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ONG denuncia trabalho de crianças durante carnaval

Rede Peteca diz que nenhum fiscal do Ministério do Trabalho, policial militar ou representante da prefeitura impediu a infração

Vendedores de comidas e bebidas (inclusive alcoólicas), catadores de latinhas; comerciantes de roupas e adereços. Não é difícil encontrar uma criança em um destes papéis no carnaval. Todo mundo sabe, todo mundo já viu, apesar da lei que determina ser irregular menores de 16 anos trabalharem em qualquer função que não seja a de aprendiz. A diferença na folia deste ano é que a ONG Rede Peteca – Chega de Trabalho Infantil percorreu a folia de São Paulo, registrando estes fatos.

Foram recolhidas imagens na região da Avenida Brigadeiro Faria Lima, na Zona Oeste, que revelam crianças comercializando tiaras com véus de noiva para o bloco Casa Comigo, que saiu no dia 18 de fevereiro. Os menores também foram flagrados dando trocos ou mesmo vendendo cervejas, como lista o G1.

A organização denuncia que nenhum fiscal do Ministério do Trabalho, policial militar, representante da Prefeitura de São Paulo ou da empresa DreamFactory, contratada pela prefeitura para organizar o carnaval de rua, fiscalizava as ruas contra o trabalho infantil ou impediu a infração.

Segundo a DreamFactory, apenas moradores da capital maiores de 18 anos foram cadastrados como vendedores durante a festa. A empresa e a Polícia Militar informaram ao G1 ainda que a fiscalização é de responsabilidade do Ministério do Trabalho, que não se manifestou.

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