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Varejo da região de fatura R$ 757,5 milhões em novembro, alta de 5,1%

Segundo pesquisa da FecomercioSP, os setores de farmácias e perfumarias (32,2%) e outras atividades (11,6%) foram os principais responsáveis pelo aumento nas vendas no mês

Em novembro, as vendas do comércio varejista da região de Araçatuba atingiram R$ 757,5 milhões, crescimento de 5,1% em relação ao mesmo mês de 2015. No acumulado dos 11 meses de 2016 houve crescimento de 2,8% e nos últimos 12 meses alta de 2,3%.

Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), com base em informações da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP).

Cinco das nove atividades pesquisadas apresentaram crescimento em novembro na comparação com o mesmo mês de 2015. Os destaques foram os segmentos de farmácias e perfumarias (32,2%), outras atividades (11,6%) e materiais de construção (8,4%) que, em conjunto, contribuíram com 6,2 pontos porcentuais (p.p.) para o resultado geral.

Por outro lado, os segmentos de lojas de móveis e decoração (-19%), lojas de vestuário, tecidos e calçados (-5,5%) e supermercados (-2,3%) registraram os piores desempenhos do varejo da região de Araçatuba.

Desempenho estadual

O comércio varejista paulista demonstrou recuperação em suas vendas em novembro de 2016, após a queda observada em outubro. No penúltimo mês do ano, as vendas do setor aumentaram 3,5% na comparação com novembro de 2015 e alcançaram R$ 51,9 bilhões, cerca de R$ 1,7 bilhão superior ao apurado no mesmo período do ano anterior. Este foi o quinto maior montante para o mês de toda a série histórica iniciada em 2008. No acumulado do ano, porém, houve retração de 0,3% e em 12 meses, a queda foi ainda mais acentuada, de 0,7%.

Entre as 16 regiões analisadas pela Federação, apenas Osasco (-6,8%) e Guarulhos (-2%) registraram queda no faturamento em novembro, na comparação com mesmo mês de 2015. Os melhores desempenhos foram observados nas regiões de Araraquara (10,3%), Marília (8,9%) e ABCD (8,1%). Já a região de Bauru apresentou estabilidade (0%).

Das nove atividades pesquisadas, sete mostraram aumento em seu faturamento real em relação a novembro de 2015: farmácias e perfumarias (17,7%), aut opeças e acessórios (17,4%), concessionárias de veículos (8,1%), materiais de construção (6,5%), outras atividades (5,1%), supermercados (3,0%) e lojas de móveis e decoração (1,7%). Essas altas contribuíram para o resultado geral com 4,9 pontos porcentuais (p.p.).

Já as retrações foram registradas pelos grupos de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (-12,7%) e lojas de vestuário, tecidos e calçados (-2,0%), impactando em -1,4 p.p. para o resultado geral.

Segundo a assessoria econômica da FecomercioSP, o resultado positivo de novembro é essencial para se confirmar a estimativa de crescimento nulo das vendas do comércio no Estado de São Paulo para o ano de 2016. A sensível melhora na média de 12 meses, terminada em novembro ante a série finalizada em outubro, indica que a trajetória cíclica se encaminha para esse nível, o que evitaria o terceiro índice consecutivo de retração anual do varejo, abrindo caminho e expectativas de melhoria para o ano de 2017.

Expectativa

De acordo com a FecomercioSP, no âmbito geral, o comércio ainda apresenta desempenho inexpressivo, com a perspectiva de fechar o ano com crescimento zero. A conjuntura, entretanto, começa a mostrar sinais de melhoria refletidos na queda da inflação e dos juros e indícios de recuperação na produção industrial, ao lado de bons resultados no comércio exterior.

É possível esperar, segundo a Entidade, que o barateamento do crédito para as pessoas físicas e, principalmente, a menor pressão inflacionária contribuam para uma recuperação, ainda que suave, no nível de consumo das famílias.

Ainda assim, a Federação pondera que não se deve esperar resultados expressivos sobre as vendas do varejo paulista para os próximos meses, apenas uma relativa melhora nos índices mensais de desempenho que deverão contar, ainda, com a vantagem de fraca base comparativa desse longo período de recessão no comércio. De qualquer maneira, o cenário atual é menos negativo do que o observado há um ano, o que abre espaço para otimismo cauteloso. Uma recuperação cíclica sustentada, de acordo com a FecomercioSP, somente será viabilizada quando os indicadores de emprego e renda começarem a mostrar, de fato, uma melhora sólida o que, dada a profundidade da crise presente, não deverá ocorrer no curto prazo.

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