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LITERATURA

Escritora de Araçatuba lança livro ‘Enterrando Gatos’ com contos que misturam a estranheza e o cotidiano

Obra, publicada pela Editora Patuá, de São Paulo, é o primeiro trabalholiterário de ficção da autora

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Uma garota que pratica furtos para acariciar objetos e depois destroçá-los assiste ao caos gerado como consequência do próprio vício. Duas crianças cruzam sozinhas uma cidade, pela primeira vez, para resgatar um cachorro de estimação. Uma mãe digere a intenção de abandonar o filho em um parque de diversões, farta de enterrar animais que acredita terem sido mortos por ele.

Esses são alguns dos protagonistas dos sete contos que compõem o livro “Enterrando Gatos”. A obra, prestes a ser publicada e distribuída pela Editora Patuá, um dos principais selos independentes de São Paulo, é a estreia na literatura da escritora e jornalista araçatubense Rafaela
Tavares Kawasaki.

O livro será lançado em 23 de março, às 19h, em São Paulo. O local do evento será o Patuscada – Livraria, Bar e Café, espaço da própria editora, localizado na rua Luís Murat, Pinheiros. Haverá também um lançamento, previsto para a primeira quinzena de abril, em um espaço cultural de Araçatuba.

CONSTRUÇÃO

Escrito em um estilo que mistura o impressionismo, a estranheza e elementos do cotidiano, os contos de “Enterrando Gatos” começaram a ser compostos entre final de 2017 e meados de 2018, ganhando reescrituras em 2019.

Segundo a autora, enquanto as narrativas expõem, em primeiro plano, os conflitos internos e externos dos personagens, fora da superfície elas refletem os maniqueísmos, a tendência à histeria coletiva e ao linchamento, a empatia seletiva e o incômodo causado pelas imposições de padrões de
comportamento que caracterizam a sociedade atual.

“Eu queria contar histórias, sempre tive essa ânsia. Mas a ficção raramente se limita a relatos puros, ela é infiltrada pelo seu contexto histórico e o nosso é marcado pela passividade diante do absurdo, e explosões de violência. Os contos têm um pouco disso.”

As protagonistas são, em grande parte, mulheres. De acordo com Rafaela, elas surgiram de forma quase orgânica. A realidade do gênero feminino é plural, porém, é perspectiva com a qual a autora está mais familiarizada.

Por outro lado, ela relata sentir uma urgência em dar voz a mulheres ao escrever, criar personagens femininas com camadas nem sempre agradáveis, porém, que fazem parte da construção de uma psicologia complexa.

Há escritoras cultuadas pelo público e crítica como contistas e romancistas na literatura ocidental dos séculos 20 e 21 que narram uma realidade feminina, como Lygia Fagundes Telles, Clarice Lispector, Alice Munro, Elena Ferrante, Chimamanda Ngozi Adichie e Joyce Carol Oates.

“Contudo, é muito mais comum, quando temos contato com literatura clássica, lermos autores homens e estudarmos personagens mulheres idealizadas sob a ótica deles. Acredito que ler mulheres falando sobre mulheres ajuda os leitores a nos enxergar com seres mais múltiplos e menos estereótipos.”

Parte dos personagens inclui também crianças, fazendo emergir relatos de perda de inocência nas histórias. A ambientação de uma parcela dos contos é o Brasil atual, porém outros deles se passam em décadas anteriores, como os anos 1980, 1990 e 1950.

CONTOS

O primeiro conto, “*Porcelana*”, acompanha uma menina que se apoia em furtos e na destruição de pequenos objetos como válvula de escape para os próprios desprazeres. Já o segundo, “Bolinha”, mostra o dia de dois irmãos que saem de casa sozinhos para buscar um cachorro perdido.

Em “*Enterrando Gatos*”, conto que dá nome ao livro, uma mãe oscila entre a vontade de proteger e a de abandonar um filho ainda criança, que a perturba com o hábito de levar gatos mortos para casa.

O conto “*Enjoy the Silence*” é protagonizado por um casal de recém-casados que vivem uma crescente de ódio por um vizinho que os impede de dormir. Um menino saboreia a animosidade em relação ao namorado da mãe em uma viagem em “*A madrugada ainda tem cinco horas*”.

Uma mulher revolta a vizinhança ao se negar a sepultar o marido em “*Frutas Estragadas*”.

O último conto, “*Poesia de Rodoviária”, *tem como ponto de vista o de um atendente de rodoviária que presencia a ascensão e queda de uma moradora de rua ao se tornar uma
celebridade local.

AUTORA

Hoje com 31 anos, Rafaela trabalha com a escrita desde 2011, quando começou a estagiar no jornal Folha da Região. A escritora nasceu em Araçatuba em 1987. Cresceu no Japão, onde passou 12 anos e habitou diferentes regiões do arquipélago. É formada em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pelo Centro Universitário Toledo, na mesma cidade.

Ainda na condição de estudante, foi finalista do “Prêmio Santander Jovem Jornalista”, realizado pelo jornal O Estado de S. Paulo, em 2014. Atualmente trabalha como assessora de imprensa no Centro Universitário Toledo.

Ela recorda que aos sete anos gostava de escrever pequenos contos infantis, que registrava um caderno pequeno de capa vermelha. Resolveu voltar à prática na adolescência, quando se apaixonou pela literatura como leitora e se arriscava a redigir narrativas fictícias, porém tinha o costume de esconder ou até descartar os textos que escrevia.

Trabalhar como jornalista e escrever diariamente, mesmo que em uma linguagem técnica e com relatos de não-ficção, além de ser uma atividade profissional, serviu de laboratório para a literatura e para encorajá-la a publicar os próprios contos.

EDITORA

A Editora Patuá – Livros são amuletos – é uma alternativa no mercado editorial: com o objetivo principal de publicar bons autores que ainda não encontraram espaço nas grandes editoras, mas que também não desejam pagar pela edição da própria obra. Seu objetivo é apresentar ao público livros com excelente qualidade gráfica e, sobretudo, literária.

A editora iniciou as atividades em fevereiro de 2011 e, após oito anos de muito trabalho e mais de 800 títulos publicados, estabeleceu-se como uma das principais editoras independentes do país, conquistando duas vezes o Prêmio São Paulo de Literatura, três vezes o Prêmio Jabuti, o Prêmio
Açorianos e deixando autores e autoras finalistas e semifinalistas dos principais prêmios literários do país, incluindo os Prêmios São Paulo de Literatura, Prêmio Rio, Prêmio Jabuti.

SERVIÇO

O livro “Enterrando Gatos” será lançado em 23 de março, no Patuscada – Livraria, Bar e Café, localizado na rua Luís Murat, 40, Pinheiros, São Paulo.

A obra pode ser comprada nos sites:

https://editorapatua.minhalojanouol.com.br/ e http://www.amazon.com

Link direto:

https://editorapatua.minhalojanouol.com.br/produto/74558/enterrando-gatos-de-rafaela-tavares-kawasaki?fbclid=IwAR1lOARjhKtZQoaZ_KmS2_JCG6pYdNpp3clTbw6enqTMS10qWLoCngRzUYc

Redes sociais da editora: 

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https://www.instagram.com/editorapatua/

https://twitter.com/editorapatua

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Fonte: Assessoria de Imprensa
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DOMINGÃO

Faustão dispara contra Bolsonaro: “Se não tem competência que peça demissão“

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© Reprodução / TV Globo

Neste domingo (24), o programa do Faustão comemorou os 30 anos da atração na Globo. Em clima de festa, o programa contou com a presença de alguns convidados ilustres, como Ana Maria Braga e Marcello Novaes. Conhecido por sempre falar o que pensa, o apresentador acabou soltando mais uma de suas declarações polêmicas ao mandar aquela indireta com endereço marcado para o presidente da república, Jair Bolsonaro.

Durante bate-papo com os convidados, em umas das suas muitas falas sobre política, ele virou para a câmera e mandou na lata: “Se não tem competência que peça demissão“, disparou ao comentar sobre a forma em que o país está sendo conduzido.

Nas redes sociais, os internautas pegaram a indireta e uns concordaram com o apresentador da emissora carioca, já outros, não gostaram nada e passaram a criticar a postura de Faustão e também da Globo.

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História

Barco descrito por Heródoto há 2,5 mil anos é encontrado afundado no Nilo

É a primeira evidência de que o veículo mencionado pelo historiador grego durante uma viagem ao Egito existiu de fato.

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(Christoph Gerigk/Franck Goddio/Hilti Foundation/Reprodução)

Em Histórias, como foi intitulada a coletânea das obras do historiador grego Heródoto, ele usa 23 linhas descrevendo um tipo estranho de navio à vela que encontrou no Egito. Era algo que jamais tinha avistado em suas andanças, ainda que os gregos fossem referência em assuntos náuticos – e mesmo ele próprio tendo perambulado bastante pelo mundo antigo.

Como se assistisse à cena a beira do Nilo, Heródoto nota que os trabalhadores egípcios encarregados da construção do veículo “cortam tábuas de dois côvados [medida equivalente a cerca de 100 centímetros] e as organizam como tijolos. Depois, inserem as tábuas em dois pedaços de madeira longos e resistentes, e colocam vigas sobre eles.”

“Eles remendam o interior com papiros. Há um leme passando por um buraco na quilha [peça de madeira que liga a popa à proa]. O mastro é de acácia, e as velas, de papiro.”

Alguns historiadores acreditavam que o relato acima, registrado entre 450 a.C e 430 a.C, definisse perfeitamente o veículo conhecido pelos egípcios como “baris”. O problema é que a existência do barco em questão nunca havia sido confirmada: nenhuma evidência arqueológica seguia os moldes descritos pelo velho Heródoto, o que fazia com que a história não tivesse muito crédito. Isso acaba de mudar.

O primeiro baris catalogado da história, batizado pelos pesquisadores pelo nome “barco 17”, foi encontrado durante escavações na cidade portuária de Thonis-Heracleion, no Egito. Localizada a 32 km de Alexandria, a cidade foi um ponto comercial importante no período faraônico.

Hoje, porém, se encontra submersa – e virou uma espécie de cemitério de barcos egípcios antigos. Desde que foi descoberta por arqueólogos, no ano 2000, rendeu mais de 70 navios naufragados, construídos entre os séculos 8 e 2 a.C.

Estima-se que o mais ilustre deles, o baris, tenha sido encontrado com 70% do casco da embarcação bem preservado. Ele tinha originalmente cerca de 28 metros de tamanho – bem maior do que o descrito em Histórias.

Além disso, contava com “espigas” (encaixes entre duas peças de maneira que funcionam como peças de LEGO) menores e nenhuma armação que servia de reforço para o casco – ao contrário do relato do historiador grego, que falava em espigas de madeira grandes e vários reforços na estrutura do barco. Tais imprecisões, porém, não indicam que Heródoto fez uma descrição imprecisa. Pelo contrário.

“Heródoto descreve os barcos como tendo grandes ‘costelas’ internas. Ninguém sabia de fato o que aquilo significava. Essa estrutura nunca havia sido vista em algum achado arqueológico antes. Então descobrimos essa forma de construção no tal barco, e era exatamente como Heródoto disse que era”, disse Damian Robinson, em entrevista ao jornal The Guardian.

Segundo Robinson, é provável que o barco tenha sido construído no século 6 a.C e “reusado como uma espécie de balsa, após ser aposentado como barco”, transportando bens entre diferentes armazéns espalhados ao longo do Rio Nilo.

Alexander Belov, autor do livro Barco 17: um baris de Thonis-Heracleion, que foi publicado neste mês, sugere que a embarcação em questão poderia inclusive ter sido feita no estaleiro que o grego visitou – de tão parecida com a descrição feita por Heródoto.

Resumo da ópera? Não fique chateado quando alguém duvidar de uma história sua, leitor. Mais dia menos dia, ela pode se provar verdadeira e entrar para os anais da história. Se isso acontecer em menos de 2,5 mil anos, um tanto melhor, é claro.

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CIÊNCIA

Viaje para o centro da Via Láctea com esta nova ferramenta da Nasa

Dados do poderoso telescópio espacial Chandra e simulações de um supercomputador criaram um filme 360º que mostra como é estar no coração da galáxia.

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(NASA/CXC/Pontifical Catholic Univ. of Chile /C.Russell et al./YouTube)

Agora essa Nasa foi longe demais: ela acaba de divulgar um vídeo de ultradefinição que simula como é a vista a partir do buraco negro supermassivo que fica no centro da Via Láctea.

Através da combinação de simulações feitas por um supercomputador do Centro de Pesquisa Ames, na Califórnia, e dados coletados pelo observatório espacial Chandra de raios X, a agência espacial americana produziu um filme imersivo 360º – feito para te levar em uma viagem até o Sagitário A* — o pulsante coração escuro e faminto da nossa galáxia.

Se você sempre quis saber qual é a sensação de estar na beirada de um buraco negro e contemplar o dinamismo universal em todo seu esplendor, essa é a sua melhor chance. Principalmente se tiver um óculos de realidade virtual como o Samsung Gear ou o Google Cardboard, que você mesmo pode montar de graça.

As coisas se tornam meio doidas perto de um buraco negro. Se ele tivesse olhos e consciência, certamente não bateria bem depois de passar bilhões de anos imerso em um verdadeiro caleidoscópio cósmico. Na simulação, vemos uma porção de gás emissor de raios X mover-se devagar à distância, mas conforme vai se aproximando do centro da galáxia, ganha velocidade e rodopia ao redor do espectador enquanto começa a ser abocanhada pelo Sagitário A*. É o apetite de quem tem 4 milhões de vezes a massa do Sol.

A nova visualização mostra de um jeito glorioso e até meio psicodélico o que acontece quando partículas carregadas emitidas por estrelas gigantes e massivas interagem entre si e são engolidas pelo bicho papão. Boa parte dessa ventania estelar acaba virando um banquete para o esfomeado Sagitário A*. Quando esses ventos colidem, o material todo se junta em grandes aglomerados que, no vídeo, podem ser vistos fluindo organicamente para lá e para cá. Gases menos densos também aparecem sendo tragados pelo buraco negro.

Para absorver melhor tudo o que essa experiência da Nasa tem a oferecer, é importante prestar atenção nas cores. Cada tonalidade representa gases em condições diferentes, que emitem radiação em regiões distintas do espectro da luz.

Azul e ciano são usados para caracterizar emissões de raios X liberadas por gás quente, cujas temperaturas podem chegar a dezenas de milhões de graus; já o vermelho é a cor atrelada ao ultravioleta, emanado de regiões menos densas de gases menos quentes, com temperatura na casa de dezenas de milhares de graus; e, por fim, temos o amarelo, que mostra os gases mais frios e com as maiores densidades.

Colisões de aglomerados de gás resultam em aquecimento e em um flash de raios X, que se dissipam rapidamente à medida que o material gasoso esfria. Explosões de gases próximos ao buraco negro podem se chocar com o material que escapa das estrelas massivas através dos ventos — e então, mais uma vez, observa-se o cintilar dos raios X.

Se você não tem óculos VR, o aplicativo do YouTube para smartphones transmite um pouco da imersão em 360º, fazendo com que porções diferentes do vídeo sejam reveladas ao movimentar o aparelho. A maioria dos navegadores de computador também permitem clicar e arrastar o vídeo. Então já está mais do que na hora: aperte o play e boa viagem!

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Experimento

Nasce 1º macaco gerado com tecido de testículo: tratar infertilidade

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Foto: Oregon National Primate Reserch Center of the Oregon Heath and Science University

Grady é o nome do primeiro macaco que acaba de nascer, graças a uma técnica que utiliza tecido congelado de testículo. Os médicos do Centro Nacional de Pesquisa de Primatas do Oregon, nos Estados Unidos, desenvolveram o experimento publicado na revista Science.

Os pesquisadores explicam que o caso pode se tornar uma esperança para homens com problemas de fertilidade.

No experimento, foram utilizados tecidos congelados de macacos castrados com a técnica chamada de criopreservação, processo de congelamento de células ou tecidos.

Os médicos então inseminaram um óvulo injetando um único espermatozoide.

A expectativa da comunidade médica é poder aplicar o experimento com macacos em homens com problemas de fertilidade e meninos com câncer que, após o tratamento, costumam ficar inférteis.

Segundo a revista Newsweek, até o momento, a opção de congelar esperma e óvulos funciona apenas entre adultos. Por isso, o tratamento de usar tecido congelado pode mudar a realidade de meninos mais jovens.

Experimento

Ao todo, 138 ovos foram fertilizados via injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI).

Desse total, onze ovos foram colocados em seis fêmeas macacas e, em dezembro de 2017, uma delas estava grávida, dando luz ao macaquinho Grady em abril de 2018.

Grady foi gerado com tecido de testículo e, segundo os pesquisadores, cresce saudável.

“Monitoramos continuamente a saúde, as interações sociais e as atividades lúdicas de Grady. Seu desenvolvimento é semelhante a outros macacos da mesma idade ”, disse o autor do estudo, Kyle Orwig, da Escola de Medicina da Universidade de Pittsburgh, em entrevista à Newsweek. “Queremos mostrar que a mesma abordagem funcionará com tecidos humanos.”

Apesar de o macaco apresentar sinais saudáveis, ainda há um longo caminho até esse tratamento ser usado em humanos. “Existem inúmeras ressalvas biológicas e experimentais que tornam as discussões sobre as perspectivas de utilidade clínica muito precoces”, disse Lynne Elmore, diretora científica da Translational Cancer Research na American Cancer Society.

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