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Bancários encerram greve, e agências reabrem nesta sexta

Após 31 dias fechadas, as agências bancárias voltaram a abrir nesta sexta-feira (7). Funcionários de todos os 26 Estados, mais o Distrito Federal, aprovaram na véspera a proposta apresentada pelos bancos e decidiram pelo fim da greve. Algumas agências como as de Maceió e as de Boa Vista registravam longas filas de clientes nesta manhã.

A exceção são agências da Caixa. Servidores do banco rejeitaram a proposta em capitais de ao menos sete Estados do país: Amapá, Bahia, Maranhão, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e São Paulo.

Cara na porta
Na capital paulista, por exemplo, clientes desavisados perderam a viagem ao procurar uma agência da Caixa. A ajudante geral Juliana Maria dos Santos foi até a agência da Caixa na Avenida Paulista para receber o FGTS, mas deu com a porta da agência fechada.

Ela conta que foi mandada embora bem quando a greve dos bancários começou e até agora não conseguiu receber o benefício. No seguro-desemprego ela conseguiu dar entrada e a primeira parcela sai só dia 21. “Meu aluguel vence dia 10. Não sei como vou fazer para pagar”, diz. “Estou rezando todos os dias pra essa greve acabar e, quando acaba, só a Caixa que decide continuar”, lamenta.

Greve mais longa
A paralisação nacional completou 31 dias nesta quinta-feira (6) e superou a de 2004, primeiro ano em que os bancários se uniram para negociar melhores condições para a categoria e que tinha sido a mais longa até então com duração de 30 dias, segundo a Confederação Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). A greve de 2015 durou 21 dias.

Funcionária limpa fachada de banco na região central de São Paulo nesta sexta-feira (7) após o fim do greve (Foto: Nelson Antoine/FRAMEPHOTO/Estadão Conteúdo)

Funcionária limpa fachada de banco na região central de São Paulo nesta sexta-feira (7) após o fim do greve (Foto: Nelson Antoine/FRAMEPHOTO/Estadão Conteúdo)

Proposta dos bancos
A terceira oferta apresentada pela Fenaban na noite de quarta-feira foi de reajuste de 8% em 2016 e abono de R$ 3.500. A proposta também inclui aumento de 10% no vale refeição e no auxílio-creche-babá e de 15% no vale alimentação. Os bancos também se comprometeram a garantir aumento real de 1% em todos os salários e demais verbas.

O acordo proposto pelos bancos tem validade de dois anos. Para 2017, os salários serão reajustados pela inflação (INPC/IBGE), mais 1% de aumento real.

Negociações
Os bancários pediam a reposição da inflação do período mais 5% de aumento real (totalizando 14,78% de reajuste), valorização do piso salarial – no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 3.940,24 em junho) e PLR de três salários mais R$ 8.317,90.

Antes do início da greve, no dia 29 de agosto, os bancos propuseram reajuste de 6,5%. Novas propostas foram apresentadas nos dias 9 e 28 de setembro, de reajuste de 7%. Todas foram rejeitadas pelos bancários, que decidiram manter a greve por tempo indeterminado.

Impacto nos serviços
A greve afetou os serviços bancários em todo o país, pois algumas situações não podiam ser resolvidas em canais de autoatendimento e outros meios alternativos.

Na quarta-feira (5), 13.123 agências e 43 centros administrativos ficaram fechados segundo a Contraf, o correspondente a 55% dos locais de trabalho em todo o país. O dia em que foi registrado o maior número de agências fechadas foi 27 de setembro, quando 13.449 fecharam as portas.

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