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Católicos protestam contra ‘arte obscena’ em exposição no DF

Cerca de 200 pessoas rezaram 'Ave Marias' em frente ao Museu Nacional da República, segundo organizador.

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Grupo de católicos reunidos no Museu Nacional da República em Brasília em prostesto contra expo~sição de arte (Foto: Luiza Garonce/G1)
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Um grupo de católicos protestou neste sábado (18) em frente Museu Nacional da República em Brasília contra a “o escárnio e os ultrajes contra Jesus e Maria” na arte contemporânea brasileira. Por volta das 19h30, cerca de 200 pessoas, segundo os organizadores, rezavam “Ave Marias”.

Na internet, o movimento criou uma petição para pedir o fechamento da exposição “Contraponto”, que fica em cartaz até dia 25 de novembro. O pedido de interdição teve 9.492 assinaturas até a publicação desta reportagem.

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Do lado de dentro do museu, no entanto, nenhuma das obras em exibição tem apelo sexual, erótico, religioso ou aborda questões de gênero, segundo a curadoria.

Um dos organizadores do protesto, Flávio Souza explicou ao G1 que este foi um “ato de desagravo” contra movimentos artísticos que ofendem a religião católica em todo o país. “Nos últimos dois, três meses temos observado várias obras de arte e exposições que afetam diretamente a fé católica.”

O argumento do grupo para pedir o fechamento da exposição é de que a “Contraponto” expõe obras do artista Antônio Obá, “que realizou uma performance com a imagem de Nossa Senhora Aparecida com um ralador no seu órgão sexual.”

A performance à qual se referem os religiosos chama-se “Atos de transfiguração”, em que o artista está nu e usa um ralador para desfazer uma pequena escultura de Nossa Senhora em gesso. Depois que o objeto vira pó, Obá despeja substância branca sobre si mesmo.

Nascido e criado em Ceilândia, Obá descreve o próprio trabalho em sua página profissional na internet como a reconfiguração da “tradição interiorana que permeia o universo religioso brasileiro, que reflete criticamente sobre a ideia de um dito sincretismo e situações históricas ligadas ao preconceito étnico.”

“Antônio Obá é o artista que tem como prática recorrente ofender e vilipendiar símbolos sagrados”, disse Souza. “Na série ‘Verônica’, que são quadros de nu, em um deles Santa Verônica está nua e, em outra, a chaga na mão de Jesus tem o formato de uma vagina.”

“Esses quadros não estão expostos, mas são do artista.” Diante da afirmativa, Souza disse que o ato, além de pedir o fechamento da exposição, manifesta repúdio ao artista.

Tanto a performance, quanto a série “Verônica” não fazem parte da exposição “Contraponto”. Segundo a produtora da mostra, Diana Castilho Dias, o objetivo da mostra é apresentar “uma das maiores coleções de arte contemporânea do Brasil”.

A curadora, Tereza de Arruda, disse ao G1 que passou cerca de um ano analisando o acervo pessoal de um dos maiores colecionadores de arte do país, Sérgio Carvalho, que tem 1.900 trabalhos de 164 artistas de todo o país.

“São contraposições das visões de vários artistas”, explicou. “Selecionamos 34 artistas de 10 estados brasileiros e de 3 gerações.”

Petição online criada por grupo católico de Brasília pede fechamento de exposição por ‘vilipendiar publicamente ato ou objeto religioso’ (Foto: CitizenGo/Reprodução)

Desinformação

Segundo a produtora da mostra, Diana Castilho Dias, o grupo esteve na abertura da “Contraponto” na manhã da última sexta-feira (17), participou de um bate-papo com os artistas e conversou tanto com ela, quanto com a curadora, Tereza de Arruda. “Nós vimos claramente que eles vieram com motivação e com um desconforto muito grande em relação ao Obá.”

A obra é “Bala perdida”, criada nos anos 2000, que reúne pequenas esculturas de santos e monumentos, como Santo Antônio e o Cristo Redentor, cravejados com balas reais de revólver. “Não tem nenhum relação com fé, com religiosidade. É uma contestação à violência no Rio de Janeiro, que está tão grande que até Jesus poderia ser alvo de uma bala perdida”, explicou Diana.

Segundo a produtora, antes de inaugurar a “Contraponto”, a série de obras de Leirner foi exibida em uma mostra paralela exclusivamente para especialistas em arte e artistas. “Em momento algum essa mostra esteve prevista para abrir ao público, porque entendemos o momento e suscetibilidade do momento.

“Não houve da nossa parte qualquer censura aos artistas. Isso foi pensado dessa forma, mas não havia sequer espaço para colocar todas as obras dos artistas. Não foi censura prévia.”

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g1
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CAMPANHA

Bolsonaro e aliados tentam entender e explicar ‘nova CPMF’ de Guedes

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© Reuters

Jair Bolsonaro (PSL) e seus aliados apressaram-se em tentar explicar a proposta de Paulo Guedes, guru econômico da campanha, de criação de um novo imposto nos moldes da CPMF. O presidenciável e seu entorno afirmam que em um eventual governo do candidato os impostos seriam reduzidos.

Em anúncio para uma plateia reduzida nesta terça-feira (18), revelado pela Folha de S.Paulo, Guedes disse que pretende recriar um imposto nos moldes da CPMF, que incide sobre movimentação financeira, pretende criar uma alíquota única do IR (Imposto de Renda) de 20% para pessoas físicas e jurídicas -e aplicar a mesma taxa na tributação da distribuição de lucros e dividendos.

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Por outro lado, ele estuda eliminar a contribuição patronal para a previdência, que incide sobre a folha de salário -que tem a mesma alíquota, de 20%.

Em suas redes sociais, Bolsonaro escreveu horas após a publicação da reportagem que sua “equipe econômica trabalha para redução de carga tributária, desburocratização e desregulamentações. Chega de impostos é o nosso lema! Somos e faremos diferente. Esse é o Brasil que queremos!”

Na noite desta terça-feira (18), o presidente da União Democrática Ruralista, Luiz Antonio Nabhan Garcia, empresário e principal conselheiro de Bolsonaro na área dos agronegócios, participou de um jantar em São Paulo com cerca de cem empresários interessados em ouvir as ideias da campanha. No encontro, Nabhan apresentou os lemas da redução de impostos e desburocratização.

“Deve haver algum desacerto, alguma desinformação, pois tivemos uma reunião com Guedes na tarde de ontem e nada disso foi falado”, diz Nabhan à reportagem.

A reunião da cúpula da campanha, nos Jardins, bairro nobre de São Paulo, contou com a presença de Guedes e Nabhan; o general da reserva Augusto Heleno; o senador Magno Malta (PR-ES); o fundador do PSL Luciano Bivar; Gustavo Bebianno, presidente do PSL, e Julian Lemos, vice; o ex-presidente do PSL Antonio de Rueda; os filhos de Bolsonaro, Eduardo e Flávio; o deputado federal Major Olímpio (PSL-SP); e o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS).

“Posso dizer que Bolsonaro é um homem de palavra, conheço-o há quase 30 anos e todas as conversas que tive com ele foram no sentido de desburocratizar e reduzir impostos. Sou empresário, membro do agronegócio, e sabemos que a recuperação do país passa pela redução dessa carga tributária”, diz Nabhan.

O ruralista especula que talvez a ideia de Guedes seja recriar a CPMF para reduzir outros impostos, proposta à qual ele mesmo seria favorável. No entanto, ele diz ter tentado falar com o economista nesta quarta (19), após a publicação da reportagem, mas não teve retorno.

Em 2015, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) participou da organização de movimento “basta de tributos, não à CPMF” na Câmara dos Deputados. “Patrões e empregados não aguentam mais impostos, essa medida só vai gerar mais desemprego”, escreveu à época.

O empresário Luciano Bivar, fundador do PSL e aliado de Bolsonaro, diz entender que esse imposto pensado por Guedes seria formado, na verdade, pela compactação de diversos impostos distintos, o que geraria redução da carga tributária e desburocratização. Sendo assim, não haveria contradição entre Guedes e o presidenciável.

“Ele não está criando novo imposto. Ele está concentrando vários impostos em um único imposto com alíquota menor. O CPMF foi demonizado porque era mais um novo imposto. Você pega dez impostos, cada um valendo dois, então seriam 20%. Pega esses dez e transforma em um só, cobrando só 10%, você reduz 50%. A ideia é essa, não tenho a menor dúvida, coerente com a ideia de redução de impostos”, diz Bivar.

“É uma ideia do grupo econômico, mas levada à Bolsonaro. Ele usa muito o bom senso, ouve os técnicos, mas a canetada final vem dele”, conclui.

Empresários que têm se aproximado da campanha de Bolsonaro telefonaram para aliados do presidenciável e manifestaram preocupação diante do teor da proposta de Guedes. As respostas que têm ouvido passam pela “falha de informação” e também pela ênfase na ideia de que se trata, sim, da redução da carga tributária por meio da concentração de impostos.

ALIADO DIZ QUE BOLSONARO TERÁ PALAVRA FINAL

O coordenador da campanha de Jair Bolsonaro em São Paulo, deputado Major Olímpio, minimizou a proposta do guru econômico do candidato, Paulo Guedes, de recriar a CPMF.

“O presidente é quem sempre decidirá o que é mais oportuno. O papel dele [Guedes] é de indicar alternativas”, disse, afirmando ter sido surpreendido com a proposta de Guedes.

“Eu sou contrário à reedição e o Bolsonaro já disse que também que é. Não teremos aumento de tributação”, afirmou.

Olímpio disse que a proposta sugerida por Guedes ao mercado nunca foi mencionada dentro da campanha.

O deputado minimizou a divergência de opiniões entre o economista, que já foi anunciado como futuro ministro da Fazenda de Bolsonaro, e dirigentes da campanha, e negou que haja falta de sintonia entre o candidato e seu guru na área econômica.

Para Olímpio, é natural que Guedes faça sugestões que depois possam ser descartadas. “A administração pública não é uma fórmula matemática.” Com informações da Folhapress.

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CASO BOLSONARO

Câmara registrou entrada de esfaqueador de Bolsonaro por engano, diz investigação

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© REUTERS

O sistema da Câmara dos Deputados registrou por duas vezes uma suposta entrada de Adelio Bispo de Oliveira nas dependências do Congresso no dia 6 de setembro, data em que ele esfaqueou o presidenciável Jair Bolsonaro em Juiz de Fora (MG), 1.000 km distante de Brasília.

Segundo o diretor da Polícia Legislativa da Câmara, Paul Pierre Deeter, investigação interna foi aberta e comprovou ter havido apenas erro de um recepcionista.

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Deeter afirmou que esse funcionário, que não teve o nome divulgado, foi consultar no sistema eventual entrada de Bispo na Câmara, quatro horas após o esfaqueamento, e por engano registrou a entrada.

“O Adélio já estava preso nesse momento em Minas. Foi apenas um erro do recepcionista, que foi ouvido, mas não houve má fé ou qualquer outra situação que estão falando por aí”, afirmou o diretor. A investigação será arquivada.

De acordo com a Câmara, há registro de entrada de Bispo no Congresso em agosto de 2013, mas não se sabe a qual lugar exatamente ele foi na época. Com informações da Folhapress.

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Ibope

Suplicy cai, mas continua líder na disputa pelo Senado; Mario Covas aparece em 2º

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Eduardo Suplicy (PT) continua a liderar a corrida ao Senado, com 29% das intenções de votos. Ele oscilou negativamente em relação à última pesquisa, quando tinha 31%.

Empatados tecnicamente dentro da margem de erro, vêm Mario Covas Neto (Podemos), com 14%, três pontos porcentuais a menos que na última sondagem; Major Olímpio (PSL), com 12%, oscilando positivamente em um ponto; Mara Gabrilli (PSDB), 10%; e Maurren Maggi (PSB), 9% — as duas têm três pontos a mais do que na pesquisa do dia 10.

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Mais atrás, estão Tripoli (PSDB), com 7%, e Cidinha (MDB), 6%. Demais candidatos atingiram no máximo 3%. Brancos e nulos chegam a 28%; 43% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder.

A pesquisa eleitoral Ibope/Estado/TV Globo, divulgada nesta quarta-feira (19), foi realizada entre os dias 16 e 18 de setembro de 2018.

Foram entrevistados 1512 votantes em 78 municípios. A margem de erro máxima estimada é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

O nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro.

A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral sob o protocolo Nº SP‐01925/2018 e no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR‐01526/2018.

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Alerta

Mais de 1,7 mil casos de sarampo são confirmados no Brasil

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Carlos Bassan/Fotos Públicas

Balanço divulgado nesta quarta-feira (19) mostra a confirmação de 1.735 casos de sarampo em todo o País – existem outros 7.812 sob investigação nos estados do Amazonas e Roraima.

De acordo com o Ministério da Saúde, há registros da doença em São Paulo (2), Rio de Janeiro (18); Rio Grande do Sul (24); Rondônia (2), Pernambuco (4), Pará (13) e Sergipe (4). No total, foram nove mortes registradas.

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Calendário 

Transmitido pelo contato com as secreções expelidas pela tosse, espirro e fala, o sarampo pode ser prevenido por meio da vacina. Na sexta-feira (14), o Brasil atingiu a meta de imunizar 95% das crianças com menos de cinco anos em 4,4 mil municípios, onde foram aplicadas 10,7 milhões de doses.

Dado o caráter contagioso, a imunização torna-se ainda mais importante para evitar o contágio. As doses são oferecidas durante todo o ano nas mais de 36 mil salas de vacinação nas Unidades Básicas de Saúde de todo o País.

Além das crianças, pessoas com idades entre 10 e 29 anos precisam receber outras duas doses; dos 30 aos 49 anos, mais uma aplicação da tríplice viral.

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