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EUA inclui um dos filhos de Osama bin Laden em sua lista de terroristas

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O Departamento de Estado dos Estados Unidos incluiu nesta quinta-feira em sua lista de terroristas Hamza bin Laden, um dos filhos do ex-líder da Al Qaeda Osama bin Laden, que convocou os membros da organização a atacar capitais ocidentais.

Com a decisão, Hamza bin Laden está sujeito a sanções que o impedem de realizar transações com indivíduos nos EUA e qualquer patrimônio que possa vir a ter no país fica automaticamente bloqueado, informou o Departamento de Estado em comunicado.

O governo americano assegura que, em 14 de agosto de 2015, “Hamza bin Laden, filho de Osama bin Laden, foi oficialmente anunciado como membro da Al Qaeda” através de uma mensagem de rádio do egípcio Ayman al-Zawahiri, sucessor de Bin Laden à frente da organização.

Nessa mensagem, Hamza bin Laden convocou os membros da Al Qaeda a “perpetrar atos de terrorismo nas capitais do Ocidente”, segundo a nota da diplomacia americana.

Em 9 de julho de 2016, a Al Qaeda tornou pública outra mensagem de rádio de Hamza bin Laden, na qual “ameaçava se vingar dos Estados Unidos e advertia que os americanos seriam alvo de ataques nos EUA e no exterior”, destaca a nota.

Especificamente, em 2014, o filho de Osama bin Laden convocou aos “lobos solitários” jihadistas a cometerem atentados nos Estados Unidos e na França, e também que atacassem os “interesses israelenses” em Washington, na França e em Tel Aviv.

A Al Qaeda define a figura do “lobo solitário” como um “jovem que desestabiliza os infiéis em sua própria terra”.

Segundo o Departamento de Estado americano, em 2016, Hamza bin Laden pediu às tribos da Arábia Saudita que se unissem à filial da Al Qaeda no Iêmen com o objetivo de “fazer a guerra” contra a Arábia Saudita, país que lidera uma coalizão no conflito do Iêmen.

Osama bin Laden, que foi o terrorista mais procurado pelos Estados Unidos, morreu em 1 de maio de 2011, em Abbottabad (Paquistão), em uma ação de um comando de operações especiais da Marinha dos Estados Unidos e, posteriormente, o corpo do chefe da Al Qaeda foi lançado no Mar Arábico.

O Departamento de Estado também incluiu em sua lista de terroristas nesta quinta-feira o egípcio Ibrahim al-Banna, um dos líderes da Al Qaeda na Península Arábica (AQAP), filial do grupo terrorista ativa no Iêmen e na Arábia Saudita.

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distúrbio

Hong Kong tem novos confrontos neste domingo

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A polícia disparou hoje (17) gás lacrimogêneo contra manifestantes na Universidade Politécnica de Hong Kong, no momento em que a oposição parlamentar critica as Forças Armadas chinesas que, no sábado (16) retirou escombros das ruas.

Hoje, um grande grupo de pessoas voltou a tentar limpar uma estrada cheia de escombros perto do campus da instituição, mas foi advertido pelos manifestantes de que devia se afastar.

A polícia chegou a algumas centenas de metros e disparou várias granadas de gás lacrimogêneo contra os manifestantes, que se abrigavam atrás de uma “parede” de guarda-chuvas.

O incidente ocorreu horas depois de intensos confrontos durante a noite desse sábado, em que os dois lados trocaram bombas de gás lacrimogêneo e bombas incendiárias que deixaram focos de incêndio na rua.

Muitos manifestantes entraram para o interior do campus, onde montaram pontos de controle de acesso.

Os manifestantes, que ocuparam vários campus importantes durante a passada semana, recuaram quase por completo, à exceção de um contingente que permanece na Universidade Politécnica.

O mesmo grupo também bloqueia o acesso a um dos três principais túneis rodoviários que ligam a Ilha de Hong Kong ao resto da cidade.

Em outros lugares, trabalhadores e voluntários – incluindo um grupo de soldados chineses que saíram da guarnição – limparam estradas repletas de entulhos no sábado.

Houve incidentes dispersos de manifestantes discutindo e confrontando as pessoas que limpavam as estradas.

Líderes da oposição divulgaram declaração, na qual criticam os militares chineses por se juntarem às operações de limpeza. Os militares têm permissão para ajudar a manter a ordem pública, mas apenas a pedido do governo de Hong Kong.

O governo disse que não havia solicitado a assistência dos militares, descrevendo-a como uma atividade voluntária da comunidade.

*Emissora pública de televisão de Portugal

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EUA

Cientistas descobrem novo tipo da infecção “devoradora de pele”

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Imagem ilustrativa

Após estudarem uma infecção bacteriana que estava a corroer os tecidos de um paciente, médicos das Universidades de Maryland e do Texas, nos Estados Unidos, descobriram um agravante de uma doença já conhecida. Um artigo sobre o caso foi publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences.

A fasceíte necrosante, como é chamada, é uma condição que há muito é conhecida pela comunidade médica e ocorre por conta de uma infecção severa provocada pela bactéria Streptococcus pyogenes. Este microrganismo é comum no sistema digestivo, mas, quando entra em contacto com outras áreas do corpo, devora a pele, os órgãos e o que mais estiver à sua frente, com o intuito de se instalar na corrente sanguínea.

Entretanto, os testes indicaram que a infecção havia sido causada por um outro microrganismo, denominado Aeromonas hydrophila. O quadro clínico evoluiu rapidamente, espalhando-se pelo baço e pelo fígado e tornando-se uma ameaça à vida do paciente.

Tal intrigou os médicos, que decidiram avaliar a composição genética dos microrganismos que atingiam o doente e surpresa! Como relataram num comunicado à imprensa, explicam que a infecção não se deu por uma, mas duas cepas diferentes de bactérias do género Aeromonas, denominadas de NF1 e NF2.

Normalmente, a cepa NF1 permanece localizada e não atinge a corrente sanguínea ou os órgãos, sendo eliminada pelo sistema imunológico do hospedeiro. Já a NF2 produz uma toxina que quebra o tecido muscular e permite que o microrganismo se espalhe pelo corpo da vítima.

O problema, entretanto, ocorreu porque as duas espécies agiram ao mesmo tempo. “Uma das linhagens [NF2] produz uma toxina que quebra o tecido muscular e permite que a outra linhagem [NF1] migre para o sistema sanguíneo e infecte os órgãos”, explicou Rita Colwell, cientista responsável pelo caso.

Além disso, a equipa de médicos apurou que a NF2 permanece localizada e não se espalha pelo corpo, pois, quando entra em contacto com NF1, acaba por morrer. “Agora, temos a capacidade (…) de determinar os agentes infecciosos individuais envolvidos em infecções polimicrobianas”, disse Colwell.

A especialista espera que isso ajude os investigadores a desenvolverem métodos mais poderosos de combate a esses organismos, salvando mais vidas. “Quando tratamos com um determinado antibiótico, estamos a eliminar um organismo do corpo”, explicou a especialista. “Mas se houver outro organismo que esteja a participar na infecção e que também seja patogénico, qualquer tratamento com antibióticos que não atinja essa outra espécie pode estar a abrir caminho para que esta se desenvolva”.

Após o diagnóstico ter sido realizado, o paciente pôde ser tratado pelos médicos e teve de ser operado. Embora lhe tenham sido amputadas ambas as pernas e ambos os braços, conseguiu sobreviver.

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error: Conteúdo protegido. LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998