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IATF da Bonsucesso utiliza ressincronização de 22 dias, protocolo lançado recentemente

Sistema de ressincronização da Bonsucesso é diferente do habitual, que costuma ser entre 30 a 32 dias; através desse protocolo, lançado recentemente, a fazenda teve vantagens, como a redução de despesas e o aumento de nascimentos

A estação de monta começou na Bonsucesso Nelore Zan. Para a reprodução do plantel, a fazenda utiliza a IATF (Inseminação Artificial em Tempo Fixo), com um sistema de ressincronização de 22 dias, protocolo lançado recentemente. Essa proposta é diferente da tradicional, que costuma ser entre 30 a 32 dias. Através dessa mudança, a Bonsucesso reduziu em aproximadamente dez dias o intervalo entre as inseminações, conquistando vantagens, como o aumento de nascimentos e a redução de custos.

Os veterinários Clóvis Fazzano, Ronerio Bach e Bruno Sirotto, da FazzEmbryo, de Araçatuba/SP, quem acompanham a IATF na fazenda. Segundo Ronerio, o proprietário da FazzEmbryo, Clóvis Fazzano, que participa de grupos de estudo com profissionais de institutos e empresas relacionados à área de reprodução, apresentou a pesquisa sobre o sistema de ressincronização de 22 dias para alguns clientes. As fazendas que aceitaram a proposta, Clóvis implantou a ideia para avaliar os resultados da novidade no campo. “No início, há cerca de dois anos, aplicamos a pesquisa em lotes menores para verificar qual seria a viabilidade. Vimos que os resultados foram promissores e, no ano passado, decidimos atender em larga escala”, conta Ronerio.

Até o fim da estação de monta, marcada para fevereiro, a Bonsucesso prevê inseminar cerca de 900 matrizes, 300 na unidade de Guararapes/SP e 600 em Água Boa/MT. O processo de reprodução começou no fim de outubro, quando o criatório selecionou lotes de matrizes para realizar o protocolo. Depois disso, no início de novembro, iniciou a IATF no primeiro lote.

Mercado IATF Brasil

Considerada uma biotecnologia para potencializar a eficiência reprodutiva do plantel, tornar o manejo mais prático e otimizar a qualidade genética do rebanho, a IAFT está entre as mais utilizadas da atualidade no Brasil, representa 77% das inseminações realizadas (segundo dados do doutor Pietro Baruselli, Departamento de Reprodução Animal, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP, publicados recentemente na revista AG, uma das principais mídias do setor).

Também segundo a AG, a IATF atingiu cerca de 10,5 milhões de procedimentos em 2015 no Brasil. Desse montante, 8,2 milhões eram fêmeas de corte e 2,3 milhões leiteiras. Ainda de acordo com a publicação, esses dados representam um crescimento de 11,2% em relação ao ano anterior, considerando um levantamento realizado com base no número de protocolos comercializados para IATF e o número de doses de sêmen comercializadas.

O que é?

A IATF surgiu há 15 anos. Trata-se de uma técnica reprodutiva que sincroniza a ovulação de um grupo de fêmeas através da utilização de hormônios. Essa inseminação permite padronizar os nascimentos dos bezerros, aumentar as taxas de concepção ao final da estação de monta, além de aceitar a utilização de sêmen de touros provados, gerando, assim, um incremento genético ao plantel.

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