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Em Chapecó, mais de 20 mil pessoas vão à Arena Condá para homenagear vítimas de acidente

No horário em que a Chapecoense deveria estar prestes a disputar o jogo mais importante da sua história, nesta quarta-feira, as luzes da Arena Condá, em Chapecó (SC), diminuíram de intensidade. Imediatamente, os mais de 20 mil torcedores presentes começaram a entoar o hino do clube. Sinalizadores verdes iluminaram o local. O ambiente era aquele que deveria ser: o de final de campeonato.

No gramado, o mascote do clube, o índio guerreiro, tentava acompanhar a alegria da arquibancada, mas dentro da fantasia um homem chorava. Cleiton Dona, de 37 anos, vive de interpretar o mascote do time há 5 anos. “Hoje (quarta-feira) a gente tenta, mas não dá. É preciso de força, mas agora é difícil”, disse Cleiton sem tirar a fantasia.

Às 21h15, o minuto de silêncio foi respeitado por todos no estádio. Depois, crianças entraram com o uniforme do time; na sequência, ex-jogadores se juntaram a familiares das vítimas (Fabiano, que hoje está no Palmeiras, era um dos mais emocionados).

A cerimônia foi rápida, mas intensa. Dois pastores e o padre Igor, famoso torcedor da Chapecoense, falaram rapidamente. Foram palavras de consolo e força – para os torcedores e para a cidade. “O que se vivia era um sentimento fraternal de família”, lembrava o padre. O religioso fez com que o estádio inteiro repetisse o Pai Nosso em coro. Nas arquibancadas, muita gente foi às lágrimas nesse momento. “Acendam os seus celulares agora. À luz que vocês estão vendo é a luz de Deus no meio de nós”, falou o padre Igor.

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