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PEDIDO

Grupo de 33 conselheiros cobra expulsão de Del Nero do Palmeiras

O manifesto dos conselheiros pede providências para que o Palmeiras afaste Del Nero e evite o risco de problemas com possíveis punições no futebol

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© Getty Images


Um grupo de 33 conselheiros do Palmeiras enviou nesta quinta-feira novo pedido ao presidente do Conselho Deliberativo do clube, Seraphim del Grande, cobrando explicações sobre a situação do ex-presidente da CBF Marco Polo del Nero. A pressão pela expulsão do cartola ganhou força depois de reportagem do Estado revelar que há risco de a Fifa punir o clube com rebaixamento caso mantenha Del Nero no quadro de conselheiros. A correspondência também foi enviada ao presidente do Palmeiras, Mauricio Galiotte.

O manifesto dos conselheiros pede providências para que o Palmeiras afaste Del Nero e evite o risco de problemas com possíveis punições no futebol. Em abril do ano passado, logo depois de a Fifa anunciar o banimento do dirigente, o clube teve mobilização parecida, com a entrega do mesmo pedido para o presidente do Conselho Deliberativo. À época, 18 conselheiros assinavam o documento. Agora, o número subiu para 33, com conselheiros de várias correntes políticas da associação.

Del Grande disse que, apesar de a mobilização interna ter crescido, a postura do Palmeiras será de aguardar os recursos de Del Nero sobre a sua punição. “O clube não foi comunicado em momento algum nem pela CBF nem pela Fifa sobre esse caso. O caminho normal é a CBF receber um comunicado pela Fifa e nos avisar, mas isso até agora não aconteceu”, explicou.

Se o número de conselheiros cobrando explicações chegar a 60, Del Grande avisou que convocará reunião extraordinária do Conselho Deliberativo para colocar o assunto em votação. O Palmeiras possui 274 conselheiros. É função do órgão votar, por exemplo, orçamento e balanços financeiros do clube.

Mesmo sem frequentar os encontros do Conselho, Del Nero mantém influência no Palmeiras. Em janeiro, seu filho se elegeu conselheiro vitalício. No início do mês, Assembleia Geral de sócios escolheu 76 novos conselheiros, vários deles ligados ao grupo político do ex-presidente da CBF. No Palmeiras, ele acumulou cargos na Comissão de Sindicância, Departamento Jurídico e no Conselho de Orientação e Fiscalização (COF).

O Estado teve acesso ao requerimento elaborado pelos conselheiros que pedem a expulsão do ex-presidente da CBF. Para o grupo, mesmo que Del Nero esteja sob licença, essa condição pode ser revogada a qualquer momento e acarretar riscos ao clube. Quem não cumprir uma decisão da Fifa pode perder pontos, ser rebaixado para uma divisão nacional inferior ou ser proibido de fazer transferências de jogadores.

Por decisão do Comitê de Ética da Fifa, Del Nero foi impedido em 27 de abril do ano passado de exercer qualquer função no futebol até o fim da vida. Por sua atuação na CBF, ele foi considerado culpado das acusações de suborno e corrupção, conflito de interesse e desvio de conduta e ainda levou uma multa de 1 milhão de francos suíços (R$ 3,5 milhões na cotação atual). Del Nero diz ser inocente e recorreu da decisão.

Com a punição aplicada pela Fifa, Del Nero pediu licença do Conselho Deliberativo.

Advogados consultados pelo Estado, no entanto, acreditam que a licença temporária não é suficiente porque a Fifa determinou aplicação imediata e o banimento está em vigor. A CBF, por exemplo, acatou a decisão da Fifa no mesmo dia do anúncio da punição a Del Nero e emitiu comunicado no qual confirmou o então vice-presidente Antônio Carlos Nunes de Lima como presidente da entidade.

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Fonte: NOTÍCIAS AO MINUTO
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FUTEBOL

Real Madruga estreia na Liga Paulista de Futsal

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De olho no Campeonato Paulista que se realizará ainda neste segundo semestre, o Real Madruga Araçatuba estreia na Liga Paulista de Futsal. A competição possui 12 equipes dividias em 4 grupos. O Real Madruga está no grupo B junto com Assis e Marília, adversário desta sexta-feira as 20h, dentro de casa no ginásio de esportes da Emeb Henny Ferraz Homem, no Bairro Ipanema.

A equipe vem reforçada pelo pivô Piter que voltou a equipe após passar por Carlos Barbosa e outras equipes do Sul do País. Do resto, o time é o mesmo que disputou o Paulista no primeiro semestre.

Apesar de já ter estado no elenco, a expectativa do técnico Leandro Luz é poder contar ainda com o pivô Japa que não atuou no Paulista devido a problemas particulares. A reunião para o campeonato paulista será no dia 30 na sede da Federação Paulista.

A equipe tem treinado em dois períodos, fato que não acontece costumeiramente em razão de ainda alguns atletas cursarem faculdade. As férias colaboram com o time que treina todos os dias em dois períodos.

A entrada é franca nesta sexta e todos estão convidados. O Madruga tem o patrocínio Master da Samar e o apoio da Santa Casa Saúde.

A partida será transmitida ao vivo pela página da equipe no facebook.

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medalha

Brasileira conquista primeiro título do país no Mundial de esgrima

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Flávio Florido/Exemplus/COB

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Pela primeira vez na história, o Brasil tem uma atleta medalhista no Campeonato Mundial de Esgrima, e a estreia no pódio veio no lugar mais alto dele.

Nesta quinta (18), Nathalie Moellhausen, 33, venceu a chinesa Sheng Li na decisão da competição individual de espada do Mundial, realizado em Budapeste, na Hungria.

O resultado surpeendeu, já que a brasileira é a 22º colocado do ranking na sua especialidade.

Nascida em Milão, a esgrimista tem cidadania brasileira por causa de sua família materna. Ela é filha da estilista ítalo-brasileira Valeria Ferlini. O sobrenome de origem alemã é da família do pai.

Nathalie competiu a maior parte da sua carreira representando o país europeu, uma das maiores potências da modalidade.

Pela Itália, a atleta conquistou três medalhas em campeonatos mundiais: duas por equipes (ouro em 2009 e bronze em 2011) e uma no individual (bronze em 2010).

Após a Olimpíada de Londres, ela não teve mais espaço na equipe italiana e decidiu paralisar a carreira no esporte para se dedicar a outras. Estudou filosofia na Universidade Sorbonne, foi modelo, produtora de eventos e diretora de arte.

Em 2010, ela já havia criado um espetáculo de dança coreografada com esgrima para a cerimônia de abertura do Mundial de Paris. Depois, produziu o primeiro calendário fotográfico mundial com atletas da modalidade.

Em novembro de 2013, fez a direção de arte da festa dos cem anos da Federação Internacional de Esgrima.
Nathalie voltou a competir em 2014, após receber um convite para representar o Brasil, país que ela estava acostumada a visitar para ver a avó quando era criança.

“Sempre tive o sonho de me aproximar ao Brasil. A oportunidade dos Jogos Olímpicos do Rio me pareceu o momento certo para dar esse passo”, afirmou Nathalie à Folha de S.Paulo na ocasião.

Pelo país, Moellhausen foi medalhista de bronze nos Jogos Pan-Americanos de Toronto-2015 e chegou até as quartas de final na Olimpíada do Rio-2016, o melhor resultado do país na história do evento ao lado do obtido por Guilherme Toldo, no florete, também nos Jogos do Rio.

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ITAQUERÃO

Odebrecht cobra R$ 800 mi do Corinthians por estádio em Itaquera

Clube contesta valor e ainda precisa quitar financiamento com Caixa e BNDES

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A Odebrecht calcula ter R$ 800 milhões a receber do Corinthians pela construção do estádio em Itaquera, inaugurado em 2014. O valor foi informado por executivos da empresa em reunião na comissão interna do conselho deliberativo do clube para analisar a situação da arena.

A diretoria do Corinthians contesta o valor. Soma-se ao que precisa ser pago para a empreiteira a quitação de um empréstimo feito pelo BNDES com o aval da Caixa, que hoje está em R$ 470 milhões, segundo a construtora. O clube acredita que o valor do débito com o banco estatal é de cerca de R$ 400 milhões.

Além dessa quantia, cerca de R$ 380 milhões em CID’s (Certificado de Incentivo ao Desenvolvimento) já foram repassados pelo fundo que administra o estádio à Odebrecht no ano passado. Os CIDs funcionam como incentivo fiscal. Os títulos são emitidos pela prefeitura e vendidos no mercado. Quem compra esses papéis, pode utilizá-los para pagamento de impostos municipais com descontos.

“O problema é que essa soma não existe, pois inclui juros. Ah, hoje o estádio é R$ 1,3 bilhão [R$ 1,35 bilhão, na verdade], mas isso com os juros de 15 anos. Na verdade, o número é muito menor”, afirma o diretor financeiro do clube, Matias Romano Ávila.

O Corinthians alega que alguns itens previstos para serem entregues pela empreiteira não foram concluídos — como o pavimento externo, colocação de granito e acabamento na área de restaurante.

Quando a arena foi inaugurada, em maio de 2014, antes da Copa do Mundo no Brasil, o orçamento da obra era de R$ 985 milhões (R$ 1,3 bilhão em valores atualizados).

O custo da arena é tema de uma comissão criada pelo presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, Antonio Goulart. O assunto ganhou destaque no clube após a Caixa Econômica Federal executar dívida de R$ 627 milhões da Odebrecht, no início de junho. Dias depois, a empresa entrou em processo de recuperação judicial.

A comissão que trata da arena pretende esclarecer três pontos: qual o valor da dívida referente ao estádio, quais as obras prometidas pela Odebrecht e que não foram feitas, e identificar os problemas operacionais e de licenças da arena.

Questionado pela Folha sobre o caso, o presidente do clube, Andrés Sanchez, respondeu não ter “nada a dizer”.

O dirigente afirmou na última segunda (15) que o Corinthians pagaria R$ 400 milhões pela arena “no amor ou no ódio”, em entrevista à Fox Sports. Era a mesma versão defendida pelo ex-diretor de marketing, Luis Paulo Rosenberg, que deixou o cargo em fevereiro deste ano. É o número que também está na cabeça do diretor financeiro.

“A gente pagou em torno de R$ 150 milhões e deve R$ 400 milhões. Isso é do financiamento de 12 anos”, afirma Ávila.

A frase de Sanchez resume um pensamento que existe entre os integrantes da comissão. Há o desejo de fechar uma negociação com a empresa em que o Corinthians ficaria encarregado de pagar o empréstimo feito pela Caixa ao clube. A Odebrecht ficaria com o resto da dívida.

A execução judicial feita pelo banco estatal se refere a R$ 627 milhões de debêntures oferecidos pela Odebrecht no mercado para arrecadar recursos durante a construção do estádio. Isso torna o banco estatal parte interessada em qualquer acordo referente a este valor.

Debêntures são títulos de dívida que a empresa lança no mercado para captar dinheiro. O investidor se torna credor da companhia. A emissão desses títulos pela Odebrecht é alvo de contestação na justiça.

Para a construtora, a execução e a recuperação judicial pedida não têm qualquer relação com o estádio. Até que o Itaquerão seja pago pelo Corinthians, a estrutura pertence à Arena Fundo de Investimento, companhia que recebe o dinheiro obtido com os jogos no local e faz os pagamentos para a Odebrecht, que também é cotista deste fundo.

A recuperação judicial é uma grande renegociação de dívidas baseadas na lei.

“Em vez de você bater na porta de cada um dos credores que a empresa tem, toda a situação de dívida é discutida diante de um juiz. Para você conseguir aprovar essa grande negociação, que vai abranger a totalidade das dívidas da empresa, ela precisa da aprovação da maioria dos credores”, explica Hélder Câmara, especialista da PMMF Advogados.

Ao contrário do que acredita a construtora, Câmara vê como possível as dívidas pelo Itaquerão entrarem no processo de recuperação judicial.

“Se parte do patrimônio que a Odebrecht tem são cotas do fundo do estádio, há uma possibilidade que essas cotas possam ser utilizadas para pagar dívidas. Os credores podem exigir isso para aprovarem o plano de recuperação. Se isso acontecer, há a possibilidade de terceiros passarem a ser donos das cotas. Entraria um novo cotista no fundo que administra o estádio”, completa.

A notícia da execução da Caixa referente às debêntures e o posterior pedido de recuperação judicial foram vistos no Corinthians como a possibilidade de forçar a Odebrecht a realizar um acordo pela dívida do estádio. O presidente Andrés Sanchez tem mantido contatos com executivos da construtora para negociar.

Os integrantes da comissão foram informados pela Odebrecht que também há outra emissão de debêntures, no valor de R$ 50 milhões, que deve entrar no total da dívida, além de juros a serem calculados.

Questionados em reunião da comissão, emissários da Odebrecht rechaçaram a reivindicação de que a construtora deixou de realizar cerca de R$ 200 milhões em obras previstas no Itaquerão. Alegam que fizeram as obras dentro do orçamento para tornar o estádio funcional. Este é outro item que os conselheiros querem usar em qualquer negociação da dívida pela arena e é citado pelo diretor financeiro.

“Nós já passamos quatrocentos e tantos milhões [de reais] para eles em CID’s. E tem as obras não realizadas”, diz Ávila.

No início de fevereiro deste ano, o presidente do conselho deliberativo, Antonio Goulart, determinou a criação de cinco comissões, compostas por diferentes correntes políticas do Parque São Jorge: finanças, jurídico, comunicação, patrimônio e estádio. Mesmo os conselheiros convocados para outras comissões se interessam realmente pelo que acontece na dedicada ao estádio.

Não foi colocado prazo para as comissões terminarem os trabalhos, mas há o desejo de que isso aconteça até o final do ano.

“A ideia é que as comissões produzam relatórios que depois serão levados para aprovação dos conselheiros. A nossa intenção foi abrir a administração do clube”, afirma Antonio Goulart, que vai convocar reuniões extraordinárias para tratar dos assuntos.

A ideia por trás da criação das comissões é tentar pacificar o clima político do clube, tão pesado que poderia levar a um novo pedido de impeachment de presidente, como aconteceu em fevereiro de 2017 com o então mandatário Roberto de Andrade.

Goulart considera que Andrés Sanchez tem colaborado com as comissões. Nem todos os integrantes concordam, porém.

“Ele vai empurrando com a barriga. Entrega só uma parte ou não responde o que é perguntado”, reclama o conselheiro Herói Vicente, integrante da comissão jurídica.

Por meio de sua assessoria de imprensa, Sanchez disse que todas as comissões no Conselho Deliberativo são bem-vindas e estão de acordo com o que prevê o estatuto do clube.

A Odebrecht confirma a participação de pessoas da empresa em reuniões da comissão corintiana e diz que sempre esteve à disposição para dialogar com o clube.

Consultada, a Caixa Econômica Federal não se pronunciou sobre o assunto até o fechamento desta edição.

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