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Cadastro

Sistema facilita bloqueio de celulares roubados em 23 estados

Só no mês passado, 48,9 milhões de aparelhos foram bloqueados pelo Cemi

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Das 27 unidades da Federação, 23 já aderiram ao Cadastro Nacional de Estações Móveis Impedidas (Cemi). Por meio dessa adesão, as polícias estaduais podem realizar o registro para o bloqueio de aparelhos roubados, furtados ou extraviados. Assim os consumidores não precisam procurar a prestadora de telefonia para o bloqueio.

Acre, Alagoas, Amapá, Maranhão e Pará ainda não aderiram ao Cemi. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) mantém contato com esses estados para que todo o País faça parte do projeto. Só no mês passado, 48,9 milhões de aparelhos foram bloqueados pelo sistema.

Com o Cemi, quem for até uma delegacia para registrar a perda de um celular já poderá solicitar o bloqueio da linha.

A vítima não precisa informar o IMEI (código de identificação único e global de cada aparelho), basta apenas o número de telefone para fazer o registro.

Filipe Fornari

Comerciantes, distribuidoras ou fabricantes de celular também podem realizar o mesmo procedimento.

O sistema também permite a consulta direta de consumidores a celulares roubados, furtados ou clonados. A medida ajuda a evitar a compra de aparelhos irregulares no País.

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Fonte:
Notícias ao Minuto

Superlotação

Taxa de ocupação dos presídios brasileiros é de 175%, mostra CNMP

Reprodução/ Câmara dos Deputados

A taxa de ocupação dos presídios brasileiros é de 175,82%, nos 1.456 estabelecimentos penais no país. A lotação é mais acentuada na região Norte do país, onde algumas unidades acomodam cerca de três vezes mais detentos do que sua estrutura permite.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (18) pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), e fazem parte do projeto Sistema Prisional em Números.

Em 2015, início da análise do conselho, o índice de ocupação era de 160,77%. No ano seguinte, a taxa sofreu um pequeno aumento, passando para 161,91%, elevando-se para 172,74% em 2017.

O levantamento mostra  ainda aspectos mais pormenorizados sobre a população carcerária, como o indicador referente à estrutura médica no Nordeste, ainda ausente na maioria (58,75%) dos estabelecimentos prisionais.

Filipe Fornari

O estudo também constata que em quase metade das unidades (44,64%) a assistência educacional ainda não é devidamente facultada aos detentos, embora esteja prevista na Lei de Execução Penal como um direito dos presidiários e um dever do Estado, como destaca em nota o CNMP.

Para suas contagens, o conselho considerou estabelecimentos de diversas naturezas, como casas do albergado, centros de observação criminológica/remanejamento, colônia agrícolas, industriais ou similares e mesmo hospitais de custódia e tratamento psiquiátrico.

As cadeias públicas e as penitenciárias, porém, ainda constituem aqueles que reúnem as maiores quantidades de detentos, apresentando, nos anos examinados, uma média de 50% e 35% da proporção de indivíduos que cumprem pena no país.

Violência nas prisões

De acordo com o CNMP, do total de 1.456 unidades, foram registradas mortes em 455 delas. Em 2015, ano em que 1.589 pontos penais estavam em operação, esses episódios foram vistos em 24,29% (386) deles, o menor índice de uma série que, desde então, só tem aumentado, para 29,51% e, posteriormente, 31,73%.

O sistema mostra, ainda, que em 81 estabelecimentos houve registro interno de maus-tratos a presos praticados por servidores e em 436 presídios foi registrada lesão corporal a preso praticada por funcionários.

O número é inferior ao constante no relatório de 2017, que contabilizava, respectivamente, 82 e 449 estabelecimentos com incidentes, a partir de um universo de 1.494 prisões. Na mesma época, testemunharam-se 3.551 casos de lesões corporais ocorridas nessas circunstâncias e 350 de maus-tratos.

Apesar de não trazer dados sobre as punições aplicadas aos presos, cálculos anteriores revelam que essas providências se multiplicaram, com o passar do tempo. Enquanto em 2015 as sanções de isolamento de presos chegavam a pouco mais de 10%, o percentual dessa medida disciplinar saltou para 12%, no ano seguinte, e 12,5%, em 2017.

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Saúde

Obesidade atinge quase 20% da população brasileira, mostra pesquisa

Entre os jovens, o índice aumentou 110% em dez anos

A obesidade já é uma realidade para 18,9% dos brasileiros. Já o sobrepeso atinge mais da metade da população (54%). Os dados são da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção de Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) e foram divulgados nesta segunda-feira (18) pelo Ministério da Saúde.

Entre os jovens, a obesidade aumentou 110% entre 2007 e 2017. Esse índice foi quase o dobro da média nas demais faixas etárias (60%). O crescimento foi menor nas faixas de 45 a 54 anos (45%), 55 a 64 anos (26%) e acima de 65 anos (26%).

No mesmo período, o sobrepeso foi ampliado em 26,8%. Esse movimento foi maior também entre os mais jovens (56%), seguidos pelas faixas de 25 a 34 anos (33%), 35 a 44 anos (25%) e 65 anos ou mais (14%).

Na avaliação da diretora do Departamento de Vigilância de Doença e Agravos Não Transmissíveis e Promoção da Saúde do Ministério da Saúde, Fátima Marinho, embora o ritmo de crescimento da ocorrência de obesidade tenha se estabilizado desde 2015, ainda é um índice preocupante.

Filipe Fornari

Ela identifica como fator central desse processo a mudança na realidade das mesas dos brasileiros. “Pessoas comiam comidas mais saudáveis. O arroz e o feijão, por exemplo, não são mais unanimidade. Há mais comidas industrializadas, mais fast food e menos consumo de comidas mais frescas”, explica a diretora.

Menos refrigerantes e mais atividade física

Apesar desses índices, o levantamento registrou um aumento da prática de atividades físicas no tempo livre de 24,1% no período de 2009 a 2017 e uma queda de 52,8% no consumo de refrigerantes e bebidas açucaradas entre 2007 e 2017. A perda da preferência por esses tipos de bebidas ocorreu sobretudo entre adultos com idades entre 25 e 34 anos e entre pessoas com mais de 65 anos.

A inclusão de frutas e hortaliças no cardápio habitual também teve um acréscimo nos últimos anos, crescendo 5% entre 2008 e 2017. Nesse consumo, há um recorte de gênero representativo. Enquanto esses alimentos são mais frequentes no cotidiano alimentar das mulheres (40%), eles ainda não são muito populares entre os homens (27,8%).

Na opinião de Fátima Marinho, a mudança de hábitos alimentares necessária para reduzir esses índices de obesidade e sobrepeso passa por informar melhor o consumidor na hora de escolher o alimento. Ela cita como exemplo sucos industrializados, vistos como mais saudáveis por muitas pessoas, mas que são compostos por quantidades de açúcar semelhante às dos refrigerantes.

“A política pública tem que incentivar pessoas a comerem melhor. Informar melhor é a nova proposta, começar nos alimentos industrializados o que está lá dentro e as quantidades. Se há aquelas letrinhas pequenas e tem que fazer vários cálculos, aí fica mais difícil”, comenta.

A Vigitel é realizada com maiores de 18 anos em 26 capitais e nos Distrito Federal. Foram entrevistadas 53 mil pessoas entre fevereiro e dezembro de 2017.Ou seja, o levantamento não registra os hábitos e tendências de pessoas que moram em cidades do interior do Brasil.

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Memória

Morre Eliezer Batista, pai de Eike Batista

Morreu nesta terça-feira (18), no Rio de Janeiro, o empresário do ramo de mineração Eliezer Batista, 94 anos, pai do também empresário Eike Batista. Ele estava internado no Hospital Samaritano, zona sul do Rio de Janeiro. A causa da morte informada pelo hospital foi insuficiência respiratória aguda.

Engenheiro de formação, Eliezer assumiu vários cargos públicos, entre eles, o de ministro de Minas e Energia e o de presidente, por duas vezes, da Companhia Vale do Rio Doce, além de secretário de Assuntos Estratégicos (SAE), no governo Collor de Mello.

Atuou no Programa Grande Carajás, a primeira iniciativa de exploração das riquezas da província mineral dos Carajás, abrangendo áreas do Pará até o Xingu, Goiás e Maranhão.

Venda para japoneses

Na Companhia Vale do Rio Doce, vendeu para os japoneses minério de ferro após a Segunda Gerra Mundial, levando o minério do Porto de Tubarão diretamente ao Japão, a preços competitivos com as minas da Austrália. Esse feito o transformou no “engenheiro ferroviário que ligou a Vale ao resto do mundo”.

Filipe Fornari

Os japoneses reconheceram seu valor e entregaram a Eliezer Batista a mais alta condecoração daquele país, por ter causado uma verdadeira revolução no sistema de transporte marítimo ferroviário.

Exerceu, entre 1964 e 1968 os cargos de diretor-presidente da Minerações Brasileiras Reunidas, resultado da fusão da Caemi com a Bethlehem Steel e, em seguida, o de vice-presidente da Itabira International Company (Nova York). Ainda em 1968, assumiu a diretoria da Itabira Eisenerz GmbH, na Alemanha Ocidental, posto no qual permaneceu até 1974. Quando da fundação da Rio Doce Internacional S.A., subsidiária da Vale em Bruxelas, tornou-se seu presidente.

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Brasil

Conselheiro do TCE nega ligação com morte de Marielle

O conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro Domingos Brazão prestou depoimento nesta segunda-feira, 18, à Polícia Civil do Rio sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes e negou ligação com as mortes, ocorridas em 14 de março.

Brazão foi intimado para depor porque a polícia queria saber qual a relação dele com a principal testemunha do caso, um policial militar que acusa um ex-PM e o vereador Marcello Siciliano (PHS) de terem tramado o crime. Uma hipótese investigada pela polícia é que essa suposta testemunha esteja acusando Siciliano a mando de algum adversário desse vereador.

A polícia tem indícios de que Brazão e Siciliano são adversários políticos, daí o interesse em investigar se Brazão teria alguma ligação com a suposta testemunha. Brazão negou conhecer a testemunha e também disse que não tem desavenças com Siciliano.

“Não conheço essa testemunha, não faço ideia de quem seja. Também me perguntaram se tenho alguma desavença com o vereador Marcelo Siciliano, o que eu não tenho”, afirmou à imprensa, ao sair da Delegacia de Homicídios do Rio, na Barra da Tijuca (zona oeste), no início da tarde.

Filipe Fornari

Sobre a vereadora assassinada, Brazão disse que também não tinha nenhum contato: “Conhecia a Marielle apenas de nome e por dois momentos: quando da eleição e depois por esse infeliz acontecimento que foi a morte dela”, contou. A Polícia Civil não se manifestou sobre o depoimento de Brazão. A investigação continua, sob sigilo.

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