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Eleições 2018

Pesquisa nacional realizada por empresa de Araçatuba mostra Lula com 24% e Bolsonaro com 16%

Foram ouvidas 2.500 pessoas de 153 municípios de todos os estados brasileiros.

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Pesquisa realizada entre os dias 17 e 24 de novembro por uma empresa de Araçatuba especializada neste tipo de levantamento, mostra que o ex-presidente Lula aparece à frente da corrida para a eleição pelo palácio do Planalto, com 24%, seguido pelo deputado federal Jair Bolsonaro (16%).

Em terceiro lugar aparece Marina Silva (9%); em quarto, Geraldo Alckmin (6%); em quinto, Ciro Gomes (5%); e, em sexto, Álvaro Dias (3%); outros (2%). Faltando 10 meses para o pleito, o número de eleitores indecisos é grande (10%), e o de pessoas que dizem votar branco ou nulo, maior ainda (25%).

Estimulada, quando são apresentados aos eleitores o nome dos virtuais concorrentes à presidência, a pesquisa foi realizada em 153 municípios de todos os estados, incluindo o Distrito Federal. Foram ouvidas 2.500 pessoas. A margem de erro é de 2,2%, para mais ou para menos.

Filipe Fornari

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Fonte:
IPEP Pesquisa e Marketing
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ECONOMIA

Preço do diesel diminui, mas redução de R$ 0,46 ainda não chega às bombas

Pela segunda semana consecutiva, o preço do diesel nos postos do Brasil recuou, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A queda é resultado do programa de subsídios ao combustível que fez parte do acordo, entre o governo federal e caminhoneiros, que pôs fim à greve de 11 dias da categoria.

Ainda segundo a agência reguladora, o valor médio do diesel nos postos brasileiros atingiu uma média de R$ 3,434 por litro nesta semana, queda de 1,4% em relação aos R$ 3,482 registrados na semana anterior.

Apesar do recuo, o preço nas bombas dos postos do país ainda não refletiu a redução média de R$ 0,46 por litro realizada nas refinarias. Segundo a ANP, isso ainda é um reflexo de estoques antigos. Além disso, para que o corte chegue ao consumidor final, muitos estados ainda precisam reduzir o preço de referência para a cobrança do ICMS.

Gasolina
A gasolina registrou preço médio nos postos de R$ 4,572 nesta semana, queda de 3 centavos, se comparada ao preço da semana anterior, segundo dados da ANP. A Petrobras permanece administrando reajustes quase que diários, seguindo indicadores internacionais, como o preço do barril do petróleo e o dólar.

Filipe Fornari

Consulta Pública
Na última semana o presidente da Petrobras, Ivan Monteiro, deu várias declarações afirmando que aguardará resultados de uma consulta pública – que termina no dia 2 de julho – sobre preços dos combustíveis anunciada pela ANP antes de decidir se será necessária uma mudança na frequência dos reajustes no preço da gasolina realizados pela estatal.

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comportamento

Camisa amarela da seleção é rejeitada por parte dos brasileiros

O uniforme amarelo foi usado por manifestantes contra Dilma

Pouco se vê de camisas verde e amarelo pelas ruas do Brasil em plena Copa do Mundo 2018. O motivo é que manifestantes contrários ao PT e ao governo de Dilma Rousseff usaram a camisa da seleção brasileira como uniforme e, agora, quem torce pelo Brasil fica com receio de ser considerado apoiador dos protestos passados.

A camisa foi adotada como símbolo dos protestos pró-impeachment da presidente Dilma. “Foi apropriada por esses movimentos porque representa o Brasil que deu certo, mas virou sinônimo da polarização política do país. Evito usar na rua. Não quero ser confundido”, afirma o estudante Matheus Peogetti, 18 anos.

O auditor Vinícius Nagawa, 24, acredita que o uso da camisa amarela nas manifestações indica o tamanho da crise de identidade dos brasileiros. “É como se precisássemos do uniforme da seleção para nos sentirmos brasileiros. Na falta de todo o resto, é o futebol que nos representa”, afirma.

A verdade é que a procura pela camisa amarela diminuiu, segundo revela a Folha de S. Paulo. O uniforme azul estaria conquistando os torcedores por estar menos ligado ao racha político que pautou brigas e agressões entre a direita verde-amarela e a esquerda vermelha.

Filipe Fornari

A marca patrocinadora da seleção, a Nike, informou em nota que a camisa azul caiu no gosto do brasileiro e está com um ritmo de saída acelerado, já esgotada em algumas lojas, mas atribuiu o desempenho a seu design inovador.

O escritor gaúcho Aldyr Garcia Schlee, 83, que aos 17 anos venceu o concurso que escolheu o desenho do uniforme da seleção, em 1954, diz aprovar a atual rejeição a sua criação após o uso político. “Usaram a camisa para derrubar Dilma como se fosse um símbolo nacional sem se darem conta de que ela representa uma entidade fraudulenta”, considera Schlee.

O professor de literatura da USP (Universidade de São Paulo) José Miguel Wisnik, autor do livro Veneno Remédio (Companhia das Letras), que explorou as relações entre o futebol e o imaginário coletivo brasileiro, avalia que a vida pública brasileira está fortemente faccionalizada e o futebol não é capaz da magia de criar unanimidades.

A seleção não é redutível a um uso político que se faça dela, diz ele, que critica o que chama de posição puramente reativa da esquerda.

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decisão

Justiça determina que 12 empresas recolham contribuição sindical de trabalhadores

Para desembargador que deferiu a liminar, reforma trabalhista é inconstitucional no ponto em que desobriga a contribuição.

O desembargador Renato Mário Simões, do TRT da 5ª região, deferiu liminar determinando que 12 empresas descontem um dia de trabalho de todos os seus trabalhadores referente à contribuição sindical. Na decisão, O magistrado considerou que a reforma trabalhista é inconstitucional no ponto em que desobriga a contribuição.

O Sindicato dos Empregados no Comércio de Feira de Santana ingressou com ação para pedir que algumas empresas descontassem do pagamento de seus servidores o valor correspondente à contribuição sindical. No entanto, o juízo da 6ª vara do Trabalho de Feira de Santana/BA indeferiu o pleito de tutela de urgência sob o argumento de que ele não deve determinar o recolhimento de forma antecipada ao julgamento do mérito da sentença.
Diante da decisão, o sindicato recorreu ao TRT da 5ª região alegando que a alteração da legislação trabalhista retirou a obrigatoriedade da contribuição sindical de forma inconstitucional, pois, por se tratar de tributo, a sua alteração só poderia ter sido feita mediante lei complementar.

O sindicato também pediu que o Sindicato do Comércio de Feira de Santana seja compelido a orientar todas as empresas do comércio a descontarem as contribuições sindicais dos empregados.

Entendimento

Filipe Fornari

Ao analisar o caso, o desembargador Renato Mário Simões, relator, ressaltou a natureza de tributo da contribuição sindical. Para ele, por se tratar de tributo, jamais poderiam ser realizadas modificações que submetessem a sua eficácia à concordância das partes com a sua cobrança ou não, conforme estabelecidos nos dispositivos da CLT, com a reforma trabalhista. O relator apontou que emerge absoluta inconstitucionalidade.

Renato Simões afirmou que a reforma trabalhista retirou o custeio assegurado constitucionalmente, previsto em lei complementar, “garantidor da sobrevivência dos sindicatos e do sistema sindical, sem observância do devido processo legislativo”.

Assim, o desembargador reputou ilegal a decisão monocrática que reconheceu a constitucionalidade das alterações promovidas pela reforma trabalhista quanto aos artigos 545, 578, 579, 582, 583, 587 e 602 da CLT.

O magistrado concedeu a liminar para que as empresas procedam imediatamente ao desconto de um dia de trabalho de todos os seus trabalhadores sob pena de multa diária a cada um pelo descumprimento. O desembargador determinou que o valor seja depositado à disposição do juízo impetrado até o julgamento.

Sobre o pedido referente ao Sindicato do Comércio de Feira de Santana, o magistrado não atendeu. Para o magistrado, a pretensão de que ele seja compelido a orientar todas as empresas do comércio a descontarem as contribuições sindicais dos empregados caracterizaria intervenção do Poder Público na orientação sindical, o que é manifestamente vedado pela CF.

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estudo

Um dos mitos do câncer é ‘pensar que se trata de uma única doença’

"Trata-se de um número grande de doenças, cerca de 300 ou 400, que têm uma característica comum: a reprodução celular descontrolada", disse o cientista Paul Nurse

O bioquímico britânico Paul Nurse, que recebeu o prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina em 2001, considerou que, na atualidade, um dos maiores mitos relacionados com o câncer “é pensar que se trata de uma única doença”.
“De fato, trata-se de um número grande de doenças, cerca de 300 ou 400, que têm uma característica comum: a reprodução celular descontrolada”, disse o cientista à agência Lusa, a propósito de uma sessão sobre o ciclo do controlo celular, que aconteceu no Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto (i3S), em Portugal.

Segundo o investigador inglês, que na década de 1970 descobriu como é controlado o ciclo celular em todos os organismos – através do estudo de células de levedura -, esse é um dos motivos pelos quais é “tão difícil tratar o câncer: existem muitas doenças diferentes no câncer”.

A descoberta do controle do ciclo celular revolucionou o conhecimento sobre patologias onde esse ciclo é afetado, com grande impacto nas doenças em que ocorre proliferação descontrolada das células, como é o caso do câncer.

Outro dos mitos associados ao câncer prende-se com o fato de a doença ser causada “somente por fatores externos”, referiu Paul Nurse, que em 2001 foi o agraciado com o prêmio da academia sueca, distinção partilhada com dois outros investigadores cujos contributos foram igualmente relevantes para o estudo do ciclo celular.

Filipe Fornari

+ Diagnóstico precoce pode evitar cegueira pelo glaucoma

“O câncer pode, de fato, ser causado por fatores externos. O mais óbvio: quem fumar tabaco tem mais probabilidade de desenvolver câncer de pulmão e quem tem pele clara e se expõe ao sol, sem proteção, tem mais probabilidade de ter câncer de pele”, indicou o investigador, que foi diretor da Universidade Rockefeller, em Nova York.

Contudo, continuou, existem outros fatores que influenciam a doença, como a herança genética herdada dos pais.

Além disso, “de todas as vezes que uma célula se divide e se reproduz, ocorrem erros”, o que vai decorrendo “ao longo da vida de todos os seres humanos”, continuou o presidente da instituição acadêmica Royal Society entre 2010 e 2015.

“Consoante se vai envelhecendo, esses danos podem acumular, não havendo nada que se possa fazer acerca disso. Só o fato de estarmos vivos vai resultar em danos nos genes que podem provocar câncer e, quanto mais tempo vivemos, maior a probabilidade de ocorrerem incidentes”, notou o investigador britânico, que trabalhou no Imperial Cancer Research Fund (atualmente Cancer Research UK), do qual se tornou diretor em 1996.

De acordo com Paul Nurse, apesar das melhorias conseguidas no tratamento do câncer, este nunca poderá ser erradicado, visto que, embora seja possível alterar os fatores externos que podem originar a doença, o mesmo não acontece com a herança genética recebida dos pais e com a divisão celular.

“O que estamos aprendendo é a controlar a divisão celular, principalmente através da manipulação do sistema imunológico”, de forma “a se controlar uma parte do processo”, reduzindo assim os riscos.

Com relação à prevenção, o “grande problema” identificado pelo cientista está no fato de, na comunidade científica, haver investigadores que utilizam somente a genética para estudar o câncer, enquanto outros estudam somente os fatores externos, quando, na realidade, “ambos são importantes e precisam de ser estudados juntos”.

“Não é suficiente saber muito sobre os genes ou sobre os fatores externos que podem levar a doenças, o que é mesmo importante é estudá-los juntos”, acrescentou.

Paul Nurse, que passou também pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, defende que a informação credível sobre o câncer provém de estudos epidemiológicos que envolvem “amostras significativas e controladas”, a partir dos quais é possível conseguir “resultados e evidências sensíveis e criteriosas”, sendo nesses que “as pessoas devem acreditar”.

O cientista inglês foi responsável pela criação do Francis Crick Institute, do qual se tornou diretor em 2011, um centro de investigação sediado em Londres que junta várias instituições no mesmo espaço, à semelhança do que acontece no i3S.

Segundo Paul Nurse, através do trabalho desenvolvido no centro, os investigadores têm procurado “entender como a vida funciona e como usar essa informação e conhecimento para pensar de forma correta sobre as doenças e sobre como as controlar”. Com informações da Lusa.

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