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Suspeita de exploração sexual de adolescente é indiciada por outro crime

 

A mulher de 38 anos é suspeita de participar do assassinato do delegado Guerino Solfa Neto no mês passado

Uma moradora de Ipiguá (SP) de 38 anos, suspeita de obrigar uma adolescente de 13 anos a se prostituir, pode estar envolvida em outro crime: a morte do chefe do setor de inteligência da polícia civil de São José do Rio Preto, Guerino Solfa Neto. O crime aconteceu há um mês.

Segundo a adolescente, era a mulher quem marcava os encontros com moradores de Ipiguá, entre eles dois políticos, um médico, um advogado e um funcionário público. O caso de exploração sexual veio à tona depois que a menor pediu ajuda a uma conhecida, que levou a história ao Conselho Tutelar. Um inquérito foi aberto pela Polícia Civil para apurar o crime.

De acordo com o delegado José Augusto Fernandes, que investiga os dois casos (o aliciamento da menor e a morte de Solfa Neto), a ligação entre a mulher e o assassinato do delegado surgiu a partir do depoimento de uma testemunha que teria visto a suspeita em um veículo, com os outros três acusados, na hora do crime. Entre os três h omens presos até agora está o namorado dela, Abner Calixto, que teria atirado no delegado.

A mulher foi indiciada como coautora do latrocínio. A Justiça ainda vai decidir se pede ou não a prisão preventiva dela. Os outros três suspeitos do crime já estão presos.

DRAMA

O drama da adolescente de 13 anos começou em janeiro, quando ela foi expulsa de casa pela mãe, usuária de drogas, e foi morar com o namorado. O relacionamento terminou, mas ela continuou na casa da família do rapaz. Foi quando a mãe dele, que já fazia programas, teria obrigado a menina a se prostituir para pagar pela moradia e pela comida. Ela também teria fornecido cocaína para a menor usar antes de cada encontro. Os programas custavam entre R$ 50 e R$ 200.

A adolescente teria sido abusada sexualmente durante quatro meses, até que soube do envolvimento do namorado da aliciadora, Abner Calixto, com a morte de Guerino Solfa Neto, vítima de latrocínio (roubo seguido de morte). Segundo as investigações, os bandidos teriam matado o delegado para roubar a caminhonete dele.

Com medo, a adolescente contou toda a história para uma conhecida, que procurou o Conselho Tutelar de Ipiguá. Um inquérito policial foi aberto e, segundo o delegado, as investigações devem avançar muito com a quebra do sigilo telefônico do celular da aliciadora. Por enquanto, a mulher está em liberdade e a menor foi levada para um abrigo. O local não foi revelado para evitar que ela sofra ameaças.

Patrícia Machado, especial para o RegionalPress

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