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Mato Grosso

Casal morre asfixiado dentro de carro e corpos são encontrados nus

Segundo a polícia, namorados aspiraram monóxido de carbono expelido pelo veículo

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Um casal morreu asfixiado dentro de um carro no município de Campo Novo do Parecis, em Mato Grosso, de acordo com reportagem publicada no site G1 nesta sexta-feira (17).

Segundo a Polícia Civil, os corpos de Cleiton Ficner, de 28 anos, e Anágela Alencar, de 24, foram encontrados nus no banco traseiro do veículo em uma estrada vicinal do município.

Os corpos foram encontrados após as famílias relatarem o desaparecimento dos jovens. Segundo os relatos, os dois saíram de casa e não retornaram.

Manchas de sangue foram encontradas no banco do carro. Porém, a perícia indicou que o casal morreu sem uso de violência. O sangue seria causado pela dilatação de vasos sanguíneos, após aspiração de monóxido de carbono expelido pelo carro.

Um laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica deve apontar se houve vazamento do gás dentro do veículo.

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Dinheiro Público

Tiririca usa cota parlamentar para viajar a locais onde faria shows

Na semana passada, deputado fez discurso na Câmara dos Deputados anunciando que deixaria a política por se sentir envergonhado com o que viu durante seus mandatos

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Depois de sete anos como deputado federal, o palhaço Tiririca (PR-SP) fez, na quarta-feira (6), o seu primeiro e último discurso, segundo ele mesmo, na tribuna da Câmara dos Deputados.

Na fala, que durou cerca de oito minutos, ele disse estar “abandonando a vida pública”. “Estou saindo triste para caramba. Estou saindo muito chateado, muito chateado mesmo com a nossa política, com o nosso Parlamento. Como artista popular que sou e político que estou, estou saindo chateado”, disse Tiririca.

E prosseguiu: “O que eu vi nos sete anos aqui, eu saio totalmente com vergonha. Não vou generalizar, não são todos. Tem gente boa aqui dentro”, afirmou o deputado.

O que Tiririca não mencionou, de acordo com levantamento feito pelo Correio Braziliense, foi que usou dinheiro público, referente à cota parlamentar a que tem direito, para pagar passagens aéreas dele e de seus assessores rumo a locais onde faria shows.

Segundo consta no site da Câmara, a verba deve ser “destinada a custear os gastos dos deputados exclusivamente vinculados ao exercício da atividade”.

O parlamentar foi procurado, por meio de sua assessoria, mas ainda não se pronunciou sobre o assunto.

Veja abaixo algumas viagens custeadas por Tiririca, este ano, com a cota parlamentar:

6 de outubro

Passagens compradas no valor de R$ 934,90, do Rio para Brasília, em nome do também assessor do deputado João Júnior. No mesmo dia, Tiririca tinha apresentação na capital fluminense.

11 de agosto

Passagens no valor de R$ 2.746,52 para Ipatinga (MG), onde o deputado se apresentaria um dia depois. No mesmo dia 11, seguiria para uma cidade próxima, Teófilo Otoni (MG), onde tinha show.

9 de maio

Passagens compradas no valor de R$ 3.813,38, com destino a Aracaju (SE), para ele e para a assessora. Cinco dias depois, o deputado faria show na cidade.

3 de maio

Passagens compradas no valor de R$ 2.045,38, dessa vez apenas no nome da assessora Loianne Lacerda, para Teresina (PI). Mais uma vez, Tiririca se apresentaria nos municípios de Piripiri, Picos e na própria capital do Estado, dias 5, 6 e 7 do mesmo mês, respectivamente.

6 de abril

Passagens compradas no valor de R$ 2.205,58 para Ilhéus (BA), onde Tiririca tinha show, dois dias depois. Além da passagem dele, foi adquirida também a da assessora Loianne Lacerda, que o acompanhou. No dia 7, ele também subiu ao palco, na cidade de Jequié (BA), enquanto no dia 9 se apresentou em Itabuna (BA).

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Investigação

Esquema descoberto pela PF liberou R$ 2 bi em créditos tributários para JBS

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A Operação Baixo Augusta, deflagrada hoje (11) em São Paulo e mais cinco cidades paulistas, encontrou provas do envolvimento de um advogado, um empresário e um auditor da Receita Federal em um esquema de propina destinado a agilizar a liberação de créditos tributários na Receita, favorecendo o grupo JBS.

As investigações tiveram como base os depoimentos dados ao Ministério Público Federal (MPF) por um executivo do grupo.

A ação resultou de trabalho conjunto da Polícia Federal (PF), do Ministério Público e da Receita.

O servidor público foi afastado judicialmente e oito pessoas físicas e jurídicas tiveram os bens bloqueados. Foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em residências e empresas de suspeitos de corrupção, envolvendo a Operação Lava Jato, nas cidades de São Paulo, Caraguatatuba, Campos do Jordão, Cotia, Lins e Santana do Parnaíba.

Segundo o delegado Thiago Borelli Thomaz, chefe da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários e responsável pela Operação Baixo Augusta, desde 2004, o advogado e o empresário intermediavam o contato entre o auditor e o grupo JBS.

“Descobrimos a movimentação de R$ 160 milhões em propina e R$ 2 bilhões em créditos tributários liberados para o grupo JBS”.

O delegado especial de Administração Tributária da Receita Federal em São Paulo, Guilherme Bibiani, dlisse que a Corregedoria do órgão apurou que esse auditor fiscal fazia todas as análises de pedidos de ressarcimentos vinculados ao grupo.

“As investigações conjuntas verificaram que o servidor tinha um patrimônio completamente incompatível com a renda inerente ao cargo.”

Segundo Bibiani, a Receita Federal está avaliando se os ressarcimentos concedidos à JBS são realmente devidos a cálculos de um grupo de trabalho criado em Brasília exclusivamente para submeter todos os procedimentos de ressarcimento e análise de direito creditório do grupo serão submetidos a pente fino.

“O número de R$ 2 bilhões é o total solicitado pela JBS nos últimos dois anos e meio. Não quer dizer que isso seja indevido. A partir de um percentual de glosas que a Receita Federal costuma apurar em situações semelhantes, é possível fazer a inferência de que haja uma fraude no valor de centenas de milhões de reais ao menos”, ressaltou o delegado.

De acordo com Bibiani, os valores relacionados a PIS-Cofins (Programa de Integração Social-Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) podem ser devolvidos, mas normalmente não são analisados com tanta rapidez.

“Então, a linha de investigação principal é a de que a agilidade na análise desses créditos tenha sido completamente fora dos padrões normais com auferimento de vantagem indevida pelo servidor”, afirmou.

As investigações apuraram ainda que empresas de fachada e a emissão de notas fiscais falsas contribuíram para essas ações.

O delegado federal Alberto Ferreira Neto explicou que, dos R$ 160 milhões, R$ 100 milhões foram pagos por intermédio de doleiros, R$ 40 milhões em espécie e R$ 20 milhões por meio das notas fiscais falsas.

“Ou sejam, eles faziam a simulação da prestação de serviços só para que o dinheiro pudesse chegar às mãos das pessoas certas. Verificamos que as empresas não existiam, nem os serviços eram prestados.”

As investigações indicam que o auditor fiscal recebeu 8% dos valores creditados ao grupo JBS.

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BRASÍLIA

Funcionário da Latam é flagrado roubando 400 celulares em aeroporto

Homem foi preso em Brasília no sábado (9)

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© Reprodução/TV Globo

Um funcionário da empresa aérea Latam foi preso em flagrante no sábado (9), no Aeroporto Internacional de Brasília, enquanto tentava roubar uma caixa com 400 celulares, avaliados pela Polícia Civil em R$ 750 mil.

Imagens do circuito interno de segurança obtidos pela TV Globo mostram o momento em que o homem e um ajudante colocam a carga dentro de uma kombi. O segundo envolvido não é funcionário do aeroporto e conseguiu acesso graças ao auxílio de um funcionário de uma empresa que fornece serviços alimentícios às companhias aéreas. Os dois também foram presos.

Segundo o G1, a carga seria levada para revenda na Feira dos Importados, onde seria vendida a preços bem inferiores aos praticados no mercado. A Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos (DRF) chegou à banca que comercializaria os produtos e prendeu seu responsável.

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