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Cadeia Velha

Lava Jato mira presidente da Alerj e empresário de ônibus do Rio

Operação Cadeia Velha é um desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro

© REUTERS/Ricardo Moraes
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A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (14) a Operação Cadeia Velha, desdobramento da Lava Jato que tem como objetivo cumprir dez mandados de prisão preventiva e temporária, busca e apreensão e condução coercitiva contra três deputados estaduais.

São alvos de mandado de prisão três empresários ligados ao setor de ônibus: Jacob Barata Filho, Lélis Teixeira e José Carlos Lavouras, todos alvos da Operação Ponto Final, deflagrada em julho.

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Jorge Picciani (PMDB), foi intimado a depor. O filho do deputado, Felipe Picciani, foi preso em Uberlândia (MG). Ele é executivo na empresa Agrobilara, sob suspeita de ser usada na lavagem de dinheiro da propina.

O escritor e colunista da Folha de S.Paulo Gregorio Duvivier filmou Jorge Picciani sendo abordado por policiais ao deixar uma aeronave no Rio.

Também foram chamados a prestar depoimento Paulo Melo (PMDB), ex-presidente da Assembleia, e Edson Albertassi (PMDB), que já foi líder do PMDB na Alerj.

O nome da Operação Cadeia Velha é uma referência ao fato do local onde está a Alerj ter sido, no período colonial, uma prisão.

Os mandados foram autorizados pelo desembargador Abel Gomes, relator da Lava Jato no Tribunal Regional Federal do Rio. Eles têm como base a delação do doleiro Álvaro Novis, que declarou ter distribuído cerca de R$ 500 milhões entre 2011 e 2015 em propina para políticos a pedido de empresários de ônibus.

A Operação Ponto Final, que teve como foco a suposta quadrilha comandada pelo ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), apontou pagamentos de cerca de R$ 260 milhões. Os R$ 240 milhões restantes referem-se a pessoas com prerrogativa de foro privilegiado.

O Ministério Público Federal chegou a pedir a prisão dos três deputados, por considerar que cometiam crimes em flagrante, como lavagem de dinheiro e associação criminosa. Gomes, contudo, deferiu a condução coercitiva dos parlamentares.

De acordo com a Procuradoria, os três deputados “formam uma organização integrada ainda pelo ex-governador Sérgio Cabral e que vem se estruturando de forma ininterrupta desde a década de 1990”.

TCE

O MPF diz ainda que a tentativa de nomeação de Albertassi como conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Estado) “pode ter sido uma manobra para que a organização criminosa retome espaços perdidos com os afastamentos de conselheiros determinados pelo STJ, e também uma forma de atrapalhar as investigações, ao deslocar a competência para a apuração dos fatos e tirar o caso do TRF”.

A indicação do deputado, feita pelo governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), foi barrada pela Justiça. O caso provocou inclusive a demissão do procurador-geral do Estado, Leonardo Espíndola, que se recusou a defender a indicação no Tribunal de Justiça.

Pelas Constituição, a vaga aberta no TCE seria destinada a um auditor de carreira, e não a um deputado. Com informações da Folhapress.

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NOTICIAS AO MINUTO
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ECONOMIA DESVALORIZAÇÃO

Real é a 3ª moeda que mais perdeu valor em relação ao dólar

No Brasil, aperto é acentuado diante das incertezas eleitorais

PIXBAY

O real é a terceira moeda que mais se desvalorizou em relação ao dólar em abril, em uma lista de 47 moedas com cotações à vista ranqueadas pelo “Estadão/Broadcast”. A expectativa de um novo aperto nos juros nos EUA também tem pressionado outras moedas, mas no Brasil, esse movimento é acentuado diante das incertezas eleitorais. A moeda americana fechou nessa terça-feira, 24 em alta de 0,61%, a R$ 3,4706.

Grandes bancos, como BofA Merrill Lynch e o Itaú Unibanco, reconhecem que há aumento das incertezas eleitorais. O desempenho do real só não foi pior que o bolívar venezuelano, que derrete com a crise humanitária, e o rublo russo, que sofre com a incerteza geopolítica.

Abril tem sido ruim para a maior parte das moedas do mundo. A expectativa de que os juros americanos subam mais rapidamente que o esperado é o motor comum para a desvalorização de 33 moedas em todo o mundo neste mês.

Isso reforça a perspectiva de migração de dinheiro de todo o planeta rumo aos EUA para se aproveitar dos juros, o que enfraquece as demais moedas.

“Ao longo do ano passado, também foi caindo a diferença entre os juros americanos e a Selic, a taxa básica de juros do Brasil”, diz Julia Gottlieb, do Itaú Unibanco. “Essa diferencia está na mínima histórica, o que pode impactar no real.”

O cenário externo, porém, é apenas uma parte da explicação. Problemas domésticos castigam algumas divisas mais fortemente e o Brasil está nessa onda. Em abril, o dólar ficou 5,2% mais caro na comparação com o real brasileiro. Essa perda de valor levou a moeda norte-americana a um patamar não visto desde o fim de 2016.

Outubro incerto

A eleição parece ser o grande risco no curto e médio prazo para o Brasil. Uma pesquisa do BofA Merrill Lynch enviada aos clientes na semana passada mostra que 45% dos entrevistados dizem que as eleições são o maior risco para os mercados da América Latina. Neste ano, as duas maiores economias da região – Brasil e México – irão às urnas.
Sobre a disputa no Brasil, há deterioração das percepções. Em março, a maioria dos entrevistados (56%) apostava que a chance de vitória de um presidente de agenda reformista de centro-direita estava entre 51% e 70%. Em abril, essa avaliação caiu para menos da maioria e 42% deram essa resposta.

Ao mesmo tempo, o porcentual dos que atribuem chance não majoritária, entre 31% e 50%, de vitória de um reformista cresceu de 30% em março para o mesmo patamar de 42%.

Para o BofA Merril Lynch, os investidores ainda parecem “razoavelmente positivos” sobre a vitória de um reformista. “Cerca de metade diz que há mais de 50% de chance de um candidato de centro-direita vencer e porcentual similar diz que a reforma da Previdência será aprovada em 2019”, cita a pesquisa.

A incerteza eleitoral é destacada pelos economistas do Itaú Unibanco. Ao citar a mais recente pesquisa do instituto Datafolha, o maior banco privado brasileiro diz em relatório que “as eleições permanecem sem um claro favorito”. Ao lembrar que indicadores econômicos domésticos têm tropeçado, o banco diz que “as incertezas estão maiores” para o Brasil. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo e Estadão.

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ACUSAÇÃO

STJ acata queixa contra desembargadora que fez post sobre Marielle

Processo refere-se ao 'paredão de fuzilamento' defendido pela magistrada contra Jean Wyllys

© Reprodução / Facebook

A ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Nancy Andrighi acatou a queixa-crime movida contra a desembargadora Marília Castro Neves por defender um “paredão de fuzilamento” para o deputado Jean Wyllys.

Como apurado pelo Blog do jornalista Ancelmo Gois do O Globo, Neves tem 15 dias para apresentar a sua defesa. O advogado de Wyllys é o também deputado Wadih Damous.

Marília Castro Neves ficou conhecida ao divulgar notícias falsas sobre a vereadora Marielle Franco nas redes sociais. No post, ela disse que a ativista estava “engajada com bandidos”, que “foi eleita pelo Comando Vermelho” e “provou o remédio que receitava”. A declaração foi publicada um dia após o assassinato da vereadora, que aconteceu em 15 de março.

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ELEIÇÕES 2018

Doria e Skaf aparecem empatados na disputa para o governo de SP

Ibope entrevistou 1.008 eleitores, entre os dias 20 e 23 de abril; margem de erro é de três pontos percentuais

© Reuters / Stringer

O ex-prefeito de São Paulo João Doria (PSDB) e o empresário Paulo Skaf (MDB) estão tecnicamente empatados na disputa pelo governo do estado paulista, de acordo com pesquisa Ibope encomendada pela Bandeirantes.

Doria aparece à frente com 24% das intenções de voto, seguido por Skaf com 19% das menções.

Mais abaixo aparece Luiz Marinho (PT), com 4% das intenções, e Márcio França (PSB), com 3%.

Num cenário com Doria e Skaf no segundo turno, há empate. O tucano e o emedebista têm 32% das intenções de votos.

Em outra projeção, com o candidato do PSDB disputando o segundo turno com França, o tucano tem 39% das intenções de voto, enquanto o atual governador aparece com 20%.

No levantamento sobre a rejeição de voto entre os pré-candidatos a governador do Estado de São Paulo, Doria e Skaf também lideram praticamente empatados, com 33% e 32%, respectivamente.

Em seguida, Alexandre Zeitune (Rede) tem 25% de rejeição e a professora Lisete Arelaro (Psol) tem 23% de rejeição. Marinho e França aparecem depois, com 20% e 17%, respectivamente.

Para ocupar as duas vagas paulistas no Senado, o apresentador José Luiz Datena (DEM) aparece em primeiro lugar, com 33% das intenções de voto. Em seguida, vem o ex-senador Eduardo Suplicy (PT), com 32%.

A hoje senadora Marta Suplicy (MDB) tem 25% das intenções, seguida pelo deputado federal Pastor Marco Feliciano (PSC) com 14%.

O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes (PSDB), tem 11%, o suplente de senador José Aníbal (PSDB) tem 6% e Jilmar Tatto (PT), 4% das intenções de votos. Brancos e nulos somam 46%.

O Ibope entrevistou 1008 eleitores entre os dias 20 e 23 de abril. A margem de erro é de três pontos percentuais. Com informações da Folhapress.

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