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Odebrecht tinha R$ 700 mil em cofre para reformar ‘sítio de Lula’

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O diretor de Engenharia da Odebrecht Emyr Diniz Costa Junior trouxe novos detalhes de como a empreiteira atuou na reforma do sítio Santa Bárbara, em Atibaia, interior de São Paulo, cujo real proprietário seria o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo a força-tarefa da Operação Lava Jato — o que é veementemente negado pelo petista. As obras teriam sido executadas entre dezembro de 2010 e janeiro de 2011, quando Lula deixou a Presidência no fim do segundo mandato.

Um dos 78 delatores da Odebrecht, Costa relatou à Procuradoria-Geral da República (PGR) que até comprou um cofre para guardar os 700.000 reais em espécie usados para bancar a reforma. “Nunca tinha manejado uma obra com somas dessa natureza. Então, eu comprei um cofre desses que você compra nesses caminhões. Coloquei dentro do armário da minha sala”. Ele contou que as cifras vieram do setor de Operações Estruturadas, o célebre departamento de propinas da Odebrecht. Um malote com o dinheiro foi entregue em seu escritório após ele dar ao emissário uma senha, da qual disse não se recordar mais.

Costa afirmou que, semanalmente, separava 100.000 reais em envelopes para entregar ao engenheiro da Odebrecht Frederico Marcos de Almeida, responsável pelas obras do sítio, que, por sua vez, repassava os valores a uma pessoa identificada como Aurélio. Posteriormente, ele descobriu se tratar de Rogério Aurelio Pimental, ex-assessor especial de Lula.

Os recursos, segundo ele, foram utilizados para custear a construção de um alojamento para os seguranças de Lula, uma edícula de quatro suítes, uma sauna, uma adega e o conserto de um vazamento na piscina. “O senhor Aurélio até pediu para fazer mais coisas, como um pomar,  quadra de tênis, mas não foi possível pelo prazo e pelo período chuvoso”, explicou o delator.

Contrato falso

Em maio de 2011, após as obras serem concluídas, o diretor foi chamado a uma reunião presencial com o advogado de Lula Roberto Teixeira em seu escritório em São Paulo. Na ocasião, segundo contou, disse ter sido orientado a produzir um contrato falso para, conforme suas palavras, “regularizar a construção de forma que não parecesse que ela tinha sido feita para benefício de Lula nem tampouco pela Odebrecht”.

Segundo o delator, ele providenciou o documento, que foi redigido em nome de Fernando Bittar, o dono legal do sítio, com uma empreiteira local ao custo de 150.000 reais — “o valor mais baixo para ser com compatível com a renda de Bittar”, disse. A nota fiscal emitida e o contrato falso foram entregues em mãos a Teixeira em um segundo encontro. Ele disse à PGR que nas duas ocasiões se registrou na portaria do prédio do escritório.

No depoimento, o delator afirmou ter sido informado por seus superiores de que as obras eram para o ex-presidente Lula, mas ressaltou que não teve nenhum contato com o petista nem com algum de seus familiares. “Às vezes, o Frederico [o engenheiro] ia perguntar algum detalhe técnico da obra e o Aurélio [o assessor da presidência] dizia que iria perguntar para dona Marisa [Letícia, esposa do ex-presidente Lula, falecida em fevereiro deste ano]”, contou ele.

Além de Costa, outros executivos da Odebrecht, como Marcelo, Emílio, Alexandrino Alencar e Carlos Armando Paschoal, relataram à PGR como a empresa se organizou para realizar obras no sítio de modo discreto como um presente a Lula, assim que ele deixasse a Presidência.

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MANIFESTAÇÃO

Centrais planejam nova greve geral contra reforma da Previdência

Segundo o secretário-geral da Força Sindical, José Carlos Gonçalves, o Juruna, a ideia é concentrar o movimento nas capitais

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Reunidas nesta sexta-feira (24), as centrais sindicais decidiram parar no dia 5 de dezembro em protesto contra a reforma da Previdência, na véspera da data em que o governo pretende levar o projeto à votação.

Segundo o secretário-geral da Força Sindical, José Carlos Gonçalves, o Juruna, a ideia é concentrar o movimento nas capitais. “Vamos reforçar a mobilização no setor de transportes”, diz Juruna.

Segundo Antonio Neto, presidente da CSB, “haverá forte resistência do movimento sindical contra a intenção do governo e do Congresso em terminar o serviço com a retirada dos poucos direitos dos trabalhadores”.

Secretário de Organização da UGT, Chiquinho Pereira diz que as centrais deixaram a reunião motivadas diante da responsabilidade de mobilização.

Em nota divulgada nesta quinta, a Força classificou o novo texto da reforma como uma “Black Friday” de direitos, em referência ao evento de liquidação de preços do comércio.

O presidente Michel Temer remodelou a mudança de regras para aposentadoria em um pacote mais enxuto, cujos principais pontos são a exigência de idade mínima de 65 anos (homens) e 62 anos (mulheres), 15 anos de contribuição (setor privado) e 25 anos (setor público) e limitação de até dois salários mínimos para acúmulo de pensões.

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) também se opõe às mudanças. Para Sérgio Nobre, secretário-geral da entidade, o enxugamento da proposta original do governo “não tem nada de positivo”. “Não é uma reforma light, isso vai prejudicar o trabalhador”, diz.

Ele diz que a central vai orientar suas bases para pressionar congressistas para que votem contra o projeto. “É bom que deputados pensem bem, porque isso é sensível. A sociedade brasileira não aceita mexer na Previdência”, afirma Nobre. Com informações da Folhapress.

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Ex-Governador

Juiz autoriza transferência de Garotinho para presídio de segurança máxima

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O juiz Ralph Manhães, da 98ª Zona Eleitoral de Campos dos Goytacazes, se manifestou nesta sexta-feira a favor da transferência do ex-governador Anthony Garotinho para um presídio de segurança máxima, incluindo a possibilidade de que ele vá para uma penitenciária federal. A decisão final, no entanto, será da Vara de Execuções Penais (VEP).

A manifestação é lastreada nas informações que foram enviadas pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) à Justiça. O texto cita os “transtornos” que ele está causando na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica.

Segundo a Seap, Garotinho provocou lesões em si mesmo com o intuito de transparecer que teria sido agredido dentro da cadeia.

“O caso apontado é extremamente grave e merece apuração”, destacou o magistrado, acrescentando que poderá ficar configurado um caso de falsa comunicação de crime.

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contas

Parada, Samarco deixou de pagar R$ 978 milhões em impostos a MG e ES

Mineradora está paralisada desde o desatre ambiental ocorrido em Mariana (MG), em 2015

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A mineradora Samarco, parada desde o desastre ambiental de Mariana (MG), ocorrido em 2015, deixou de pagar R$ 978 milhões em impostos a estados e cidades de Minas Gerais e Espírito Santo. A empresa também deixou de faturar R$ 8,06 bilhões.

“A [atividade da] Samarco representava 5% do PIB estadual”, afirma José Eduardo Azevedo, secretário de Desenvolvimento do Espírito Santo.

De acordo com a coluna ‘Mercado Aberto, da ‘Folha de S. Paulo’, será necessário que a mineradora consiga uma licença para o local que vai receber rejeitos de novas operações. Uma reunião do conselho de política ambiental de Minas Gerias será realizada nesta sexta-feira (24) para tomar uma decisão sobre o assunto.

“Se o conselho aprovar os pareceres, que são favoráveis, a Samarco poderá iniciar obras no local”, explica Germano Gomes Vieira, secretário de Meio Ambiente de Minas.

A Samarco defende que o espaço estará propício dentro de 6 meses. A mineradora iniciou, ainda, um processo para obter a licença para o complexo que inclui a barragem rompida. O documento foi cassado após o desastre em Mariana. De acordo com a reportagem, a companhia só deve voltar a atuar no segundo semestre de 2018.

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