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Famílias se reúnem para defender plantio medicinal da maconha

Famílias pernambucanas com membros que precisam usar medicamento à base de tetrahidrocannabionol (THC) e canabidiol, componentes da maconha, querem o direito de plantar a planta em casa, para fins medicinais.

Por isso, nesta quinta-feira (24),  eles participam do evento O Uso Medicinal da Maconha, às 18h, na Universidade de Pernambuco (UPE). Lá, vão recolher assinaturas para um documento que deve ser entregue à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em Brasília.

A iniciativa ocorre dias depois de a agência aprovar portaria que facilita a produção, venda e registro de medicamentos compostos por tetrahidrocannabionol (THC) e canabidiol no Brasil. Porém, os remédios precisam ser vendidos sob controle especial, com receita tipo A, para entorpecentes.

“Por que esses medicamentos estão recebendo tratamento de tarja preta se são fitoterápicos? Não estamos satisfeitos com essa decisão da Anvisa, pois a necessidade de importação continuará. Queremos plantar e extrair o óleo aqui no Brasil”, disse a presidente da Liga Canábica de Pernambuco, Elaine Cristina Silva, 33 anos.

Mesmo tendo um processo correndo na Justiça, Elaine ainda não conseguiu o canabidiol pelas vias legais. “Uma mãe que já conseguiu pela Justiça divide comigo”, contou. O uso do medicamento mudou o dia a dia do único filho, que agora sorri. Ele passou de 24 convulsões por dia para duas por semana.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), as novas regras mudam pouco o processo de aquisição dos medicamentos, porque o fato de a utilização ser liberada no Brasil não significa a imediata incorporação da droga ao elenco de medicamentos fornecidos pelo SUS. As informações são do Diário de Pernambuco.

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