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Dupla acusada de matar adolescente que teria estuprado criança vai a júri em Araçatuba

Dois homens acusados de matar um adolescente que teria estuprado uma menina de 11 anos serão julgados, nesta quarta-feira (15), em Araçatuba.

O júri de Michel Tomazoti Pimentel e Edilson Jesu da Silva ocorre a partir das 9h no Fórum da Justiça Estadual.

De acordo com denúncia do Ministério Público Estadual, o crime ocorreu em meados de dezembro de 2007.

Consta nos autos do processo que o adolescente foi julgado e condenado pelo tribunal do PCC (Primeiro Comando da Capital), após ter abusado de uma criança de 11 anos, filha de um presidiário.

Conforme o MP, após deliberação do crime organizado, algumas pessoas, entre elas Michel e Edilson, sequestraram o adolescente Kaique Valdir Silva Senger e outro menor, que não mais foi encontrado.

Os dois foram mantidos sob cárcere privado por dois dias em uma casa na rua Manoel Joaquim de Souza, bairro Antônio Villela.

De lá, os adolescentes foram levados para uma propriedade rural na estrada Jocelin Gottardi. Kaique foi assassinado e teve o corpo jogado em um canavial. O cadáver foi encontrado meses depois.

O outro adolescente não foi mais visto. Conforme a denúncia do MP, uma testemunha protegida relatou acreditar que ele teria sido liberado pelos denunciados e pelos demais envolvidos e se mudado com a família para São Paulo, estando em endereço ignorado.

Conforme o Ministério Público, os acusados mataram a vítima por motivo torpe, utilizando-se de recursos que dificultou a defesa da vítima e usando de meio cruel, o que caracteriza homicídio triplamente qualificado.

Ainda para o MP, o crime ocorreu como resposta ao estupro praticado pelo adolescente contra a menina de 11 anos, surpreendida sozinha em casa, na periferia de Araçatuba.

DEFESA

O advogado criminalista Flávio Batistella, que defende Michel Tomazoti Pimentel, nega a participação de seu cliente no crime.

“O julgamento será uma ótima oportunidade para provarmos a inocência do Michel”, disse. Segundo o advogado, não haveria provas nos autos que indiquem a participação de seu cliente no crime.

“Uma pessoa citou o nome dele e depois até voltou atrás. Isso ficará provado no Tribunal do Júri”.

O advogado de Edilson Jesu da Silva, que não é de Araçatuba, não foi localizado pela reportagem para comentar o julgamento.

Os dois acusados cumprem pena em penitenciárias do Estado.

 

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