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Apesar de muro em Alcaçuz, PM descarta controle do presídio

Depois de uma grande operação durante todo o sábado (21) para construção de um muro que separe os pavilhões ocupados por duas facções rivais na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, no Rio Grande do Norte, o comandante da Polícia Militar do Estado, coronel André Azevedo, disse que o controle do presídio permanece nas mãos dos internos.

De acordo com o coronel, a prioridade da PM era garantir a ordem para que o muro provisório fosse construído a fim de evitar novas mortes. De um lado, englobando os pavilhões cinco (na verdade o presídio Rogério Coutinho Madruga) e quatro, está o Primeiro Comando da Capital (PCC), que busca expandir seu domínio nacionalmente. De outro, o Sindicato do Crime do RN, facção local que resiste à investida.

“Numa crise, o objetivo da operação policial, para que se retome o local, os dois principais objetivos são salvar vidas e aplicar a lei. Então a polícia chegou no local porque a Sejuc [Secretaria de Justiça e Cidadania] perdeu o controle da unidade. Estamos atuando para retomar o controle da unidade, e a primeira providência é instalar a barreira física, para evitar que se matem.”

Até o início da noite, a primeira linha de contêineres, sete no total, foi instalada com sucesso. A segunda linha já tinha sido iniciada quando o coronel deu a entrevista. Essa estrutura é provisória e será terminada ainda hoje. O muro permanente, de concreto, será construído pelo Departamento de Estradas e Rodagens (DER) do estado. A previsão é que ele seja concluído em, no máximo, 20 dias.

Questionado pela Agência Brasil se os presos continuariam portando armas, circulando, se relacionando livremente e falando ao celular, o comandante confirmou. “Exatamente. Isso depende de reformas estruturais, de serviços de engenharia, e não é a polícia que não vai realizá-la.”

A Penitenciária Estadual de Alcaçuz não tem grades nas celas desde uma rebelião realizada em 2015. Desde então, os presos circulam livremente entre os pavilhões. “Enquanto os presos estiverem soltos, enquanto não houver celas, com grades para prender os detentos nos pavilhões e nas celas, isso poderá ocorrer”, reforçou Azeverdo.

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