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Política

Bolívia quer fornecer energia a estados brasileiros vizinhos

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O governo boliviano destacou hoje (6) seu interesse estratégico nos quatro estados brasileiros que fazem fronteira com a Bolívia, especialmente em relação ao fornecimento de energia. “Eles precisam de energia, eletricidade, gás, ureia, sal…”, destacou aos veículos de imprensa o chanceler boliviano Fernando Huanacuni, após retornar do Brasil, onde acompanhou o presidente da Bolívia, Evo Morales, em sua visita oficial. A informação é da agência EFE.

Além de energia e derivados do gás, os estados do Acre, Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul requerem da Bolívia integração rodoviária, pontes e outras infraestruturas, ressaltou Huanacuni.

Ele se referiu também ao interesse mútuo dos dois países de dispor de “uma saída ao Pacífico”, mediante o projeto do Corredor Ferroviário Bioceânico, que atravessaria o Peru, a Bolívia e o Brasil, fazendo uma ligação desde o Oceano Pacífico até o Atlântico.

 

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Fonte: Agência Brasil

Luto

Morre bebê israelense que nasceu prematuro após ataque palestino

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Um bebê israelense que nasceu prematuro morreu depois que sua mãe ficou gravemente ferida em um ataque palestino, informou nesta quarta-feira (12) o hospital em Jerusalém onde eles foram atendidos.

“Com grande tristeza, anunciamos a morte da criança […] após o ataque, apesar dos esforços para salvar este bebê prematuro”, afirmou em comunicado o hospital Shaare Zedek.

Sete pessoas, incluindo a grávida, foram feridas no domingo por tiros disparados de um veículo palestino perto de uma colônia israelense na Cisjordânia ocupada.

As forças israelenses continuam a procurar os culpados.

Segundo o hospital, a mãe, de 21 anos, encontra-se estável. As vidas dos outros feridos também não estão em risco.

Nesta segunda-feira, o hospital havia indicado que os médicos realizaram a cesariana na mãe e que a condição do bebê havia piorado.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, havia denunciado um ato “monstruoso” após o ataque e prometeu capturar seus perpetradores.

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INVESTIGAÇÃO

França revisa balanço de atentado em Estrasburgo

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© REUTERS/Vincent Kessler

A Prefeitura da região do Grande Leste, na França, reduziu para dois o número de mortos no atentado da última terça-feira (11) contra um mercado de Natal em Estrasburgo, na fronteira com a Alemanha.

Outras 14 pessoas ficaram feridas, sendo que nove, incluindo o jornalista italiano Antonio Megalizzi, estão em estado grave. Poucas horas antes, o prefeito Roland Ries havia falado em quatro vítimas no ataque.

Estrasburgo é uma das cidades mais importantes da França e também abriga instituições da União Europeia, como uma das sedes do Parlamento do bloco. A capital da região do Grande Leste costuma receber milhares de turistas nesta época do ano por causa de seus célebres mercados de Natal.

O atentado ocorreu na noite da última terça-feira, quando um homem armado abriu fogo perto de uma feirinha natalina no centro de Estrasburgo. “Vi um homem com uma pistola passar em frente a um grupo de pessoas. Sem dizer uma palavra, apontou a arma contra uma delas e abriu fogo, mas acho que não a atingiu.

Depois dirigiu sua arma contra outro membro do grupo e o acertou. Em seguida correu para a praça Gutenberg, misturando-se à multidão”, contou uma testemunha ao jornal local “DNA”.

O suspeito, que continua foragido, foi identificado como “Chérif C.” e já teria 20 condenações por pequenos delitos, segundo o jornal “Le Figaro”. Além disso, era monitorado pelas forças de segurança por risco de radicalização.

O ataque não foi reivindicado até o momento, mas simpatizantes do Estado Islâmico (EI) celebraram o tiroteio nas redes sociais. As autoridades já haviam encontrado material explosivo durante uma inspeção na casa do suspeito ainda antes do ataque.

Cerca de 350 homens trabalham na caça ao terrorista, que pode ter fugido para algum país vizinho. “A polícia francesa ainda está à procura do terrorista, que provavelmente está ferido, mas ainda não foi localizado”, afirmou nesta quarta-feira (12) o presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani.

O mercado de Natal permanece fechado, e o governo elevou o alerta para o nível de “emergência de atentado”, reforçando controles nas fronteiras. “Solidariedade de toda a nação a Estrasburgo, às nossas vítimas e às suas famílias”, escreveu no Twitter o presidente Emmanuel Macron.

O atentado acontece em um dos momentos de maior agitação social na França nos últimos anos, com os recorrentes protestos dos “coletes amarelos” contra as políticas econômicas do governo, que ficou contra as cordas e foi forçado a anunciar uma série de medidas sociais.

A França também foi o país mais golpeado pelo terrorismo na União Europeia nos últimos anos. A partir de janeiro de 2015, com o massacre na redação do jornal satírico “Charlie Hebdo”, que deixou 12 mortos, os franceses conviveram com uma série de atentados, como os do dia 13 de novembro daquele ano, com 130 vítimas, e o atropelamento em Nice, em julho de 2016, com 86.

A Igreja Católica também foi alvo, com o degolamento de um padre em pleno altar em Saint-Étienne-du-Rouvray, duas semanas após o ataque de Nice. Todos esses atentados foram reivindicados pelo Estado Islâmico.

O país ficou sob estado de emergência entre 13 de novembro de 2015 e 1º de novembro de 2017 e implantou uma nova lei antiterrorismo no ano passado. (ANSA)

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IMPASSE

Entenda o que pode acontecer com o ‘brexit’ a partir de agora

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© Henry Nicholls / Reuters

Em dura derrota para a primeira-ministra Theresa May, o Reino Unido adiou a votação, pelo Parlamento britânico, do acordo de separação do país da União Europeia (UE), o “brexit”.

O Legislativo se pronunciaria nesta terça-feira (11) sobre os termos do documento acordado entre May e líderes europeus em novembro. Não há nova data para o voto, mas o dia limite para a chefe de governo apresentar um plano é 21 de janeiro.

Ela avaliou que não conseguiria conter, a tempo da sessão de terça, o motim de parte significativa de seus correligionários do Partido Conservador. Eles acham que o texto faz concessões demais ao bloco europeu e atenta contra a soberania britânica.

Entenda o que pode acontecer a partir de agora.

Qual o próximo passo do governo?

Theresa May vai tentar renegociar o acordo com a União Europeia. O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, contudo, já alertou que não aceita mudanças.

Já há uma nova data para votar?

Não, mas o dia limite para May apresentar um plano é 21 de janeiro.

E se o acordo não for aprovado?

As opções são um “brexit” sem acordo, com prejuízos ainda maiores à economia britânica, ou um novo referendo, que pode levar à onda de protestos.

May pode perder o cargo?Cenário parece cada vez mais provável diante do enfraquecimento da primeira-ministra. Pode ocorrer pelos próprios conservadores, via votação de liderança (que exige apoio de 28 dos 315 parlamentares) ou via oposição, com uma moção de censura (que exige a maioria da Casa).

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'COLETES AMARELOS'

França pede a Trump para não se intrometer em assuntos do país

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© Zoubeir Souissi / Reuters

Os serviços de inteligência da França investigam suspeitas de ingerência estrangeira nos protestos do movimento dos “coletes amarelos”, que já parou inúmeras cidades do país para criticar as políticas do presidente Emmanuel Macron.

Segundo informações da imprensa local, o inquérito é conduzido pelo Secretariado-Geral da Defesa e da Segurança Nacional (SGDSN) e apura o papel de perfis ligados a outros países nas redes sociais em tentar amplificar a mobilização popular.

Contas e sites criados para esse fim teriam multiplicado informações e comentários de modo automático, tática já vista em processos eleitorais nos EUA, na Europa e até no Brasil. Os “coletes amarelos” surgiram em protesto contra a alta do preço dos combustíveis, mas logo abarcaram toda a insatisfação social com Macron, que vem batendo recordes negativos de popularidade.

Neste domingo (9), o governo francês também criticou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e pediu para ele não se intrometer em assuntos de outro país. “Eu digo a Donald Trump, mas também Macron diz: Nós não nos metemos nos debates americanos, então nos deixe viver nossa vida de nação”, afirmou o ministro das Relações Exteriores Jean-Yves Le Drian.

“Nós não fazemos considerações sobre a política interna americana e gostaríamos que isso fosse recíproco”, acrescentou. Um dia antes, durante os atos dos “coletes amarelos”, o republicano havia criticado as políticas ambientais da França e dito que os manifestantes gritavam “Queremos Trump!”. (ANSA)

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