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Após denúncia do MPF, banqueiro de Araçatuba torna-se réu por dívida de R$ 617 milhões com a Receita

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Denunciado pelo Ministério Público Federal, o banqueiro José João Abdalla Filho, conhecido como Juca Abdalla, tornou-se réu em mais uma ação penal por sonegação tributária. Desta vez, ele responderá pelo crime após acumular dívida de R$ 617 milhões com a Receita Federal referente a impostos que deixaram de ser pagos entre 2006 e 2008. As irregularidades foram cometidas na gestão da Central de Imóveis e Construções, companhia que o empresário comandava à época em Araçatuba (SP).

Abdalla é dono também do Banco Clássico, no qual mantinha uma conta por onde passou parte dos recursos não declarados. A partir dessas transações, as autoridades fiscais analisaram a contabilidade da empresa imobiliária e constataram que mais de R$ 480 milhões em receitas haviam sido omitidos dos livros diários no período. A manobra viabilizou a sonegação de uma série de tributos que incidiria sobre esse montante, entre eles o Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e parcelas do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).

Além dos impostos em atraso, a dívida consolidada de R$ 617 milhões com a Receita inclui a aplicação de juros e multas. Durante as investigações, embora tenha negado a prática de sonegação, Abdalla não justificou a ausência dos registros na contabilidade da Central de Imóveis e Construções nem apresentou documentos que demonstrassem a regularidade do faturamento da empresa.

Esta não é a primeira ação penal que o MPF propôs contra Abdalla por sonegação de tributos. Ele já é réu em um processo criminal que tramita na Justiça Federal em Americana (SP) por omitir das autoridades fiscais mais de R$ 3 milhões recebidos em 2010 e 2011 pela Jupem Participações e Empreendimentos, empresa da qual é diretor-presidente. O dinheiro seria oriundo do arrendamento de imóveis rurais da companhia a uma usina de açúcar da região. (Assessoria de Comunicação Procuradoria da República no Estado de S. Paulo)

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Emprego com carteira assinada cresce 40% na região de Araçatuba

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A região administrativa de Araçatuba gerou 1.407 empregos com carteira assinada no mês de fevereiro, número 40% maior do que o registrado em janeiro, quando foram abertos 1.005 postos de trabalho, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia.

O levantamento é feito em 14 municípios da região com mais de 10 mil habitantes. Dentre estes, Birigui voltou a se destacar, com 405 empregos. Foram contratados 1.390 trabalhadores e 985 dispensados, gerando o saldo positivo. O setor que mais empregou foi a indústria de transformação e o de serviços.

É o segundo mês consecutivo que Birigui é destaque no emprego formal. Em janeiro, foram contratados 454 trabalhadores com carteira assinada. No ano, o saldo positivo do município é de 859 empregos.

Guararapes, com a geração de 236 vagas em fevereiro, está em segundo lugar no ranking do emprego com carteira assinada. Em janeiro, o município já tinha aberto 68 vagas.

Em terceiro lugar está Andradina, com 211 novas oportunidades em fevereiro, após registrar 67 demissões em janeiro.

Araçatuba aparece na quarta posição, com 190 empregos formais em fevereiro. No mês anterior, foram fechadas 14 vagas na cidade.

ANÁLISE

Para o economista e professor Marco Aurélio Barbosa, da Fundação Educacional Araçatuba (FEA), o resultado traz expectativas positivas e correspondem aos resultados do Caged nacional. Em todo o Brasil, foram gerados 173 mil empregos, segundo o Ministério da Economia.

“Apesar do baixo crescimento da economia brasileira, o mercado de trabalho aos poucos dá sinais de retomada. Porém, avaliação da tendência será verificada ao longo do primeiro semestre”, afirmou Barbosa.

Os demais municípios que tiveram desempenho positivo na geração de empregos com carteira assinada foram Valparaíso, com 161 vagas; Ilha Solteira (63), Castilho (61), Mirandópolis (38), Buritama (25); Auriflama (21) e Avanhandava (19).

De outro lado, tiveram desempenho negativo os municípios de Penápolis (-3); Pereira Barreto (-7) e General Salgado (-13).

 

DESEMPENHO DO EMPREGO FORMAL EM FEVEREIRO NA REGIÃO:

BIRIGUI: 405

GUARARAPES: 236

ANDRADINA: 211

ARAÇATUBA: 190

VALPARAÍSO: 161

ILHA SOLTEIRA: 63

CASTILHO: 61

MIRANDÓPOLIS: 38

BURITAMA: 25

AURIFLAMA: 21

AVANHANDAVA: 19

PENÁPOLIS: -3

PEREIRA BARRETO: -7

GENERAL SALGADO: -13

Fonte: Ministério da Economia

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Três idosas são picadas por escorpião no fim de semana em Araçatuba

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Três pessoas foram vítimas de acidentes com escorpião em Araçatuba no fim de semana e tiveram de ser atendidas pela Unidade de Urgência e Emergência da Santa Casa de Araçatuba. As pacientes são idosas com idades entre 69 e 81 anos e já receberam alta médica.

Com os novos casos, chegam a 227 o número de pessoas picadas pelo aracnídeo no município em 2019, o que equivale a uma média de 2,7 acidentes por dia no ano.

O primeiro caso foi registrado na sexta-feira (22). A paciente é uma senhora de 80 anos, residente no Umuarama. Ela foi medicada e liberada.

Os outros dois casos ocorreram no sábado (23). Uma mulher de 69 anos, moradora no Claudionor Cinti, foi levada à Santa Casa após ser picada no pescoço enquanto tomava banho. O escorpião estava na bucha do banheiro. Ela já está em casa.

A outra paciente é uma idosa de 81 anos, residente no Bairro Castelo Branco, que também foi liberada após passar por atendimento no hospital.

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Birigui tem nova empresa de transporte coletivo a partir desta terça-feira

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A Theodoro Transportes vinha prestando serviços à Prefeitura de Birigui desde janeiro de 2014, em caráter "emergencial"

A partir desta terça-feira (26), a Auto Viação Suzano assume o transporte coletivo urbano de Birigui, em substituição à Theodoro Transporte, que atuava no município desde janeiro de 2014. O novo contrato foi assinado em caráter emergencial e tem vigência de até 180 dias.

A troca foi necessária, segundo a Prefeitura, porque a Theodoro informou que aumentaria o valor da tarifa de R$ 3,30 para R$ 3,60, reajuste de 9%, o que não foi aceito pela administração municipal.

Com a substituição, o valor da passagem permanece em R$ 3,30. A nova empresa vai funcionar com a mesma quantidade de ônibus e itinerários, conforme o município.

A Auto Viação Suzano irá aceitar, nesta terça-feira, os vales-transportes da antiga empresa. A Prefeitura de Birigui negocia para que a nova responsável pelo transporte público da cidade aceite os vales até o final do mês, segundo a secretária-adjunta de administração, Tânia Moreira.

A partir desta quarta-feira (27), a Auto Viação Suzano passará a atender no Terminal Urbano Rodoviário de Birigui.

A Theodoro Transportes assumiu o transporte público urbano de Birigui em janeiro de 2014, em caráter emergencial, ainda na gestão do ex-prefeito Pedro Bernabé.

Inicialmente, a viação prestaria serviços ao município durante até 180 dias, até a realização de uma licitação. A administração municipal, no entanto, não conseguiu finalizar o certame e, desde então, vinha assinando contratos emergenciais com a empresa.

Conforme a Prefeitura, uma nova licitação para a contratação de uma concessionária de transporte público está marcada para o dia 25 de abril.

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HISTÓRIA AMEAÇADA

Antiga estação ferroviária, na Avenida dos Araçás, será demolida

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A antiga estação ferroviária de embarque de passageiros, localizada na Avenida dos Araçás, em Araçatuba, será demolida. A informação foi confirmada pela Prefeitura ao Regional Press e à Band FM 96,9, na manhã desta segunda-feira (25). O município informou que está em estudo o que será feito na área e ainda não definiu a data em que o prédio será derrubado.

A decisão divide opiniões. De um lado, o município argumenta que a demolição irá proporcionar melhor urbanização da área e integração da zona sul com a zona norte. De outro, historiadora e arquiteto defendem que, embora não seja tombada como patrimônio histórico, a construção é antiga e faz parte da história da cidade.

A demolição da estação é um pleito antigo da loja de departamentos Havan, na Avenida dos Araçás. A empresa chegou a solicitar, na gestão municipal anterior, a destruição do prédio daquela que funcionava como plataforma de embarque de passageiros de trens, para que a loja tivesse maior visibilidade na região central da cidade.

Na época, porém, o Conselho Municipal de Políticas Culturais se posicionou contra e a iniciativa não avançou.

OBRA

A antiga estação foi construída em 1963. O projeto é do arquiteto Luís Soares Villaça, com obra realizada pela empresa Valter Ishida Eng. E Const. Ltda.

De estilo moderno, a construção trouxe uma inovação tecnológica, segundo o arquiteto Mauro Rico. “Sob o ponto de vista técnico-construtiva, a obra marcou uma época com sua laje em balanço, sem colunas, e um sistema modular, com a mesma peça de concreto ao longo de toda a plataforma”, detalhou.

Ele é contrário à demolição, porque o prédio, embora não seja tombado, marca um período de pujança econômica do município. “Aquilo funcionava a todo vapor. Duas locomotivas de passageiros que saíam de Araçatuba, todos os dias”, relembra o arquiteto araçatubense.

HISTÓRICA

Para a historiadora Ângela Liberatti, a antiga estação ferroviária é, sim, considerada um prédio histórico. “Se Araçatuba tem 110 anos, uma construção que tem 56 anos é considerada antiga”, argumentou. O município tinha 55 anos de fundação quando a obra foi inaugurada. Ela também é contrária à demolição.

“As construções estão ligadas a uma época, a um modo de viver a cidade”, argumentou. “Elas acabam constituindo a memória da cidade, a ligação do cidadão com a cidade”, complementou.

Ela reconhece que o prédio é mal aproveitado, mas está na memória das pessoas e, se for demolido, uma característica importante da cidade irá desaparecer.

Outro argumento da historiadora é que a estação é um símbolo da história de Araçatuba, que começa com a ferrovia. “Ela é a última memória da nossa origem, da nossa emergência como cidade”, destacou.

Ela afirma, ainda, que o município já perdeu a referência da expansão cafeeira, que marcou a história da cidade, e agora não pode perder a referência da ferrovia. “A memória do patrimônio deveria ser melhor trabalhada”, defendeu.

Ângela diz, também, que o município precisa de espaços e a estação poderia ser melhor aproveitada, sendo utilizada como salas para quem espera o ônibus, já que é próxima do terminal urbano, ou mesmo como uma repartição municipal.

“É uma construção sólida, bem feita, o prédio é fresco, não precisa nem de ar-condicionado”, argumentou. Ela disse ainda considerar a demolição um desperdício, pois o espaço teve um custo para ser construído, o município vai gastar para demolir a obra e ainda terá de custear o projeto do que será feito no local.

Na antiga estação, funciona parte do Departamento Municipal de Trânsito (Demtra) e um guichê da Transportes Urbanos Araçatuba, para venda de passes e carregamento do cartão da empresa.

CONSELHO

A arquiteta Marina Colaferro, titular da Câmara do Patrimônio Histórico e Cultural do Conselho Municipal de Políticas Culturais, disse que ainda não havia sido informada oficialmente sobre a demolição e que não poderia comentar o assunto.

 

 

PLATAFORMA DE EMBARQUE FOI INAUGURADA EM 1963 E É

CONSIDERADA A QUARTA ESTAÇÃO DE ARAÇATUBA

 

A antiga plataforma de embarque de passageiros, localizada na Avenida dos Araçás, é considerada a quarta estação ferroviária de Araçatuba e foi desativada em 1992, após a retirada dos trilhos da área central da cidade.

A chegada dos trilhos a Araçatuba se deu em dois de dezembro de 1908, data que se tornou oficial como aniversário de fundação da cidade.

A primeira estação da cidade, pertencente à Companhia de Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, funcionava em um vagão de madeira, com uma plataforma também de madeira, localizada na ponta dos trilhos, perto de onde é a Secretaria Municipal de Cultura. O local servia como ponto de apoio aos ferroviários.

A primeira estação da cidade funcionava em um vagão de madeira

Na década de 1912, a cidade ganhou uma estação de alvenaria, no mesmo local. Um terceiro edifício substituiu esta estação, também em alvenaria e maior, em 1925, já no local onde foi erguida a última estação, em 1963.

As informações constam do relatório final do projeto de iniciação científica da bolsista Camila Teixeira Gonçalves, da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

A última estação, que a Prefeitura pretende demolir, foi inaugurada em 31 de dezembro de 1963.

Uma reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, de 13 de maio de 1962, informa que a estação teria um total de 1.600 metros quadrados e deveria ser entregue em fevereiro de 1963, mas só o foi em dezembro daquele ano.

Com a retirada dos trilhos do centro da cidade, em 1992, a estação foi desativada e transferida para uma nova, Ferdinando Laboriaux, que hoje está praticamente abandonada. O transporte ferroviário de passageiros foi extinto três anos depois, por causa do baixo interesse no modal como meio de transporte.

 

 

 

 

 

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