Oi, o que você está procurando?

São Luís registra segunda noite seguida de ataques criminosos

O Maranhão já passa pela segunda noite consecutiva de ataques criminosos. Mais quatro ônibus foram alvos dos criminosos na noite desta sexta-feira (30). Com isso, chega a 17 o número de ataques registrados a ônibus na Região Metropolitana de São Luís desde quinta (29).

O primeiro registro de ônibus incendiado ocorreu no Porto do Mocajituba, no município de Paço do Lumiar, que faz parte da Região Metropolitana. Bandidos interceptaram o veículo próximo ao ponto final da linha e atearam fogo. Ainda houve registros de ataques a ônibus no Parque Jair, Turu, na Praça do Bacanga.

Além dos ônibus do transporte público, um carro prestador de serviço de telefonia também foi incendiado no bairro da Vila Embratel; um ônibus da empresa Prime Plus, na Vila Ariri; um rolo compressor da Prefeitura de São Luís, na Avenida da Saudade, na Vila Cascavel; e um ataque a uma agência bancária no bairro do Anil.

Presídios federais
Vinte e três detentos apontados pelo Governo do Maranhão como chefes da facção criminosa que reivindica os ataques que vêm atingindo São Luís desde a quinta-feira (29) serão transferidos para a penitenciária federal em Catanduva, Mossoró e Acre, onde cumprirão pena em regime isolado.

Até o momento, 65 pessoas foram identificadas e responsabilizadas pelos ataques. Hoje, foram 11 tentativas e seis ocorrências consumadas – carros e ônibus – e dois ataques a prédios públicos –  a escola Rubem Almeida, no Coroadinho, e o CRAS no bairro Nova Terra, segundo informou o Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), por meio de nota.

NOTA
O Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), reitera o trabalho ininterrupto que tem realizado para conter a ação criminosa, responsável por diversos ataques a ônibus, carros e prédios públicos na região metropolitana de São Luís. Até o momento, 65 pessoas foram identificadas e responsabilizadas pelos ataques. Hoje, foram 11 tentativas e 6 ocorrências consumadas – carros e ônibus – e dois ataques a prédios públicos –  a escola Rubem Almeida, no Coroadinho, e o CRAS no bairro Nova Terra.

As operações realizadas pelas Polícias Civil e Militar culminaram com a prisão de 14 envolvidos, que foram autuados e encaminhados ao Complexo de Pedrinhas; e mais 16 adolescentes, que cumprem regime de internação. Além disso, a ‘Operação Resposta’ realizada no Complexo Penitenciário de Pedrinhas confirmou 35 detentos como mandantes dos ataques, 23 deles serão transferidos para penitenciárias federais.

Tropas federais serão enviadas para o Maranhão, a pedido do governador, para juntar-se aos 7.500 homens que atuarão nos próximos dias para impedir que facções criminosas tentem tumultuar as eleições.

As Polícias Civil e Militar permanecem nas ruas por tempo indeterminado para assegurar que todos os suspeitos sejam presos e punidos no rigor na lei. A SSP orienta que os cidadãos repassem informações que ajudem a polícia no combate ao crime por meio do número do aplicativo Whatsapp (98) 9.9163.4899 e pelo aplicativo “Byzu”, compatível com todos os sistemas operacionais.

Onda de ataques
Os ataques começaram na última quinta (29) quando quatro ônibus do transporte público foram incendiados em São Luís. De quinta (29) até a noite desta sexta-feira (30), 17 ônibus foram queimados. Em São Luís, os bandidos também atacaram um caminhão de lixo e um carro da companhia energética. Duas agências bancárias foram atingidas por vários tiros.

Os criminosos ainda tocaram fogo em duas escolas que seriam locais de votação no domingo (2). As seções tiveram de ser transferidas de lugar. Não sobrou quase nada das salas de aula. Centro de Referencia de Assistência Social (Cras) no bairro Nova Terra, também foi alvo dos criminosos.

Atrasa distribuição de urnas
Por causa dessa sequência de ataques, a Justiça Eleitoral decidiu adiar a distribuição das urnas eletrônicas, que seria feita nesta sexta, nos 259 locais de votação de São Luís. A distribuição das urnas vai ser feita somente no sábado (1º), com escolta policial.

Os caminhões dos Correios já estavam até carregados com os equipamentos, mas não foram liberados. Segundo a polícia, a ordem para os ataques partiu de grupos criminosos que atuam dentro e fora das penitenciárias do estado. Eles estariam reivindicando melhorias no sistema carcerário.

Os comentários aqui não refletem a opinião do site, e são de responsabilidade do autor. O comentário NÃO É PUBLICADO automaticamente em seu Facebook, fique tranquilo!