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Contadora de histórias se apresenta na praça Getúlio Vargas, em Araçatuba

Quando a artista plástica Flávia Maria Wolffowitz chega, os apreciadores de histórias orientais já sabem que algo mágico vai acontecer.

Não é difícil reconhecê-la: em sua “bagagem”, ela traz uma bicicleta cargueira, onde leva uma caixa de madeira e ilustrações em aquarela. Tudo faz parte da arte do kamishibai.

Não é à toa que Flávia ganhou o codinome de “tia do teatro de papel”, que condiz com a arte que ela se dedica a difundir em Araçatuba e região.

Para apreciar o trabalho, vale a pena saber um pouco de como começou o kamishibai (kami=papel e shibai=teatro, drama).

Trata-se de uma arte baseada em histórias ilustradas, surgida nos templos budistas do Japão, no século 12, quando monges usavam imagens para transmitir contos e ensinamentos para a população praticamente analfabeta.

A contadora de histórias de Araçatuba mantém a tradição como ela acontecia lá no passado, levando seu pequeno teatro de madeira (butai) em sua bicicleta e, com cartões ilustrados, narrando as histórias.

Flávia vai participar das comemorações do aniversário de Araçatuba. A apresentação acontece no domingo (4), a partir das 18h na praça Getúlio Vargas.

O espetáculo ocorre juntamente com a Igreja Tenrikyo Paineiras, que levará instrumentos raros do Japão que serão tocados para acompanhar a narração de Kamishibai.

De acordo com a artista, está será a primeira vez que esses instrumentos estarão em praça pública, pois, apenas são tocados nas cerimônias mensais da igreja.

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