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Levantamento revela que adolescentes homens e brancos são maioria dos desaparecidos

Estudo inédito mostra ainda que conflitos familiares são principal causa

O Ministério Público do Estado de São Paulo, por meio do Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos (PLID), apresentou um banco de dados inédito sobre desaparecimento de pessoas no estado.

O levantamento revela que a maioria das pessoas desaparecidas é do sexo masculino (57,44%), de cor branca (51,11%), e na faixa entre 12 a 17 anos de idade (32,77%). Mostra, ainda, que o motivo principal pelo qual as pessoas abandonam suas casas são conflitos familiares (42,86%). O uso e dependência de drogas são responsáveis por 14,29% dos desaparecimentos.

Os PLIDs de São Paulo e do Rio de Janeiro formam o primeiro banco de dados temáticos de desaparecidos, formado não somente pelos Boletins de Ocorrências (BOs), mas por itens como causa, idade, gênero, cor da pele, motivo do desaparecimento etc.

O banco de dados do PLID do MP-SP começou a ser formado em janeiro de 2013. Em 2015, o PLID de São Paulo obteve da Secretaria da Segurança Pública os dados oficiais de todos os boletins de ocorrência registrados no Estado e, a partir daí, foi possível o mapeamento.

O levantamento também aponta que, dentre os corpos não reclamados e enterrados sem identificação no estado, a maioria é de homens (90,72%) e apenas 9,28% são de mulheres. Em 2014 foram 447 corpos não reclamados e enterrados sem identificação, número que subiu pra 661 em 2015.

De acordo com a Coordenadora do PLID São Paulo, Promotora de Justiça Eliana Vendramini, “a investigação do desaparecimento de crianças e adolescentes continua sendo a principal preocupação, dado que adolescentes são vulneráveis e têm proteção constitucional”.

A Promotora também ressalta que a “Constituição Federal expressa o princípio da proteção integral da criança e do adolescente. É um problema de todos nós, a atenção prioritária à criança e ao adolescente, de forma que sociedade e Estado, por seus poderes e funções essenciais à Justiça, zelem igualmente pelo adolescente”.

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