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Fóssil de barata de 320 milhões de anos é encontrado em Santa Catarina

O fóssil de uma barata que viveu há 320 milhões de anos foi encontrado por pesquisadores da Universidade do Contestado na cidade de Mafra, no norte de Santa Catarina. O inseto é tão antigo que viveu antes da era dos dinossauros, iniciada há “meros” 250 milhões de anos. A espécie pré-histórica era um pouco maior que as baratas domésticas que assustam os brasileiros hoje: media algo entre cinco e sete centímetros. Sua anatomia, porém, não é muito diferente da de seus parentes contemporâneos.

A baratinha dura na queda foi encontrada em meio a fragmentos de tubarões, peixes e esponjas do mar em uma antiga área de sedimentação, que na época era coberta por uma espécie de mar interior — similar ao atual mar Mediterrâneo, conectado ao Atlântico apenas pelo minúsculo estreito de Gibraltar.

Segundo a emissora local RBS, é provável que o exemplar conservado, após a morte, tenha caído na água e afundado até o leito. Milhões de anos depois, a lama do fundo se tornou rocha sólida e eternizou o contorno do inseto. A colaboração envolveu cientistas de outras três universidades e incluiu um pesquisador russo.

A presença de fósseis nessa região de Santa Catarina é conhecida desde o início do século 20. O material coletado vai para o Centro Paleontológico da Universidade do Contestado (Cenpaleo).

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