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História

Barco descrito por Heródoto há 2,5 mil anos é encontrado afundado no Nilo

É a primeira evidência de que o veículo mencionado pelo historiador grego durante uma viagem ao Egito existiu de fato.

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(Christoph Gerigk/Franck Goddio/Hilti Foundation/Reprodução)


Em Histórias, como foi intitulada a coletânea das obras do historiador grego Heródoto, ele usa 23 linhas descrevendo um tipo estranho de navio à vela que encontrou no Egito. Era algo que jamais tinha avistado em suas andanças, ainda que os gregos fossem referência em assuntos náuticos – e mesmo ele próprio tendo perambulado bastante pelo mundo antigo.

Como se assistisse à cena a beira do Nilo, Heródoto nota que os trabalhadores egípcios encarregados da construção do veículo “cortam tábuas de dois côvados [medida equivalente a cerca de 100 centímetros] e as organizam como tijolos. Depois, inserem as tábuas em dois pedaços de madeira longos e resistentes, e colocam vigas sobre eles.”

“Eles remendam o interior com papiros. Há um leme passando por um buraco na quilha [peça de madeira que liga a popa à proa]. O mastro é de acácia, e as velas, de papiro.”

Alguns historiadores acreditavam que o relato acima, registrado entre 450 a.C e 430 a.C, definisse perfeitamente o veículo conhecido pelos egípcios como “baris”. O problema é que a existência do barco em questão nunca havia sido confirmada: nenhuma evidência arqueológica seguia os moldes descritos pelo velho Heródoto, o que fazia com que a história não tivesse muito crédito. Isso acaba de mudar.

O primeiro baris catalogado da história, batizado pelos pesquisadores pelo nome “barco 17”, foi encontrado durante escavações na cidade portuária de Thonis-Heracleion, no Egito. Localizada a 32 km de Alexandria, a cidade foi um ponto comercial importante no período faraônico.

Hoje, porém, se encontra submersa – e virou uma espécie de cemitério de barcos egípcios antigos. Desde que foi descoberta por arqueólogos, no ano 2000, rendeu mais de 70 navios naufragados, construídos entre os séculos 8 e 2 a.C.

Estima-se que o mais ilustre deles, o baris, tenha sido encontrado com 70% do casco da embarcação bem preservado. Ele tinha originalmente cerca de 28 metros de tamanho – bem maior do que o descrito em Histórias.

Além disso, contava com “espigas” (encaixes entre duas peças de maneira que funcionam como peças de LEGO) menores e nenhuma armação que servia de reforço para o casco – ao contrário do relato do historiador grego, que falava em espigas de madeira grandes e vários reforços na estrutura do barco. Tais imprecisões, porém, não indicam que Heródoto fez uma descrição imprecisa. Pelo contrário.

“Heródoto descreve os barcos como tendo grandes ‘costelas’ internas. Ninguém sabia de fato o que aquilo significava. Essa estrutura nunca havia sido vista em algum achado arqueológico antes. Então descobrimos essa forma de construção no tal barco, e era exatamente como Heródoto disse que era”, disse Damian Robinson, em entrevista ao jornal The Guardian.

Segundo Robinson, é provável que o barco tenha sido construído no século 6 a.C e “reusado como uma espécie de balsa, após ser aposentado como barco”, transportando bens entre diferentes armazéns espalhados ao longo do Rio Nilo.

Alexander Belov, autor do livro Barco 17: um baris de Thonis-Heracleion, que foi publicado neste mês, sugere que a embarcação em questão poderia inclusive ter sido feita no estaleiro que o grego visitou – de tão parecida com a descrição feita por Heródoto.

Resumo da ópera? Não fique chateado quando alguém duvidar de uma história sua, leitor. Mais dia menos dia, ela pode se provar verdadeira e entrar para os anais da história. Se isso acontecer em menos de 2,5 mil anos, um tanto melhor, é claro.

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Parar de fumar é tarefa difícil e muitas vezes exige ajuda

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Quem quer parar de fumar geralmente enfrenta muitos desafios. Nem sempre tentar sozinho é uma tarefa fácil, por isso, muitas vezes é importante procurar ajuda médica.

De acordo com a psicóloga e especialista no assunto Ivone Charran, aproximadamente 5% dos fumantes conseguem abandonar o cigarro sozinhos, sem tratamento ou acompanhamento médico. “O restante, ou 95%, precisam de ajuda especializada”, afirma.

O consumo de tabaco só traz prejuízos à saúde. Entre os inúmeros malefícios para os fumantes, está o aumento significativo das chances de morte por acidente vascular cerebral, doenças respiratórias e odontológicas.

Segundo dados do Incor, a cada ano 6 milhões de pessoas morrem em todo o mundo por doenças atribuídas ao cigarro. No Brasil, cerca de 130 mil pessoas morrem todos os anos vítimas de doenças relacionadas ao fumo, o que representa 13% do total de óbitos do país.

“O tabaco mata mais que todas as outras drogas juntas”, garante o psiquiatra Montezuma Pimenta Ferreira, do Ambulatório de Tabagismo do Hospital das Clínicas de São Paulo. “Sem contar, é claro, que muitas vezes essa dependência anda de mãos dadas com outras, como alcoolismo e o vício em outras drogas”, completa.

Para ajudar a parar com o vício e evitar recaídas, trocar o cigarro por algo que dê prazer, como as atividades físicas, pode ajudar. Elas são capazes de melhorar a qualidade de vida e atuam como uma válvula de escape.

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BAURU

Vira-lata que ficou famoso depois de destruir quarto da dona ganha charge na web

Internautas compartilham nas redes sociais desenhos divertidos do cão "Chico", de oito meses, que mora em Bauru (SP). Vídeo da dona mostrando quarto como ‘cenário de guerra’ teve milhares de visualizações.

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A história do vira-lata de oito meses que ficou famoso na internet nesta quinta-feira (18) depois de destruir o quarto da dona, em Bauru (SP), vem fazendo a alegria dos internautas que começaram a compartilhar charges do animal.

Numa delas, o cartunista e ilustrador Guilherme Bandeira, de São Paulo, desenhou o cãozinho em uma conversa com um “diabinho”, que seria o mentor da ação do animal de destruir o quarto da dona, mordendo o colchão, a cama e até o controle da televisão. Na charge, o diabinho diz que Chico teria “exagerado” na destruição.

A dona conta que no dia da destruição foi ao cinema e duas horas depois voltou para casa e encontrou o Chico deitado no colchão destruído. O outro cachorro, o Luke, não aparece no vídeo, mas estava embaixo da cama.

Apesar de ter falado que iria se livrar dele, a dona afirma que foi apenas uma brincadeira e que está acostumada a ter a casa revirada pelo pet. “Adotei cachorro e cresceu dinossauro”, diverte-se a dona de Chico.

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MÚSICA

Festival Pandemia reúne bandas de rock neste sábado na praça João Pessoa

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A banda Tormenta Metal traz em seu repertório o thrash metal com letras em português e tom questionador - Fotos: Divulgação

O Sesc Birigui realiza, neste sábado (20), mais uma edição do Pandemia Rock, festival que reúne bandas que tocam este gênero musical. Será na praça João Pessoa, em Araçatuba, das 18h às 22h.

O grupo araçatubense Pepper Stone, formado por Viviane Nukamoto, Beatriz Freitas e Juliana Romão, vem se destacando no cenário musical por ser a única banda a ter somente mulheres em Araçatuba e região

A primeira banda a se apresentar é a araçatubense Pepper Stone, com clássicos do rock and roll, levando ao público sucessos de Joan Jett, Janis Joplin, Bon Jovi, Led Zeppelin, AC/DC, Metallica, The Camberries, The Police, Creedence e Beatles.

O grupo vem se destacando no cenário musical sendo a única banda a ter somente mulheres em Araçatuba e região.

Já a banda Gagged, que vem ganhando espaço no circuito independente, aposta no estilo hardcore dos anos 1990.  O show traz o lançamento do segundo álbum “Sobre Nós”, com músicas como “Cidade Sem Lugar” e “Teu Olhar”.

A banda Gagged aposta no estilo hardcore dos anos 1990 e traz músicas de seu segundo álbum, “Sobre Nós”

O festival conta ainda com a participação da banda “Tormenta Metal”, que traz em seu repertório thrash metal com letras em português e tom questionador. A banda promete um clima hardcore carregado de energia.

Os shows não são recomendados para menores para menores de 16 anos.

SERVIÇO

Festival Pandemia Rock

Neste sábado (20), às 18h

Praça João Pessoa, Araçatuba

 

 

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