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POLÍTICA EXTERNA

Entenda o impasse sobre Jerusalém, Israel e EUA

Donald Trump anunciou nessa quarta-feira (6) que os EUA passam a reconhecer Jerusalém como a capital de Israel

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O presidente Donald Trump anunciou nessa quarta-feira (6) que os EUA passam a reconhecer Jerusalém como a capital de Israel, revertendo quase sete décadas de política externa americana, e determinou o início dos preparativos para a transferência da embaixada americana de Tel Aviv para a disputada cidade.

Aliados e rivais dos Estados Unidos criticaram a decisão. Confira dez perguntas sobre Jerusalém e as declarações de Trump:

1. De quem é Jerusalém?

A cidade está sob controle de Israel desde a Guerra dos Seis Dias (1967), mas na prática é dividida entre lado ocidental, que tem maioria judaica e abriga o Parlamento israelense, e oriental, de maioria árabe, reivindicado pelos palestinos (a Autoridade Nacional Palestina está em Ramallah, Cisjordânia).

2. O que se reivindica?

Israel afirma que Jerusalém é sua capital única e indivisível, recorrendo a episódios históricos; os palestinos pleiteiam que Jerusalém Oriental seja a capital de seu futuro Estado, também alegando razões históricas.

3. O que diz o mundo?

A ONU determinou, em 1947, que Jerusalém fosse uma cidade com regime internacional, sem controle exclusivo de judeus, árabes ou cristãos. A maioria dos países hoje apoia a solução de dois Estados, determinada por negociações de paz entre israelenses e palestinos (congeladas desde 2014).

4. O que Trump disse?

Que os EUA reconhecem Jerusalém como a capital de Israel e que mudarão sua Embaixada em Israel, hoje em Tel Aviv, para a cidade em uma data futura.5. Quando os EUA mudarão a embaixada?

Trump declarou iniciados os preparativos para a mudança, mas ao mesmo tempo assinou um adiamento por seis meses, como têm feito todos os presidentes dos EUA desde Bill Clinton em 1995. Ele não estipulou prazos e pode voltar a adiar o processo.

6. Então o que muda?

Na prática, nada. Trump ressalta que a definição das fronteiras sob soberania israelense deve ser objeto das negociações de paz israelo-palestinas e pede que a cidade fique aberta para “todas as fés”; segundo o premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, o status dos locais sagrados será mantido.

7. Quem tem embaixada em Jerusalém?

Ninguém. Israel é reconhecido pela imensa maioria dos países, e apenas nações muçulmanas do Oriente Médio negam sua legitimidade (as exceções são o Egito e a Jordânia). Por causa da indefinição do status da cidade, porém, todos mantêm suas representações em Tel Aviv.

8. E o processo de paz?

Washington passa a ser visto como ator parcial, favorável aos israelenses, o que dificulta para os palestinos aceitar sua mediação. O alerta foi feito não só por países críticos aos EUA, mas também por governos europeus, a UE e a ONU.

9. Qual o papel dos EUA na negociação?

Os EUA foram o principal mediador do processo de paz desde 1967 -incluindo os acordos de Oslo (1993) e Camp David (2000), o Mapa do Caminho proposto com Rússia, UE e ONU (2003) e as negociações em Annapolis (2007) e Washington (2010).

10. E o pleito palestino?

A reivindicação sobre Jerusalém Oriental como capital de um Estado palestino pode ser mantida, mas há risco de a decisão dos EUA inflamar os muçulmanos na região e provocar uma nova onda de violência. Com informações da Folhapress.

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TRÁFICO DE CRIANÇAS

Igreja Universal é acusada de ‘roubar’ crianças em Portugal

Crianças teriam sido tomadas de famílias pobres e adotadas de forma suspeita por bispos da Igreja. Duas delas estariam com a filha de Edir Macedo, líder da IURD

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O bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) e proprietário do Grupo Record de Comunicação, é alvo de uma grave denúncia veiculada pela emissora portuguesa TVI. Nesta segunda-feira (11), o Jornal da Noite exibiu reportagem na qual duas entrevistadas denunciam o bispo por “roubar” crianças de famílias pobres de Portugal para serem adotadas, de formas suspeita, por bispos e pastores da IURD no Brasil. Duas delas, Vera e Luis, teriam sido adotadas pela própria filha de Macedo, Viviane Freitas, e levadas paras os Estados Unidos.

A reportagem trouxe o caso à tona através do depoimento da suposta mãe das crianças, que teve a imagem borrada enquanto contava a história. Segundo a versão da mulher, diante das dificuldades para criar os filhos ela foi obrigada por uma assistente social a deixar três crianças – Vera, na época com 3 anos e meio; Luis, de 2 anos e Fábio, de 9 meses – em uma instituição. Na altura, ela morava em uma casa vizinha à Igreja Universal do Reino de Deus da Amadora (Grande Lisboa).

“Prometeram me ajudar e tiraram os meus filhos”, disse a mulher, que só teria conseguido rever as crianças uma vez, um mês depois de tê-las deixado no que acreditava ser uma creche. A partir dali, só teria visto os filhos por fotografia, 20 anos depois.

A mulher que se apresenta como mãe das crianças, hoje maiores de idade, disse que a assistente social entrou em contato com ela na época da adoção após uma denúncia anônima feita ao Conselho Tutelar português. Ela teria sido denunciada por deixar as crianças sozinhas em casa quando saía para trabalhar. Este teria sido o primeiro passo para as crianças serem retiradas da mãe e colocadas no lar, supostamente administrado pela IURD.

“Eles prometerem que quando as coisas entrassem nos eixos eu voltaria a ver as crianças nos finais de semana. Eu acreditei que iriam ajudar, mas a única coisa que fizeram foi destruir a minha vida e a deles, pelo visto”, disse à reportagem

Identificada apenas como “Ana”, uma babá que se apresenta como ex-funcionária da instituição disse ter cuidado das crianças. Ela ainda declarou que os “lindos irmãos” chamaram logo a atenção do Bispo Edir Macedo, destacando que dois deles, Vera e Luís, foram escolhidos pelo líder para a filha deles, Viviane Freitas. A reportagem não revelou por quem Fábio foi adotado, mas a babá contou à suposta mãe que a criança havia morrido.

“Sei onde eles estão, quem os levou e não fazia ideia sequer de nada. Como devem saber, não me deixavam vê-los”, disse a suposta cuidadora, também em imagem borrada, intercalada com fotografias das crianças.

Outros casos

O caso apresentado pela reportagem seria apenas um entre muitos de crianças retiradas das mães biológicas, acolhidas pela instituição e em seguida adotadas por bispos e pastores da Igreja Universal. O lar de crianças teria sido criado em 23 de maio de 1994 pela IURD, mas só foi licenciado em 2001; ou seja, teria funcionado ilegalmente durante sete anos, sem qualquer fiscalização da Segurança Social, órgão competente em Portugal.

As crianças teriam sido adotadas após ordem de Edir Macedo. Segundo declarações de um ex-bispo da IURD, Alfredo Paulo, o líder teria determinado que todos os pastores e bispos da Igreja deveriam fazer vasectomia antes mesmo de se casarem, porque os filhos atrapalhariam os seus trabalhos. Depois, Macedo teria voltado atrás e determinado que os líderes da Igreja adotassem crianças.

Assim, a determinação teria sido seguida pelas próprias filhas de Edir Macedo, Viviane e Cristina, e pelos seus maridos, bispos supostamente submetidos à cirurgia. Mais detalhes sobre o caso devem ser esclarecidos nas próximas reportagens da série da TVI.

‘Campanha difamatória’

A Igreja Universal enviou uma nota, na qual disse que as reportagens não passam de “uma campanha difamatória, mentirosa”. “Não podemos tolerar”, declarou. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, os responsáveis da IURD disse que as informações reveladas pela TVI estão baseadas em depoimentos de um ex-pastor que se afastou da igreja no Brasil por “condutas impróprias”. Ele deixou de colaborar com a igreja em 2013, “por acordo voluntário das partes”.

“Os seus membros, em Portugal e fora do país europeu, apresentarão inúmeras ações contra TVI em Portugal e no exterior”, lê-se ainda na nota. Ainda, que as adoções em Portugal “foram decretadas pelo Tribunal de Família e Menores de Lisboa (capital portuguesa)”, completando que “as crianças foram encaminhadas pela Segurança Social e pela Santa Casa de Misericórdia de Lisboa para um lar – que evidentemente à época não era ilegal -, e vários pais adotivos se candidataram a adotá-las”.

“Contam-se pelos dedos de uma mão as crianças que foram adotadas por essa via – com decisão judicial, sublinhe-se – por casais ligados à Universal.”

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serviço militar

Transgêneros poderão se alistar em janeiro nas Forças Armadas dos EUA

residente Trump é contra, mas tribunais já decidiram a favor do acesso dos transgêneros. Alistamento estará aberto para ele enquanto batalha legal se desenrola.

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O major David Eastburn, um representante do Pentágono, disse à agência Associated Press que as pessoas trans poderão se alistar no serviço militar dos Estados Unidos a partir de 1º de janeiro, apesar da oposição do presidente Donald Trump.

A nova política reflete a crescente pressão legal sobre o assunto e os obstáculos difíceis que o governo federal teria que atravessar para impor a demanda da Trump de proibir indivíduos transgênero de serem militares. Dois tribunais federais já decidiram contra a proibição.

Potenciais recrutas transgêneros terão de apresentar um rigoroso conjunto de condições físicas, médicas e mentais que tornam possível que eles se juntem às forças armadas americanas.

Eastburn diz que o recrutamento de recrutas transgêneros começará em 1º de janeiro e continuará enquanto as batalhas legais se desenrolam.

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argentina

Relatório diz que explosão causou morte repentina em submarino

Documento do Escritório de Inteligência Naval obtido pelo jornal 'La Nación' examinou sinal acústico registrado no dia do último contato do ARA San Juan com a base.

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Submarino militar argentino ARA San Juan é visto deixando o porto de Buenos Aires em imagem de arquivo (Foto: Armada Argentina/Handout via Reuters)

O submarino argentino ARA San Juan, desaparecido em novembro, sofreu uma explosão a 380 metros de profundidade, liberando uma energia similar a 5,7 toneladas de TNT, segundo um relatório militar americano obtido pelo jornal “La Nación”, de Buenos Aires. Os 44 tripulantes teriam morrido imediatamente.

O informe do Escritório de Inteligência Naval, da Marinha dos EUA, analisou o sinal acústico detectado por equipamentos de monitoramento no Atlântico em 15 de novembro, data em que a tripulação do submarino fez seu último contato com a base em terra.

A localização do ruído, a 30 milhas da última localização reportada do ARA San Juan, é compatível com a rota que percorria o submarino.

Em resposta ao “La Nación”, a Marinha argentina disse que o relatório americano representa “um indício a mais” e ainda não descarta nenhuma hipótese nas investigações.

O submarino havia zarpado de Ushuaia no domingo, 11 de novembro, para retornar a Mar del Plata, sua base habitual. Em sua última comunicação, informou que uma entrada de água pelo sistema de ventilação provocou um princípio de incêndio na casa de baterias.

Após semanas de buscas que contaram com o apoio de diversos países, incluindo EUA e Brasil, a Argentina admitiu que não há mais chances de encontrar sobreviventes.

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