem ganha acima de um salário mínimo será superior ao aumento do piso nacional, que subiu 1,81%, passando de R$ 937 para R$ 954 no dia 1º de janeiro. Éo menor aumento em 24 anos. No ano passado, o reajuste para aposentados que recebem benefícios com valor acima de um mínimo foi de 6,58%, referente à variação do INPC de 2016.

“Este é o pior momento dos aposentados”, lamenta Yedda Gaspar, presidente da Federação dos Aposentados do Estado do Rio (Faaperj). Para ela “nem reza forte” dá jeito na situação da categoria. Mas diz não perder a fé. Na última sexta-feira vários aposentados do estado participaram da tradicional missa dos Capuchinhos na Tijuca e nos dias 26, 27 e 28 de janeiro farão caravana à Aparecida do Norte.

Teto previdenciário

Outros valores também serão reajustados: o teto previdenciário passará de R$5.531,31 para R$ 5.645,80. E as alíquotas dos trabalhadores empregados, domésticos e avulsos passarão a ser de 8% para aqueles que ganham até R$ 1.693,72, de 9% entre R$1.693,73 e R$ 2.822,90 e de 11% entre R$ 2.822,91 e R$5.645,80. A portaria do Ministério da Fazenda com todos os valores será publicada hoje.

Perda será compensada em 2019

Aposentados e pensionistas do INSS que ganham o piso previdenciário podem receber uma “merreca” a mais no ano que vem. O governo promete compensar a diferença dos reajustes para quem ganha o salário mínimo.

Isso porque a diferença entre o reajuste dado pelo governo (1,81%) e o INPC acumulado no ano passado (2,07%) equivale a R$ 1,78. Portanto, ao invés de R$ 954, o salário mínimo em 2018 deveria ser de R$ 955,78. Assim, o R$ 1,78 vai entrar no cálculo do reajuste de 2019, informou o Ministério do Planejamento, que alegou não estar “descumprindo a lei que fixa a variação anual do salário mínimo”.

O reajuste deste ano foi o segundo mais baixo. Em 2017, a correção do mínimo já havia ficado abaixo da inflação. O valor foi reajustado em 6,48%, ao passo que o INPC acumulado em 2016 foi de 6,58%, representando uma perda de 0,10% e o primeiro aumento abaixo da inflação desde 2003, segundo o Dieese.

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POLÍTICA

Lula diz que será candidato “aconteça o que acontecer”

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem (18) que “se o PT quiser” será candidato à Presidência da República, “aconteça o que acontecer”. Nem radical, mas também sem ser “Lulinha paz e amor”, como em 2002, afirmou, durante quase uma hora de discurso em evento na Casa de Portugal, bairro da Liberdade, região central de São Paulo.

O ato em apoio ao direito de Lula ser candidato, que começou às 20h e terminou perto da meia-noite, reuniu artistas, intelectuais, políticos, inclusive de outras legendas, e representantes de movimentos sociais.

Pouco antes do pronunciamento, o líder dos sem-terra Gilmar Mauro já havia adiantado que no dia 25 – imediatamente após o julgamento no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre – “o movimento social em geral, e particularmente o MST, vai lançar a candidatura de Lula, independentemente do resultado”.

Ele disse estar tranquilo, seja qual for o resultado do julgamento. “Eu duvido que os juízes que já me julgaram ou que ainda vão me julgar estejam com a tranquilidade que eu estou. Estou com a tranquilidade dos justos, dos inocentes”, afirmou o ex-presidente. E vai continuar assim, garantiu: “A minha tranquilidade vai infernizar a vida deles”.

O ex-presidente disse que não sabe qual será a decisão no próximo dia 24 e que não pode falar sobre os juízes do TRF4, porque não os conhece. “A única coisa que peço é que leiam a peça de acusação, de defesa, veja o que as testemunhas falaram e condenem ou absolvam. O que não posso é ser condenado por um crime que não cometi.”

Sobre seu processo, ele criticou integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato e chamou o inquérito de mentiroso. “O Moro sabia que não tinha crime, mas o Moro, o MP (Ministério Público) e a PF (Polícia Federal) estavam com o rabo preso com a mídia e não podiam mais desdizer”, afirmou Lula.

Ainda sobre a Lava Jato, ele ironizou o fato de a operação, segundo se noticia, ter garantido a devolução de R$ 1,4 bilhão à Petrobras. “Pedro Parente (atual presidente da companhia) devolveu aos americanos quase 10 bilhões, antecipando uma decisão judicial de primeira instância nos Estados Unidos.” Por essa razão, emendou, “o que está em jogo é uma coisa mais forte que o Lula, é uma coisa chamada soberania nacional”.

Lula disse sempre ter defendido um Ministério Público forte. E que aqueles que roubam devem ir para a cadeia. “Eles sabem que eu penso assim.” E a reafirmou sua inocência. “Nunca poria vocês (dirigindo-se ao público) nessa luta se eu estivesse escondendo alguma coisa de vocês.”

Vários ex-ministros de Lula participaram do ato, como Celso Amorim, Luiz Dulci, Aloizio Mercadante, Alexandre Padilha, Fernando Haddad, Eleonora Menicucci e Paulo Vannuchi, além de Luiz Marinho, atual presidente estadual do PT.

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Maus Tratos

Lavrador é preso após mutilar genital de cão com estilete

Agnel Francisco Alves, de 40 anos, aparece em vídeos torturando e mutilando cães; colegas que participaram também podem responder

A Polícia de Minas Gerais prendeu um lavrador que mutilou os testículos de dois cães com um estilete durante uma festa. O crime ocorreu na Zona Rural da cidade de Inhapim, distante cerca de 340 quilômetros de Belo Horizonte e foi gravado por câmeras de telefones celulares.

Agnel Francisco Alves tem 40 anos e foi apresentado pela Polícia de Meio Ambiente depois que as imagens viralizaram e chocaram a população e entidades de defesa dos animais.

Somente Agnel foi preso até o momento, mas sete homens que aparecem nas imagens devem prestar esclarecimentos às autoridades policiais mineiras.

No vídeo, o lavrador é mostrado sorrindo enquanto outros colegas tentam segurar o animal. O cachorro se debate e chora tentando se soltar dos torturadores. Agnel é quem tira o estilete do bolso e, às gargalhadas, corta os órgãos genitais do animal.

De acordo com o delegado, Afrânio Márcio, Agnel se manteve tranquilo e não apresentava arrependimento ou remorso pela tortura imposta a que submeteu o animal. O autor tratou o caso como uma “farrinha” e “brincadeira”.

O delegado perguntou se ele sabia que o que havia feito contra o cão era crime e ele respondeu que sim e completou que gostava de uma “baguncinha”.

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ECONOMIA

Brasileiros de todas as classes têm dificuldade para poupar, diz SPC

Poupar dinheiro não é um hábito do consumidor brasileiro, mem mesmo entre aqueles que têm renda maior. É o que diz o Indicador Mensal de Reserva Financeira. Os dados mostram que, em cada 10 brasileiros com renda superior a cinco salários mínimos (R$ 4.690), apenas três (30%) conseguiram encerrar o último mês de novembro com sobras de dinheiro.

No total, 66% das pessoas que fazem parte das classes A e B não foram capazes de guardar nenhuma parte dos rendimentos e 4% não sabem ou não responderam. Apurados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), os dados foram divulgado hoje (19) em São Paulo.

Considerando a população de todas as classes sociais, a proporção dos que conseguem guardar dinheiro é ainda menor. Somente 20% conseguiram fechar novembro com sobras contra 70% de não poupadores. Entre aqueles que conseguiram guardar dinheiro em novembrom e que sabem o valor guardado, a média é de R$ 400,57.

“A conjuntura econômica é um fator que contribui fortemente para que as pessoas terminem o mês sem dinheiro para investir, mas a falta de disciplina e de controle das finanças também é um grande entrave. O consumidor deve ter em mente que um orçamento controlado pode fazer toda a diferença no fim do mês. O ideal não é poupar somente o que sobra no fim do mês, mas sempre reservar uma quantia fixa”, afirma a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Exemplo desse comportamento é que apenas 5% dos poupadores reconhecem guardar sempre a mesma quantia todos os meses. Um quarto (25%) guarda apenas o que sobra no orçamento quando termina de pagar todas as contas. “Se o consumidor deixar para poupar o que sobra, é mais difícil ceder aos apelos de consumo. O mais indicado é dividir o orçamento em gastos obrigatórios, gastos com lazer e com  daquilo de que se gosta e uma parte para investimentos, que precisa ser sagrada e ter objetivos distintos”, explica o educador financeiro do portal Meu Bolso Feliz, José Vignoli.

Caderneta é a preferida

Segundo o Indicador Mensal de Reserva Financeira, a caderneta de poupança é o destino mais frequente do dinheiro guardado, com 60% de menções. Em segundo lugar, aparecem as pessoas que deixam o dinheiro guardado em casa (18%). Completam o ranking os fundos de investimento, com 13%; a previdência privada, com 10%; os certificados de depósito bancário (CDBs), com 8%; o Tesouro Direto, com 4%; e o dólar, com 2%.

O principal motivo alegado pelos que deixam dinheiro guardado em casa é a liquidez, com 41% de menções, ou seja, a facilidade para dispor desse dinheiro quando precisam usá-lo em momentos de necessidade. Também se destacam a sensação de segurança (20%), o fato de serem pequenas quantias (20%) e até mesmo o receio de um confisco da poupança (16%), “algo que objetivamente pode ser descartado”, afirmam o SPC Brasil e a CNDL.

Para o educador financeiro José Vignoli, se a preocupação do consumidor for a liquidez, o dinheiro pode ser depositado em uma conta poupança, que gera rendimentos e de onde pode ser sacado com facilidade. “Dessa forma, o dinheiro não fica parado e não deixa o consumidor vulnerável, uma vez que os recursos guardados na própria casa podem ser roubados ou perdidos.” Vignoli destaca que, além disso, os recursos ficam segurados pelo Fundo Garantidor de Crédito, o que dá tranquilidade ao poupador.

Tesouro Direto

Além de mostrar que  a poupança é o investimento que os poupadores mais conhecem, o indicador do SPC Brasil revelou revelou que o Tesouro Direito ainda é pouco familiar: 79% das pessoas que não usam a poupança disseram já ter ouvido falar dessa modalidade. No caso da previdência privada, 61% dos que não a têm  já ao menos ouviram falar ao seu respeito.

Investimentos em ações são de conhecimento de 57% desses entrevistados e fundos de investimentos por 55%. Alternativa que ganhou espaço nos últimos anos, período em que a taxa Selic se manteve elevada, o tesouro direto é conhecido por apenas 33% dos poupadores que não têm essa modalidade de investimento.

De acordo com especialistas do SPC Brasil, o recuo da taxa básica de juros da economia (Selic) para 7% ao ano torna a poupança, comparativamente com outras aplicações de renda fixa, um tipo de investimento um pouco mais atrativo. “O atual ciclo de queda de juros acaba diminuindo a rentabilidade de investimentos atrelados à Selic e favorecendo a poupança, que é isenta de imposto de renda”, explica a economista Marcela Kawauti.

Garantia para aposentadoria

Técnicos do SPC Brasi alertam que a pessoa deve ter reservas distintas para cada objetivo de vida, como garantir-se contra imprevistos, conseguir uma aposentadoria tranquila ou realizar um sonho de consumo. A pesquisa mostra que proteger-se de imprevistos é o principal propósito dos brasileiros que guardam dinheiro.

Pouco mais de um terço (34%) dos poupadores reservaram parte de seus rendimentos para lidar com uma eventual doença ou morte na família. Para 32%, o principal objetivo é garantir o bem-estar da família no futuro, ao passo que 28% pensam em ter uma reserva que cubra gastos em uma situação de desemprego. Apenas 11% dos poupadores brasileiros guardam dinheiro pensando na aposentadoria.

De acordo com a pesquisa, em cada 10 brasileiros que têm reserva financeira, quatro (42%) tiveram de sacar ao menos parte desses recursos, para pagar contas de casa (13%), imprevistos (9%) ou dívidas (9%).

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