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O drama da mulher que caiu após ficar presa na porta de um ônibus da TUA, em Araçatuba

Idosa de 78 anos sofreu ferimentos na perna e está impossibilitada de trabalhar; motorista saiu do local sem prestar socorro

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Dona Maria, que não consegue ficar em pé, trabalhar como passadeira de roupas, em Araçatuba (Foto: Fabio Shiz/ Regional Press)


A senhora de 78 anos não via a hora de chegar em casa para preparar o jantar com alimentos conseguidos de doações, naquele 18 de outubro, após um longo dia de trabalho marcado pelo calor do ferro de passar.

No entanto, antes de chegar em casa, no bairro Mão Divina, em Araçatuba, a idosa não imaginava que ainda teria que esperar na fila de atendimento emergencial do Pronto Socorro de Araçatuba.

Um acidente na descida de um ônibus da TUA (Transportes Urbanos Araçatuba), empresa que detém a concessão do transporte público na cidade, atrasou não só o jantar, mas o dia-a-dia da aposentada Maria Alves Ferreira, que reside sozinha em uma casa simples na rua Marcelino Stopa e sobrevive, basicamente, do que ganha com os bicos de ‘passadeira de roupas’.

O drama de dona Maria Alves começou no final da tarde do último dia 18, ao tentar desembarcar de um ônibus da TUA na rua Paulino Gato, a cerca de três quadras de casa.

No momento da saída, dona Maria alega ter alertado o motorista que estava em processo de saída no ônibus. No entanto, antes de descer, a porta do coletivo foi fechada prendendo um dos pés da idosa.

Desequilibrada, a mulher foi derrubada no chão, entre o ônibus e o meio-fio da rua.

“Não me lembro de quase nada, só sei que ventava muito e eu ouvia muitos gritos, mas não sei o que realmente estava acontecendo”, diz dona Maria, em um esforço de buscar na memória alguma informação sobre o momento do acidente.

Testemunhas, entre elas o filho da moradora, ajudam a recompor o que ocorreu na hora do acidente.

Com a queda da idosa no chão ao lado do ônibus, populares gritaram para que o motorista parasse. O condutor do coletivo teria seguido por várias ruas até encontrar a garagem da empresa, no bairro Jardim do Trevo, a cerca de dois quilômetro do local do acidente.

A idosa foi socorrida pela equipe de resgate do Corpo de Bombeiros de Araçatuba. Medicada no Pronto Socorro Municipal, ela foi liberada para voltar para casa horas depois, quase na madrugada do dia 19 de outubro.

Dona Maria espera atendimento no Pronto Socorro de Araçatuba

Indignados, familiares da dona Maria Alves registraram o boletim de ocorrência na polícia e procuraram a reportagem do Regional Press.

Um dia após o acidente, dona Maria Alves recebeu a reportagem do RP10 em sua casa. Ainda sem poder andar, a idosa agradeceu a Deus por estar viva após um acidente tão perigoso.

A aposentada tem motivos para se preocupar. Há cerca de três anos, um neto de dona Maria Alves morreu em um fatídico acidente de moto em uma estrada de terra na zona rural de Araçatuba. No retorno do trabalho, o jovem, que tinha apenas 18 anos, colidiu com um caminhão.

A morte foi instantânea e a fatalidade nunca saiu da mente da avó, que ainda chora ao relembrar o dia em que perdeu o neto.

Hoje, a idosa luta para sobreviver em meio as tristes lembranças, mas não perde a esperança. Ela pensa em se recuperar o quanto antes para voltar a passar roupas na casa das pessoas e, assim, garantir os trocados para a alimentação e as contas básicas de água e luz.

Perguntada sobre as despesas do próximo mês, a idosa se perde nos próprios pensamentos. “Não sei o que vai acontecer”, diz. “Espero ter forças para voltar a trabalhar”.

Dona Maria sofreu uma luxação na perna direita além de hematomas pelo corpo. Por enquanto, ela não pode se locomover sozinha. Parentes tentam conseguir a doação de um andador e um ventilador simples (que podem ser usados), além de mantimentos básicos.

Dona Maria Alves revela que não pretende deixar o lar, solitário, mas ainda repleto de lembranças vivas do neto falecido num trágico acidente de trânsito.

TUA

Na segunda-feira (22), o Regional Press entrou em contato com a TUA por telefone, por e-mail e pelo canal de atendimento disponível no site da empresa.

No entanto, até a tarde desta terça-feira (23) nenhuma resposta havia sido dada pela TUA sobre os questionamentos acerca do acidente e suas consequências.

Se a empresa se pronunciar, a resposta será publicada na íntegra.

Assista a entrevista com dona Maria Alves:

 

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Atacado por Joice, Kim Kataguiri diz que articulação é catástrofe e que reforma morreu

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Os dois, que foram aliados durante o processo de impeachment de Dilma Rousseff (PT), bateram boca via Twiter - Foto: Reprodução Youtube

SÃO PAULO, SP, FOLHAPRESS  O barraco desta segunda-feira (25) no Congresso veio de uma troca de farpas entre a líder do governo Jair Bolsonaro no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), e o deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP), líder do MBL (Movimento Brasil Livre).

Ex-aliados durante o processo de impeachment de Dilma Rousseff (PT), eles bateram via Twitter boca por causa da articulação política (ou falta dela). O clímax foi Joice chamando Kim, 23, de “moleque” e sugerindo que ele “pegue a chupeta e vá nanar”.

Kim falou à reportagem sobre o imbróglio. Ele critica a articulação do governo e diz que a reforma da Previdência morreu.

Folhapress – O que o sr. achou do tuíte da deputada Joice Hasselmann que o chama de moleque?
Kim Kataguiri – Quando entra no terreno da baixaria, prefiro não responder. Minha crítica é à articulação política do governo.

P – E qual sua avaliação?
KK – É uma catástrofe.

P – Por culpa de quem?
KK – É principalmente por causa do perfil do Bolsonaro, de não querer dialogar com o Congresso, de não querer receber parlamentares, de falar para todos os ministros fecharem as portas, de não escutar os projetos. Ou seja, de não fazer articulação republicana. O governo está tentando transformar a articulação em sinônimo de corrupção. Quando na verdade é escutar os projetos [dos parlamentares] para eventualmente encaminhar nos estados. Construir pontes, fazer hospitais, é legítimo também. Isso não tem nada a ver com corrupção.

P – Como o sr. avalia as escolhas dele para sua liderança no Congresso?
KK – Ele ficou traumatizado com o erro do major [Major Vitor Hugo, do PSL-GO, líder do governo na Câmara], que é um cara que não se impunha com os líderes, e aí acabou exagerando, tentando apagar o fogo com pólvora, nomeando a Joice.

P – Que consequência o estilo dela pode ter?
KK – O efeito que gera é que quanto mais parlamentares ela ataca, mais sentimento de corpo contra o governo gera nos outros parlamentares.

P – Com essa situação, qual o futuro da reforma da Previdência?
KK – A reforma encaminhada pelo governo morreu, não tem chance de ser votada e aprovada. Mas acho que também tem um senso de responsabilidade aqui de boa parte dos parlamentares. E mesmo a pressão dos governadores, que faz efeito. Acredito que talvez a gente retome o texto do Arthur Maia [relator da proposta apresentada no governo Temer], o que resolveria o problema a curto prazo da Previdência e ao mesmo tempo o centrão não seria derrotado.

P – Essa morreu por quê?
KK – Principalmente pela questão dos militares, mas pelo conjunto da obra. Pela falta de tato do governo. No caso dos militares, dizer que a economia vai ser de R$ 90 bi, quando na prática vai ser de R$ 10 bi.

P – Esses ataques da Joice são dela, ou vem uma ordem de cima, do Palácio?
KK – Eu acho que é a linha geral do governo, mas também vem ao encontro da personalidade dela.

P – Vocês tinham uma boa relação no passado, por exemplo durante o impeachment de Dilma, não?
KK – Sim. Estivemos juntos. Mas ela não reconhece que o trabalho dela não está funcionando. E há um sentimento de que a única direita possível é a do Bolsonaro. (Por Fábio Zanini)

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SAÚDE PÚBLICA

Vigilância Epidemiológica de Birigui confirma duas mortes por dengue em 2019

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A Secretaria de Saúde de Birigui confirmou dois óbitos por suspeita de dengue em 2019. De 1º de janeiro até o momento, Birigui registrou 2.120 notificações. O município tem 1.489 casos prováveis, sendo 622 casos positivos e 867 casos em investigação.

A informação foi passada na tarde desta segunda-feira (25), quando a Vigilância Epidemiológica concluiu os processos de investigações dos óbitos. Birigui vive um cenário de alto risco para epidemia de dengue.

“Estamos muito sensíveis aos óbitos e aproveitamos para lembrar a população sobre os perigos da dengue. Temos que unir forças para combater o mosquito Aedes”, disse a secretária municipal de Saúde, Marian Nakad.

O primeiro paciente confirmado é do sexo masculino. Aposentado, ele faleceu aos 78 anos. Morador do bairro Ivone Alves Palma, teve o início dos sintomas em 5 de fevereiro. O paciente apresentava outras comorbidades e foi internado na Santa Casa de Birigui. Ele faleceu no dia 16 de fevereiro.

O segundo caso confirmado é de uma paciente do sexo feminino, de 24 anos. Ela era auxiliar administrativa e morava no bairro Quemil. O início dos sintomas foi registrado dia 18 de fevereiro, quando foi internada na Santa Casa de Birigui e transferida para a Santa Casa de Araçatuba, evoluindo a óbito dia 22 de fevereiro.

Um terceiro caso também foi investigado, de uma senhora de 60 anos, porém foi descartado para a dengue.

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POLÍTICA

Bolsonaro determinou ‘comemorações devidas’ do golpe de 1964, diz porta-voz

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros, afirmou nesta segunda-feira (25) que o presidente Jair Bolsonaro determinou ao Ministério da Defesa que sejam feitas comemorações em unidades militares em referência a 31 de março de 1964, data que marca o golpe que deu início à ditadura militar no Brasil.

Rêgo Barros disse que será feita uma celebração “devida” seguindo a ordem de Bolsonaro, mas não detalhou como será feito. Segundo relatos feitos à reportagem, a orientação será de que ela seja feita intramuros, ou seja, dentro de quartéis e batalhões, com a leitura da ordem do dia, realização de formaturas e palestras sobre o tema.

“Nosso presidente já determinou ao Ministério da Defesa que faça as comemorações devidas com relação ao 31 de março de 1964 incluindo a ordem do dia, patrocinada pelo Ministério da Defesa, que já foi aprovada pelo nosso presidente”, afirmou.

O presidente foi convencido pela cúpula militar sobre a necessidade de que as celebrações sejam feitas de maneira discreta, sem manifestações públicas, como era costume antes do início dos governos petistas. No primeiro mandato de Dilma Rousseff, a data foi retirada do calendário oficial de comemorações do Exército.

A cautela deve-se a um receio de que comemorações efusivas do golpe militar possam tensionar o clima político no país e ofuscar a reforma previdenciária, considerada a prioridade da atual gestão. A ordem do dia será divulgada apenas no dia 31.

PERÍODO DE EXCEÇÃO

O porta-voz disse ainda que Bolsonaro não considera a tomada de poder pelos militares, em 1964, um golpe. O episódio deu início no Brasil a um período de exceção, marcado por censura, torturas a adversários políticos, cassação de direitos e fechamento do Congresso Nacional.

A ditadura, que se estendeu até 1985, for marcada por um período sem eleições diretas para presidentes da República, o que só foi retomado em 1989, após a Constituição Federal de 1988.

“O presidente não considera o 31 de março de 1964 golpe militar. Ele considera que a sociedade reunida e percebendo o perigo que o país estava vivenciando naquele momento, juntou-se civis e militares e nós conseguimos recuperar e recolocar o nosso país num rumo que salvo melhor juízo, se tudo isso não tivesse ocorrido, hoje nós estaríamos tendo algum tipo de governo aqui que não seria bom para ninguém”, afirmou.

CALENDÁRIO

Com a vitória de Bolsonaro, as Forças Armadas avaliam agora reincluir o 31 de março no calendário oficial do Exército. Procurado pela reportagem, o Ministério da Defesa disse, por meio de sua assessoria de imprensa, que por enquanto “não dispõe de informações a respeito”.

Neste ano, ao menos três estabelecimentos militares incluíram a efeméride em seus calendários, como o dia da “Revolução Democrática de 1964”: a Escola Preparatória de Cadetes do Exército, o Comando de Operações Terrestres e o Colégio Militar de Santa Maria. No Clube Militar do Rio de Janeiro, foi marcado um almoço em homenagem aos 55 anos.

RECEIO

Apesar do receio da cúpula militar, a expectativa é de que o presidente se manifeste, nem que seja pelas redes sociais, em homenagem à data. Para auxiliares palacianos, na tentativa de evitar críticas da opinião pública, seria ideal que, no mesmo posicionamento, ele fizesse uma defesa da democracia.

No ano passado, no dia da efeméride, Bolsonaro publicou vídeo no Facebook em que aparecia estourando um rojão em frente ao Ministério da Defesa, acompanhado de uma faixa que agradecia os militares por não terem permitido que o Brasil se transformasse em Cuba. “O 7 de Setembro nos deu a independência e o 31 de Março, a liberdade”, disse. (Folhapress)

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Emprego com carteira assinada cresce 40% na região de Araçatuba

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A região administrativa de Araçatuba gerou 1.407 empregos com carteira assinada no mês de fevereiro, número 40% maior do que o registrado em janeiro, quando foram abertos 1.005 postos de trabalho, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia.

O levantamento é feito em 14 municípios da região com mais de 10 mil habitantes. Dentre estes, Birigui voltou a se destacar, com 405 empregos. Foram contratados 1.390 trabalhadores e 985 dispensados, gerando o saldo positivo. O setor que mais empregou foi a indústria de transformação e o de serviços.

É o segundo mês consecutivo que Birigui é destaque no emprego formal. Em janeiro, foram contratados 454 trabalhadores com carteira assinada. No ano, o saldo positivo do município é de 859 empregos.

Guararapes, com a geração de 236 vagas em fevereiro, está em segundo lugar no ranking do emprego com carteira assinada. Em janeiro, o município já tinha aberto 68 vagas.

Em terceiro lugar está Andradina, com 211 novas oportunidades em fevereiro, após registrar 67 demissões em janeiro.

Araçatuba aparece na quarta posição, com 190 empregos formais em fevereiro. No mês anterior, foram fechadas 14 vagas na cidade.

ANÁLISE

Para o economista e professor Marco Aurélio Barbosa, da Fundação Educacional Araçatuba (FEA), o resultado traz expectativas positivas e correspondem aos resultados do Caged nacional. Em todo o Brasil, foram gerados 173 mil empregos, segundo o Ministério da Economia.

“Apesar do baixo crescimento da economia brasileira, o mercado de trabalho aos poucos dá sinais de retomada. Porém, avaliação da tendência será verificada ao longo do primeiro semestre”, afirmou Barbosa.

Os demais municípios que tiveram desempenho positivo na geração de empregos com carteira assinada foram Valparaíso, com 161 vagas; Ilha Solteira (63), Castilho (61), Mirandópolis (38), Buritama (25); Auriflama (21) e Avanhandava (19).

De outro lado, tiveram desempenho negativo os municípios de Penápolis (-3); Pereira Barreto (-7) e General Salgado (-13).

 

DESEMPENHO DO EMPREGO FORMAL EM FEVEREIRO NA REGIÃO:

BIRIGUI: 405

GUARARAPES: 236

ANDRADINA: 211

ARAÇATUBA: 190

VALPARAÍSO: 161

ILHA SOLTEIRA: 63

CASTILHO: 61

MIRANDÓPOLIS: 38

BURITAMA: 25

AURIFLAMA: 21

AVANHANDAVA: 19

PENÁPOLIS: -3

PEREIRA BARRETO: -7

GENERAL SALGADO: -13

Fonte: Ministério da Economia

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