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Vikings participavam de expedições para encontrar novas esposas

Pesquisadores da Universidade Simon Fraser, no Canadá, usaram uma mistura de fontes etnográficas, indícios arqueológicos e teoria da evolução para concluir que a principal motivação por trás dos cercos e invasões que tornaram os vikings famosos foi o status social necessário para conseguir uma esposa.

No estudo publicado no periódico Evolution & Human Behaviour, os cientistas explicam que é tudo uma questão estatística: o povo nórdico era poligâmico, e o número de esposas de um homem era um ótimo indicador de poder econômico e político. O resultado era uma pequena elite com incontáveis esposas e uma massa de homens solteiros em piores condições sociais disputando as poucas solitárias restantes. Desfavorecidos, eles saiam para buscar riquezas e escravos em outros países e atrair mulheres na volta das expedições.

“Eu gostaria que as pessoas não se esquecessem de que a poligamia e os saques não eram exclusividade dos vikings”, afirmou Mark Collard, um dos autores do artigo, ao Live Science. “Muitas sociedades do passado aprovaram relações poligmânicas, e muitas apoiam até hoje.”

É claro que esse não é um fator isolado. Outras motivações para o desejo de expansão, também analisadas em artigos científicos, podem ter sido uma explosão demográfica motivada por uma série de boas colheitas ou o simples desenvolvimento de tecnologia naval avançada para a época.

Ainda não há uma explicação definitiva para o fato de que algumas poucas mulheres jovens também participassem das invasões, ao que tudo indica, sem grandes distinções de gênero na atribuição de funções. É possível que os saques fossem um modo viável de ganhar a vida e que elas também buscassem poder político e econômico além de um simples casamento.

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