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União Europeia e EUA querem informações sobre venda de carnes estragadas

Na terça-feira da próxima semana, o ministro da agricultura, Blairro Maggi, vai se reunir com embaixadores da União Europeia

O Ministério da Agricultura afastou os 33 funcionários suspeitos de participarem do esquema de venda de carne adulterada. Eles agora vão responder a processos administrativos e, se comprovada a participação, podem ser demitidos.

Além disso, o ministério interditou três estabelecimentos envolvidos na investigação: o frigorífico BRF do município de Mineiros, no Estado de Goiás, e dois estabelecimentos do Pecin Agroindústria, um em Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, e outro em Curitiba, no Paraná.

Eles produzem carne de frango e embutidos, como salsichas e mortadelas. Outros 21 estabelecimentos serão fiscalizados e se comprovado pelo ministério irregularidades também podem ser interditados. O ministério confirmou ainda que recebeu as primeiras denúncias sobre esquemas que permitiam a venda de carnes estragadas em 2010.

O secretário-executivo do ministério da Agricultura, Eumar Novaski, comentou que representantes da União Europeia e dos Estados Unidos entraram em contato com o órgão para ter informações sobre a Operação Carne Fraca, da Polícia Federal. O gestor disse que o caso preocupa porque o esquema de venda de carne estragada pode repercutir no mercado internacional.

Na terça-feira da próxima semana, o ministro da agricultura, Blairro Maggi, vai se reunir com embaixadores da União Europeia que estão preocupados com a situação.

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