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Emoções

A mentira, inimiga da autoestima

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Existem muitas formas de mentira e podemos encontrar muitas justificativas para usá-la. Ela pode ser muito útil em algumas ocasiões: nos afasta dos problemas, desvia a atenção e liberta nossa mente. É uma outra forma de gerenciar uma situação que não sabemos como resolver.

No entanto, é uma medida que podemos chamar de “curto prazo”. Ela pode nos ajudar em um momento de dificuldade ou quando não queremos dar explicações apropriadas, mas com o passar do tempo ela se transforma em uma armadilha para a nossa autoestima. A mentira tem as suas consequências nas relações com os outros e com nós mesmos.

“Uma mentira não teria sentido se a verdade não fosse percebida como perigosa.”

-Alfred Adler-

Filipe Fornari

A mentira pode ser algo excitante. Muitas vezes, são apenas travessuras adultas ou algo proibido que em um primeiro momento pode nos trazer algum benefício. Mentir, enganar… é algo que se não fosse útil, não existiria mais. Listamos aqui alguns motivos pelos quais mentimos:

– A autoexigência e o autoengano

– Atender às expectativas dos demais

– Distorcer a realidade para ajustá-la ao que nos convém

– Evitar o castigo ou a vergonha

– Tentar parecer o que não somos

– Obter admiração dos outros

– Não preocupar nossos parentes

– Enganar um amigo que nos pede um favor

– Chamar a atenção

Nestes motivos, encontramos um ponto em comum: o medo. Pode ser o medo da realidade, da situação ou de nos encontrarmos com nós mesmos. O medo está sempre relacionado com a mentira.

Por que não mentir

A mentira pode ser um instrumento a mais, algo que nos livra dos problemas, mas não é uma solução. Ela nos proporciona alívio e libera a ansiedade no momento presente, mas a longo prazo…

No entanto, apesar de conhecermos as consequências, continuamos mentindo. Quando um homem quer mostrar que é forte e poderoso, ou quando uma mulher finge preocupação com os outros, ficam presos numa rede de mentiras da qual não conseguem escapar.

Isto, na maioria dos casos, causará várias consequências em relação aos sentimentos e pensamentos, desde o exame de consciência mais profundo até o mais superficial. Entre outras coisas podemos sentir:

– Culpa

– Responsabilidade social

– Ansiedade

– Fuga de si mesmo ou da situação

– Avaliar o tempo que estamos perdendo com essa mentira como “perda de tempo”

A mentira é algo que consome aquele que mente. É muito difícil manter uma mentira.

Precisamos nos esforçar muito para esconder, gerenciar as situações e dissimular para sustentar as mentiras. A pessoa que mente acaba se desgastando, sentindo-se culpada, e não consegue sair dessa situação. “Eu não minto, eu omito”

“Eu não minto, eu omito”, “Eu filtro e seleciono informações”… Aqueles que se escondem atrás destas frases famosas precisam saber que existem duas formas básicas de mentira:

– Ocultar: Tentamos fugir da culpa dizendo a nós mesmos que estamos omitindo uma informação e que isso não é o mesmo que inventar uma história. Entretanto, aos olhos da psicologia da mentira, esta estratégia pertence ao mesmo conceito de engano.

– Inventar ou falsificar: neste caso, modificamos a informação. Este tipo de fraude deixa a pessoa encurralada, porque ela precisa alimentar essa mentira. Terá que contar sempre a mesma história, e isso requer muito esforço para colocar em prática. É necessário ter uma boa memória e agilidade mental.

“Aquele que diz uma mentira não calcula a pesada carga que põe em cima de si, pois tem que inventar uma infinidade de mentiras para sustentar a primeira”.

-Alexander Pope-

Como já dissemos antes, mentir é um tiro no centro da nossa autoestima. A mentira é um peso que nos angustia; no princípio é fácil e reconfortante porque obtemos bons resultados, mas a longo prazo se torna difícil de gerenciar.

 

A realidade fica distorcida e a pessoa que mente acaba se perdendo nesse falso mundo que foi construído com base em mentiras e falsidades. O pior é que essa situação esconde suas virtudes; as pessoas só conhecem as suas mentiras.

“O maior castigo para o mentiroso é não ser acreditado mesmo quando fala a verdade”.

-Aristóteles-

Quando a mentira se torna algo patológico, os psicólogos a chamam de “pseudologia fantástica”. Há um caso conhecido, como o de Tania Head, que se apresentou ao mundo como uma vítima dos atentados de 11 de setembro e se tornou a Presidente da Associação dos Sobreviventes do World Trade Center.

Todos nós já mentimos alguma vez na vida: por necessidade, piedade, emoção, perigo, por amizade… A mentira pode ser um recurso, mas existem limites que nos mostram se devemos mentir ou não. Pergunte a si mesmo: me sinto bem mentindo? Estou prejudicando alguém? Cada pessoa sabe o que quer e onde pode chegar.


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Economia

Negociação entre Boeing e Embraer avança, grupo técnico se reúne nesta semana sobre parceria

As negociações entre Embraer e a norte-americana Boeing tiveram avanços nos últimos dias e uma nova reunião para tratar da criação de uma joint venture global na área de aviação deve ocorrer esta semana, disseram três fontes à Reuters.

As negociações entre as duas empresas e o governo federal, que detém direito de veto sobre decisões estratégicas da fabricante brasileira de aeronaves, visam enfrentar uma parceria em aviação comercial que deve ser concluída em julho entre a canadense Bombardier e a européia Airbus.

Um grupo técnico foi criado dentro do governo federal para estruturar a parceria entre Boeing e Embraer e conta com a participação de integrantes dos ministérios da Fazenda, Defesa e outros órgãos.

“Vamos ter uma reunião essa semana para tratar dos avanços”, disse a primeira fonte próxima do assunto. A ideia é que a joint venture englobe os produtos de aviação comercial das duas empresas.

Filipe Fornari

De acordo com uma segunda fonte próxima ao assunto pelo governo, a Boeing deve ficar com 80 por cento da nova empresa e a Embraer com 20 por cento. O Brasil, de acordo com esse segunda fonte, quer que os negócios na área militar da Embraer, como aviões de combate e sistemas de radar, fiquem com a empresa brasileira.

“Esse é o ponto mais importante da negociação para o Brasil e todos estão debruçados em cima disso. A ordem é manter o desenvolvimento da tecnologia no Brasil e esse é um ponto relevante”, afirmou a segunda fonte. “O que está faltando é resolver a questão de pesquisa e desenvolvimento. Queremos garantir que fique no Brasil”, disse a segunda fonte.

As fontes não indicaram quando a reunião vai ocorrer nesta semana ou quando um acordo poderia ser alcançado. O colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, publicou na véspera que as duas empresas devem fechar um acordo em 15 dias.

As ações da Embraer subiam 0,7 por cento às 16:00, horário de Brasília. Embraer e Boeing conversam desde o ano passado sobre uma eventual parceria, mas até agora não tornaram público nenhum dos termos das negociações.

Em maio, o ministro da Defesa, general Joaquim Silva e Luna, disse que estava otimista com o andamento das negociações e que esperava que as empresas acertassem um acordo ainda neste ano. Na ocasião, ele afirmou que “as empresas buscam um caminho de ganha -ganha entre elas. Esse caminho está sendo encontrado”, disse ele a jornalistas. “O que se busca é preservar o lado de Defesa da Embraer”, adicionou.

Consultadas nesta segunda-feira, a Embraer não comentou o assunto e a Boeing disse apenas que “as negociações continuam”.


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Tecnologia

Golpe no WhatsApp tem políticos como principal alvo

Imagine que você recebe uma mensagem pelo WhatsApp de um contato conhecido, normalmente um familiar ou amigo próximo, pedindo que você faça uma transferência que ele próprio não é capaz de realizar. Se o grau de intimidade for grande, você atenderia ao pedido, certo? Pois é justamente esse o modus operandi de uma quadrilha de criminosos que visa, principalmente, políticos, secretários e outros membros do governo em Brasília, em uma nova onda de golpes que parece contar até mesmo com integrantes dentro das operadoras de telefonia.

As mensagens que levam aos depósitos vêm de números legítimos, efetivamente usados pelos contatos da vítima, o que faz com que ela seja levada a realizar as transferências. A conversa segue o mesmo roteiro, com o perfil, agora sob controle dos golpistas, perguntando em qual banco o alvo possui conta e, na sequência, solicitando o envio de pagamentos e prometendo um reembolso no dia seguinte, com a alegação de que o contato não seria capaz de realizar, ele próprio, o depósito.

De acordo com informações do UOL, desde março, pelo menos 20 políticos tiveram seus números clonados como parte do golpe. Estariam na lista, por exemplo, Carlos Marun, atual ministro-chefe da Secretaria de Governo, Eliseu Padilha, ministro-chefe da Casa Civil, Osmar Terra, líder da pasta de Desenvolvimento Social e Agrário e Fernando Coelho Filho, que dirigia o setor de Minas e Energia até abril deste ano.

Uma das vítimas também foi a vice-governadora do Paraná, Cida Borghetti, em um golpe que teria levado quatro amigos ao envio total de cerca de R$ 8 mil aos criminosos. Na ocasião, também em março, ela informou aos contatos sobre a clonagem de seus números por meio do Facebook e disse também iniciado ação legal para chegar aos bandidos.

Filipe Fornari

O golpe, porém, é bem mais antigo e já estaria acontecendo desde 2016, com direito a prisão de seis integrantes de uma quadrilha no Maranhão e a descoberta do envolvimento de um funcionário da operadora Vivo, responsável por retirar os números originais do ar e os atribuir a novos chips, usados pelos golpistas. No caso ocorrido com Borghetti, duas prisões foram efetuadas, também no estado da região Nordeste, com os bandidos utilizando um login administrativo também da Vivo para realizar a mudança nos números.

Casos de clonagem de números em outras empresas, como Oi e Tim, também já foram registrados. Normalmente, o usuário percebe o problema quando vê seu celular saindo do ar, notando a realização do golpe quando amigos, por e-mail e outros meios de contato, começam a enviar comprovantes de depósito.

O problema se torna ainda pior quando, ao terem acesso ao número clonado, dependendo das configurações de backup de cada usuário, os golpistas podem também ler informações confidenciais, tendo acesso a registros pessoais ou dados que podem ser usados em novos golpes. Não teriam sido registradas ocorrências desse tipo, entretanto.

Como se proteger

A melhor maneira de se manter livre esse tipo de golpe é ativar o sistema de verificação em duas etapas do WhatsApp. Assim, o sistema passa a exigir não apenas a tradicional verificação por SMS (que se torna inútil no caso da clonagem, pois o golpista passa a ter domínio do número original), mas também uma senha de acesso, que deve ser de conhecimento somente do usuário original.

Para fazer isso, basta acessar a tela de configurações do aplicativo e, no menu Conta, ativar a opção de “Verificação em duas etapas”, inserindo uma senha segura. Um e-mail também é exigido como parte do processo, como método adicional de verificação no caso de a senha original ser esquecida.


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PSICOLOGIA

Exame atesta que Suzane von Richthofen é ‘risco potencial à sociedade’

Detenta foi submetida a teste de Rorschach a pedido do Ministério Público

© Reprodução

Narcisista, egocêntrica, infantil, vazia, simplista, imatura e incapaz de autocrítica. Este é o perfil do mais recente teste psicológico ao qual foi submetida Suzane von Richthofen. Condenada a 39 anos de prisão pela morte dos pais, a paulistana passou pelo teste de Rorschach – conhecido como teste do borrão de tinta – mais um passo para que a Justiça conceda, ou não, o pedido de progressão ao regime aberto.

O resultado revela, segundo o Fantástico, que a detenta, hoje com 34 anos, representa “risco potencial à sociedade” por ter “dificuldade de avaliar o resultado dos próprios atos”. O exame foi pedido pelo Ministério Público de São Paulo (MP/SP) para auxiliar a decisão da juíza Vânia Regina da Cunha.

Este não é o primeiro teste de Rorschach ao qual Suzane é submetida. Em 2014, antes de ser beneficiada com a mudança do regime fechado para o semiaberto, os borrões apontavam egocentrismo elevado, a chance de ser violenta ou estimular a violência, dependendo do ambiente social em que estivesse inserida.

Juíza responsável pela decisão da progressão da pena ao semiaberto, há quatro anos, Sueli Armani alegou que problemas psicológicos não são condição para manter alguém preso. Com a mudança, para o regime semibaerto, Suzane passou a ter direito a cinco saídas temporárias por ano. A mais recente delas foi no dias das mães deste ano.

Filipe Fornari

A detenta, acusada de ser mandante do assassinato dos próprios pais, está em Tremembé, em São Paulo e, como cumpriu metade da pena, considerando os dias trabalhados na oficina de costura da penitenciária, solicitou a progressão, há um ano. Não há prazo para que a juíza Vânia Regina da Cunha decida de Suzane cumprirá a metade restante da sentença em liberdade. O que daria a ela direito de trabalhar, ficar em casa à noite e nos dias de folga.

Acusado de participação no crime, junto com o irmão Daniel Cravinhos, Christian Cravinhos foi submetido ao mesmo teste e teve progressão para o regime aberto em agosto passado. Christian voltou a ser preso em agosto passado por porte de armas e por tentar subornar a polícia e evitar a prisão.


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LANÇAMENTO EM BREVE

Saiba mais sobre o top de linha chinês que superou a câmera do iPhone X

Modelo P20 Pro deve chegar ao país entre agosto e setembro deste ano

© iFixit

A fabricante chinesa Huawei adicionou três celulares ao site brasileiro da marca, indicando que os modelos devem chegar ao mercado nacional em breve. Para além do P20 Lite e Nova 2i, o destaque é a chegada do top de linha da marca, o P20 Pro, que conta com uma câmera que supera a do iPhone X, segundo ranking da Dxomark.

O aparelho conta com uma câmera tripla, de 8 MP, 20 MP e 40 MP. Já a câmera frontal é de 24 MP. O modelo tem tela OLED de 6,1 polegadas, resolução Full HD+ (2240 x 1080 pixels) e formato 18,7:9.

Outras especificações do P20 Pro são: memória RAM de 6 GB, armazenamento interno de 128 GB e bateria de 4.000 mAh. O aparelho também é resistente à água.

Ao Techtudo, a Huawei confirmou o lançamento do P20Pro para o terceiro trimestre deste ano, entre agosto e setembro. “Depois do lançamento desse aparelho, deve chegar nas lojas um dispositivo da série Nova ainda não especificado. Ainda não temos uma data aproximada do lançamento desse dispositivo”, explica a empresa.

Filipe Fornari

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