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Varejo da região de Araçatuba fatura R$ 728 milhões em setembro, crescimento de 3% na comparação com o mesmo mês de 2015

Em setembro, as vendas do comércio varejista da região de Araçatuba atingiram R$ 728 milhões, alta de 3% em relação ao mesmo mês de 2015. No acumulado dos nove meses do ano, houve crescimento de 3,2% e nos últimos 12 meses alta de 0,5%. Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), com base em informações da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP).

Apesar do crescimento, apenas três das nove atividades pesquisadas apresentaram alta em setembro na comparação com o mesmo mês de 2015: farmácias e perfumarias (24,2%), outras atividades (10,6%) e concessionárias de veículos (3,5%) e, juntas, colaboraram com 5,1 pontos porcentuais (p.p.) para o resultado geral.

Por outro lado, os segmentos de lojas de móveis e decoração (-21,4%), eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (-10,1%) e lojas de vestuário, tecidos e calçados (-10,1%) registraram os piores resultados e, em conjunto, impactaram negativamente com 1,7 p.p. nas vendas do varejo no mês.

Desempenho estadual

Pelo quarto mês consecutivo, o faturamento real do comércio varejista paulista apresentou crescimento na comparação interanual. Em setembro, as vendas do setor cresceram 2,2% em relação ao mesmo mês de 2015 e alcançaram R$ 47 bilhões. Foi o quarto menor resultado para o mês de setembro desde o início da série histórica em 2008. No acumulado do ano, porém, houve retração de 0,7% e em 12 meses, a queda foi de 2,8%.

Apenas três das 16 regiões analisadas pela Federação apresentaram retração no faturamento em setembro, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Os piores desempenhos foram registrados pelo varejo das regiões de Osasco (-12,3%), São José do Rio Preto (-1,9%) e Bauru (-1,2%). Já os melhores resultados foram observados nas regiões de Araraquara (8,3%), ABCD (6,2%) e Sorocaba (6,2%).

Das nove atividades pesquisadas, quatro mostraram aumento em seu faturamento real em setembro: farmácias e perfumarias (12,1%), outras atividades (5,9%), autopeças e acessórios (5,3%) e supermercados (5,2%) que, juntas, contribuíram com 3,9 pontos porcentuais (p.p.) para o resultado geral.

Os setores de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (-14,6%), lojas de vestuário, tecidos e calçados (-4,8%), lojas de móveis e decoração (-4,6%), concessionárias de veículos (-0,3%) e materiais de construção (-0,3%) registraram retração nas vendas, resultando em uma pressão negativa de 1,7 p.p..

Segundo a assessoria econômica da FecomercioSP, o varejo ainda enfrenta um cenário econômico bastante desafiador: a renda permanece em queda, resultado de uma taxa crescente de desemprego em meio a um ritmo muito lento da atividade econômica. O único alento em meio a essa conjuntura, para a Entidade, continua sendo a melhoria da confiança dos consumidores o que, por si só, infelizmente, não é suficiente para sustentar uma retomada significativa do nível atual de consumo.

Expectativa

De acordo com a FecomercioSP, não restam dúvidas que a atual crise econômica em que se encontra o País é de uma gravidade e complexidade profundas, o que vai exigir ações muito incisivas para seu enfrentamento e tempo prolongado para ser resolvida. A queda dos juros básicos já em curso poderá representar um estímulo relativo sobre o nível de investimentos, a variável-chave para recuperação do ritmo de crescimento. Mas, segundo a Federação, trata-se de uma variável de longo prazo de maturação. Neste sentido, a aprovação de medidas de controle dos gastos públicos é imperativa, dada a deterioração das contas do governo e o impacto que provoca sobre a credibilidade do País para os investidores internos e externos.

Essa conjuntura de grandes obstáculos não permite traçar cenários otimistas para o comércio paulista, tanto para o final de 2016 como para o próximo ano, que ainda deverá apresentar um nível de vendas muito contraído, segundo a FecomercioSP. Enquanto não houver reações claras no ritmo do emprego e da renda não se devem aguardar resultados significativos no consumo. Dessa forma, a Entidade estima que ao final de 2016 o varejo mostre crescimento zero em seu faturamento real acumulado e que esse ritmo se repita em 2017.

Nota metodológica

A Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV) utiliza dados da receita mensal informados pelas empresas varejistas ao governo paulista por meio de um convênio de cooperação técnica firmado entre a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

As informações, segmentadas em 16 Delegacias Regionais Tributárias da Secretaria, englobam todos os municípios paulistas e nove setores (autopeças e acessórios; concessionárias de veículos; farmácias e perfumarias; lojas de eletrodomésticos e eletrônicos e lojas de departamentos; lojas de móveis e decoração; lojas de vestuário, tecidos e calçados; materiais de construção; supermercados; e outras atividades).

Os dados brutos são tratados tecnicamente de forma a se apurar o valor real das vendas em cada atividade e o seu volume total em cada região. Após a consolidação dessas informações, são obtidos os resultados de desempenho de todo o Estado.

Sobre a FecomercioSP

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) é a principal entidade sindical paulista dos setores de comércio e serviços. Congrega 157 sindicatos patronais e administra, no Estado, o Serviço Social do Comércio (Sesc) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). A Entidade representa um segmento da economia que mobiliza mais de 1,8 milhão de atividades empresariais de todos os portes. Esse universo responde por cerca de 30% do PIB paulista – e quase 10% do PIB brasileiro – gerando em torno de 10 milhões de empregos.

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