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Professor da USP é investigado por irregularidades em bolsa de pesquisa

O professor Antônio Herbert Lancha Júnior, que vem sendo investigado por ter dado uso particular a um equipamento adquirido com dinheiro público, é alvo de mais um inquérito instaurado pelo MPSP.

O procedimento apura irregularidades no uso de verba pública utilizada em bolsa de pesquisa concedida ao professor pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

A tramitação acontece na Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da capital e a instauração foi feita em dezembro de 2016.

De acordo com depoimentos, Lancha Júnior, entre os anos de 2013 e 2014, deslocou-se à França para se dedicar ao projeto de pesquisa pelo qual havia recebido a bolsa.

No entanto, durante o período, o professor fez viagens periódicas ao Brasil para realizar consultas particulares, o que seria proibido de acordo com o regulamento de concessão do benefício.

Os relatos que embasaram a instauração do inquérito sobre a bolsa foram colhidos no âmbito de um procedimento que averigua o uso irregular do equipamento “Bod Pod”, doado à USP pela Fapesp.

Segundo o apurado, Lancha Júnior instalou a máquina nas dependências da Vita Clínicas, empresa conhecida como Instituto Vita. O “Bod Pod”, que serve para medir percentuais de massa magra e de gordura por meio do deslocamento do ar, deveria ter sido usado pela USP em estudos com mulheres que apresentam sobrepeso.

As investigações apontam que o professor cobrou de seus pacientes por exames de plestimografia realizados com o aparelho da USP, revertendo os valores obtidos à empresa Quality of Life, constituída pelo próprio profissional e por sua esposa, e também ao Instituto Vita.

Por conta disso, decisão judicial publicada na última terça-feira (10/1) determinou o afastamento provisório do profissional do cargo que ocupa na Escola de Educação Física e Esportes.

Na portaria de instauração do inquérito relativo às irregularidades na bolsa, o promotor de Justiça Nelson Luís Sampaio de Andrade destacou que ficou comprovado que “de fato, o representado Lancha junto a sua esposa, Luciana Lancha, realizou viagens para a França e de retorno ao Brasil durante todo o período em que deveria ter realizado a pesquisa”.

Entre outras providências, a Promotoria determinou que a Fapesp envie cópia integral do procedimento relativo ao projeto de pesquisa solicitado e realizado por Lancha Júnior, bem como do regulamento da concessão de bolsa para a pesquisa.

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